Créditos: Pedro Revillion/Palácio Piratini

São Paulo – O valor da produção agropecuária brasileira deve alcançar R$ 588,8 bilhões neste ano, acima dos R$ 572,9 bilhões previstos em março e dos R$ 584,3 bilhões em 2018, projetou ontem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, citando preços mais altos para boa parte das culturas.

Conforme a pasta, os dados mostram que milho, algodão, laranja, feijão e batata-inglesa tendem a apresentar as maiores taxas de crescimento real no valor.

Além disso, tudo indica que a produção de milho deverá crescer de forma expressiva ante a do ano passado, afetada por problemas climáticos.

Com a segunda safra tendo bom desenvolvimento, o País deve colher neste ano um total de 94 milhões de toneladas de milho, forte recuperação ante os cerca de 80 milhões do ciclo anterior, marcado por adversidades climáticas, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento.

Ao mesmo tempo, a produção de algodão deverá atingir históricos 2,65 milhões de toneladas da pluma. A cultura, segundo o Ministério da Agricultura, deve alcançar o valor mais elevado da série, com R$ 40,3 bilhões.

“Este valor supera em duas vezes o da produção do café, que, pelo terceiro ano consecutivo, tem redução”, destacou José Gasques, coordenador geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do ministério.

Recuos – Com efeito, o café, em meio a preços internacionais enfraquecidos, deve ser uma das culturas com maior queda em valor em 2019, de 19,6%. A soja, cuja safra neste ano será menor, deve apresentar retração de 12%.

Em paralelo, também são esperados recuos para arroz (-8,4%), cana-de-açúcar (-6,3%) e mandioca (-4,2%), enquanto na pecuária, suínos, leite e ovos também têm apresentado redução de valor em relação a 2018.

O valor bruto da produção das lavouras deve ser de R$ 392,4 bilhões em 2019 e o da pecuária, de R$ 196,4 bilhões, concluiu o Ministério da Agricultura em nota. (Reuters)