Folia deste ano, realizada em março, reuniu cerca de 4 milhões de pessoas em eventos na Capital - Créditos: Julia Lanari

Mesmo que em ritmo aquém do esperado pelos comerciantes, o varejo da Capital vem se recuperando. Conforme divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2018, houve alta de 1,13% nas vendas.

Em março, no comparativo com fevereiro, foi registrado crescimento de 1,96%. E, na relação março 2019/março 2018, o incremento foi de 2,2%. Os resultados positivos são atribuídos principalmente ao impacto do Carnaval de Belo Horizonte, que ganha força a cada ano e impulsiona o comércio. A melhora do ambiente econômico também interferiu nos resultados.

Este ano, o Carnaval ocorreu em março e reuniu cerca de 4 milhões de foliões em Belo Horizonte. Com isso, o resultado das vendas de março foi o melhor dos últimos três anos.

“Ainda é um crescimento pequeno, mas é positivo. Tivemos um Carnaval muito forte em Belo Horizonte, impactando nas vendas. Além disso, o ambiente econômico é melhor do que o dos anos anteriores. As taxas de desemprego ainda permanecem altas, mas já mostram melhora”, disse a economista da CDL-BH, Ana Paula Bastos.

De acordo com a CDL-BH, em março tiveram destaque os setores que comercializam itens com boa saída no Carnaval. No mês, frente a fevereiro, o segmento que registrou o melhor desempenho foi artigos diversos (+4,01%), que inclui acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico e computadores.

Também tiveram desempenho positivo vestuários e calçados (+3,7%); drogarias e cosméticos (2,88%); veículos e peças (+1,38%); informática (+1,19%); supermercados (+1,04%); e material elétrico e construção (+0,97%). Os segmentos que sofreram queda foram papelaria e livraria (-1,26%) e móveis e eletrodomésticos (-0,25%).

Na comparação anual (março 2019/março 2018), o melhor resultado também veio de artigos diversos (+3,69%). Em seguida, estão supermercados (+3,11%); veículos e peças (+2,8%); drogarias e cosméticos (+2,47%); vestuário e calçados (+2,44%); papelaria e livrarias (+1,32%); móveis e eletrodomésticos (+1,28%); e material elétrico e construção (+0,69%). O segmento de informática mostrou retração de 1,47%.

Acumulado – No trimestre, o destaque foi para a venda de veículos e peças, com alta de 3,03%. Os demais setores que registraram crescimento foram artigos diversos (+2,11%); supermercados (+1,82%); papelaria e livrarias (+1,64%); material elétrico e construção (+1,49%); drogarias e cosméticos (+1,41%); e vestuário e calçados (+1,03%).

Registraram queda móveis e eletrodomésticos (-0,03%) e informática (-0,19%). Segundo Ana Paula Bastos, o recuo nas taxas de juros facilita a tomada de crédito, o que pode ter impulsionado a venda de veículos no período.

No acumulado de 12 meses, o varejo da Capital avançou 0,53%. Nessa base comparativa, o melhor resultado veio da informática (+1,52%), seguida de artigos diversos (+1,42%); veículos e peças (+1,32%); papelaria e livrarias (+1,09%); material elétrico e construção (+0,99%); vestuário e calçados (+0,9%); drogarias e cosméticos (+0,69%); e supermercados (+0,58%). O único setor a mostrar desempenho negativo nessa base comparativa foi o de móveis e eletrodomésticos, com retração de 0,91%.