Crédito: Gil Leonardi /Agência Minas

A privatização de ativos estatais em Minas Gerais poderá levantar até R$ 9 bilhões, o que ajudará a abater o déficit de R$ 12 bilhões do Estado, mas não o eliminará, afirmou o governador mineiro, Romeu Zema, ontem, em Nova York.

A venda de ativos da empresa de energia elétrica Cemig poderá levantar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, enquanto a privatização da companhia de saneamento Copasa, outros R$ 5 bilhões, disse Zema em uma conferência em Nova York.

Ele acrescentou que os trabalhos sobre a privatização das subsidiárias da Cemig começarão nos próximos meses, embora não tenha especificado quais empresas do grupo poderão ser vendidas.

O governador, que assumiu o cargo em janeiro, já disse em algumas ocasiões que pretende desestatizar a Cemig e que poderá enviar um projeto de lei sobre o tema à Assembleia Legislativa de Minas Gerais ainda neste ano.

Mas ele também já disse em outras ocasiões que a estatal poderá vender ativos em meio à demora para a privatização.

A Cemig é uma gigante estatal com ativos de geração, transmissão e distribuição de energia.

Executivos da empresa disseram em teleconferência de resultados neste mês que a Cemig pretende desinvestir de sua controlada Light até a metade do ano, provavelmente por meio de uma oferta subsequente de ações (follow-on).

A companhia também tem buscado compradores para outros ativos, como sua participação na hidrelétrica de Santo Antônio, em Roraima, que está em fase de negociação com a chinesa State Power Investment Corp (SPIC).

Resultados – De acordo com o último balanço financeiro divulgado, a Cemig apurou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão em 2018, valor 65% superior ao registrado no ano anterior (R$ 1 bilhão). Apenas no quarto trimestre, o resultado líquido positivo foi de R$ 1 bilhão.

Em 2018, a geração de caixa, medida pelo Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida), foi de R$ 3,8 bilhões, 8,3% superior ao valor contabilizado no ano anterior. Já a receita líquida auferida foi de R$ 22,2 bilhões no ano passado, contra 21,7 bilhões em 2017, o que representa aumento de 2,6%.

O consumo de energia na área de concessão da Cemig Distribuição aumentou 2,6% no ano passado, passando de 42,8 MWh para 44,5 MWh.

Este resultado é a composição do crescimento de consumo no mercado cativo de 2,2% e do crescimento no uso da rede pelos clientes livres de 6,9%.

A Cemig Distribuição atingiu ainda 8,4 milhões de clientes faturados em dezembro de 2018, com crescimento de 0,74% na base de clientes, em relação a dezembro de 2017. Com informações da Reuters.