Entre os investimentos verificados nos últimos anos está a ampliação da fábrica da Ambev localizada no município - Créditos: Secom/PMU

Mesmo diante do conturbado cenário econômico brasileiro dos últimos anos, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, tem conseguido atrair uma série de investimentos privados, graças às medidas adotadas pelo Executivo municipal como forma de tornar a região ainda mais interessante a empresas. Isso tem feito com que o município viva uma nova fase de desenvolvimento, culminando com a realização de cerca de R$ 1,4 bilhão de aportes em novos negócios desde o início de 2017.

E os números não param por aí. Ao todo, foram abertas 4,7 mil micro, pequenas, médias ou grandes empresas entre 2017 e 2018 na cidade, segundo dados da Junta Comercial. No mesmo período, mais de 4,5 mil postos de trabalho formais foram criados no município, que, assim como os demais em Minas, vive um momento de instabilidade financeira e de falta de repasses obrigatórios por parte do governo do Estado.

“Qualquer município quando enfrenta uma situação de crise tem que buscar alternativas de receitas e facilitadores de atração para os empreendedores. Em Uberlândia, nos últimos anos, temos buscado fazer essa interlocução com possíveis investidores, facilitando os processos, diminuindo a burocracia e aprimorando a infraestrutura local, visando manter elevado o nível de investimentos privados”, explicou o prefeito Odelmo Leão.

Conforme ele, a estratégia passa pelo empenho da gestão municipal em investir recursos próprios e buscar constantes parcerias com a iniciativa privada e a sociedade civil. Entre as medidas, Leão destacou algumas ações e diretrizes do Executivo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, que favoreceram o cenário para alavancar a economia da cidade.

“Redução de tempo para abertura de novas empresas (de dez para cinco dias), incentivo a microcervejarias (que hoje já somam 11 fábricas), vocação para inovação, apoio à produção de energia fotovoltaica, incentivo à instalação de startups, internacionalização do município, bem como o fortalecimento de áreas tradicionais como saúde, educação e infraestrutura estão entre as principais medidas”, citou.

Investimentos – Já entre os investimentos contabilizados nos últimos anos, estão projetos da Cargill, expansão da Souza Cruz, inovação em telecomunicações (Vivo e Algar Telecom), fomento da construção civil (Brasal), transferência da sede da fintech Social Bank, construção de novas unidades supermercadistas (Grupo Bahamas, Super Maxi e Grupo Kamel Megamix) e ampliação da fábrica da Ambev. A cidade também terá, em breve, uma nova fábrica de laticínios da Polenghi.

Em 2019, os esforços locais continuarão. Desta vez, voltando os investimentos municipais para a área de mobilidade urbana. Segundo o prefeito, há cerca de R$ 240 milhões disponíveis para isso. Desse total, R$ 140 milhões referentes ao Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) da Caixa e os outros R$ 100 milhões do Pro-Transportes do Ministério das Cidades.

“A ideia agora é aprimorarmos a mobilidade urbana de Uberlândia com investimentos em tráfego, transporte público e acessos viários, de maneira a agregarmos mais um facilitador na atração de investimentos”, explicou.
Em relação à atração de empresas já para 2019, Leão informou que várias tratativas estão em andamento, mas, por questões estratégicas, não revelou detalhes nem os segmentos de atuação das mesmas.