Com o estudo de viabilidade econômica entregue pela Fundação Getulio Vargas no fim de 2018, o novo projeto da planta de amônia pode sair do papel - Foto: PMU Divulgação - PMU/Divulgação

Uberaba, no Triângulo Mineiro, prevê a atração de pelo menos R$ 3 bilhões em investimentos privados neste exercício. Entre os aportes estão a implantação de duas empresas de logística, uma delas multinacional, e o novo projeto da planta de amônia, em formato diferente do que foi iniciado e suspenso pela Petrobras no município.

Tamanho é o otimismo do prefeito Paulo Piau (PMDB) que, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, José Renato Gomes, esteve ontem em reunião com o governador do Estado, Romeu Zema (Novo) para comunicar os possíveis investimentos e pedir o auxílio do Estado nas tratativas.

De acordo com Piau, o balanço do primeiro encontro com o novo governador foi altamente positivo e promissor. Segundo ele, diferentemente da gestão passada, a equipe de Zema se mostrou aberta e informou que aportes serão prioridade no novo governo.

“Estamos vindo de uma situação de insistência que nada adiantou na gestão de Fernando Pimentel (PT). Para conseguirmos atrair e concluir aportes em Uberaba nos últimos anos, tivemos que fazer não somente as ações municipais, mas também as estaduais. E, ainda assim, perdemos grandes investimentos. Entre eles, cerca de R$ 300 milhões do grupo polonês Can-Pack, dono da Cia. Metalic do Nordeste, que acabou se instalando em Itumbiara (GO)”, citou.

Com a retomada do auxílio do Executivo estadual, o prefeito acredita que os investimentos em Uberaba poderão ser ainda maiores. Ele revelou, inclusive, que outras tratativas já estão em andamento, mediante termo de confidencialidade, com empresas dos segmentos de alimentos, bebidas e cerâmico.

“O apoio do governo se torna fundamental quando pensamos nas questões tributárias. Hoje, Minas Gerais já é competitiva sob este ponto de vista, porém, pode avançar. Sou contra a guerra fiscal entre os estados, mas acredito que não podemos perder investimentos para ninguém”, comentou Piau.

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Diferencial – Neste sentido, o prefeito disse que aposta no fato de Zema vir do setor privado. Para ele, isso será um diferencial na hora do Estado tratar sobre estas questões. “Nosso governador veio do setor e fala a linguagem que o empresário e o investidor querem ouvir. O brasileiro precisa entender que um setor produtivo forte reflete em melhores resultados na educação, saúde, segurança pública e tantas outras áreas que estão sob responsabilidade dos gestores públicos”, salientou.

O secretário José Renato Gomes, por sua vez, completou que as negociações para a atração e concretização de possíveis investimentos chineses também seguem a todo vapor, assim como conversas com candidatos a investidores para o aeroporto internacional de cargas e para o novo projeto da planta de amônia – sonho antigo da atual gestão municipal.