CREDITO:ALISSON J. SILVA/Arquivo DC

Com o cenário econômico um pouco melhor quando comparado aos últimos três anos, as vendas do comércio da Capital seguem apresentando crescimento. Em fevereiro, foi registrado aumento de 2,01% nas vendas em relação ao mês imediatamente anterior.

Essa foi a primeira alta nesta base de comparação desde 2010, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). No acumulado do primeiro bimestre o setor registra crescimento de 1,51%

“Fatores como a inflação controlada e o aumento dos rendimentos, além das vendas durante o pré-carnaval, influenciaram positivamente o desempenho do varejo”, explica o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva. “Esse crescimento, ainda que pequeno, é positivo para o varejo, pois fevereiro tem menos dias que janeiro e ainda assim conseguiu superar o mês anterior nas vendas. Isso nos confirma que estamos caminhando para uma recuperação mais robusta neste ano”, acrescenta.

Entre janeiro e fevereiro deste ano, o segmento que apresentou o melhor desempenho foi o de drogarias e cosméticos, com 3,74% de aumento nas vendas.

Os demais segmentos que registraram crescimento foram: artigos diversos, que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha (+3,71%); supermercados (+2,54%); vestuário e calçados (+2,22%); papelaria e livrarias (+1,15%) e material elétrico e construção (+0,07%). Já os setores de veículos e peças (-1,71%) e móveis e eletrodomésticos (-0,7%) registraram queda.

Na variação anual, o índice real de vendas também apresentou alta, com crescimento de 1,53% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Essa elevação pode ser explicada pelo aumento do saldo positivo de empregos para o mês de fevereiro, que atingiu 8.042 vagas contra 2.243 no mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Com a redução do desemprego, os consumidores estão recuperando seu poder de compra e isso vem refletindo positivamente no saldo das vendas do comércio varejista da Capital”, explica Silva.

Nesta base de comparação a maioria dos setores teve crescimento, comportando-se da seguinte maneira: artigos diversos (+2,32%); drogarias e cosméticos (+1,47%); papelarias e livrarias (+1,4%); veículos e peças (+1,39%); vestuário e calçados (+1,36%); supermercados (+1,17%); móveis e eletrodomésticos (+0,61%). Apenas o setor de material elétrico e construção apresentou queda (-0,73%).

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Acumulado – No acumulado do primeiro bimestre as vendas cresceram 1,51%, ante igual intervalo de 2018.

“Essa é a segunda alta nesta base de comparação, após três anos seguidos de queda. Esse resultado confirma que o cenário econômico está mais favorável, o que vem beneficiando o comércio”, comenta o presidente da CDL/BH.

Nesta base de comparação os segmentos que apresentaram crescimento foram: artigos diversos (+2,13%); papelaria e livrarias (+1,89%); vestuário e calçados (+1,67%); supermercados (+1,51%); drogarias e cosméticos (+1,36%) e móveis e eletrodomésticos (+0,59%). Já os segmentos de material elétrico e construção (-0,24%) e veículos e peças (-0,08%) tiveram redução nas vendas.

Nos últimos 12 meses o varejo acumulou alta de 2,33% nas vendas “O varejo vem apresentando sinais consistentes de melhora. Estamos conseguindo, aos poucos, retomar o ritmo de crescimento, mesmo que ainda não seja nos níveis desejados”, comenta Silva.

“Estamos acompanhando o aumento do consumo das famílias, e acreditamos que a aprovação das reformas estruturais necessárias para o desenvolvimento do País proporcionará uma aceleração do crescimento econômico”, conclui o presidente da CDL/BH.

Desempenho é negativo em Minas

O comércio varejista de Minas Gerais apresentou um desempenho abaixo da média nacional e registrou uma queda de 1% em fevereiro na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por outro lado, o setor registra incremento de 0,5% em fevereiro na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.

Considerando o comércio ampliado, as vendas do setor no Estado cresceram 4,1% em fevereiro, aponta o IBGE.

Entre os segmentos do comércio varejista em Minas Gerais, um dos destaques negativos é o de eletrodomésticos, que registrou queda de 9,5% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2018. O comércio de combustível apresentou retração de 5,9% na mesma base de comparação.

Nacional – O volume de vendas do comércio varejista manteve-se estável de janeiro para fevereiro deste ano, depois de crescer 0,4% de dezembro do ano passado para janeiro. As vendas caíram 0,6% na média móvel trimestral. Nos outros tipos de comparação, no entanto, o volume apresentou crescimento: 3,9% na comparação com fevereiro do ano passado, 2,8% no acumulado do ano e 2,3% no acumulado de 12 meses.

Na passagem de janeiro para fevereiro, metade dos setores teve alta e a outra metade, queda. Os segmentos com crescimento foram tecidos, vestuário e calçados (4,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).

As quedas vieram de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%), combustíveis e lubrificantes (-0,9%), móveis e eletrodomésticos (-0,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e de material de construção, o volume de vendas recuou 0,8% ante janeiro. Os veículos e motos, partes e peças tiveram queda de 0,9%, enquanto o material de construção caiu 0,3%.

A receita nominal do varejo cresceu 0,3% na comparação com janeiro, 7,5% na comparação com fevereiro do ano passado, 6% no acumulado do ano e 5,4% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo ampliado caiu 0,5% na comparação com janeiro, mas cresceu 10,4% na comparação com fevereiro de 2018, 8% no acumulado do ano e 7,3% no acumulado de 12 meses. Com informações da Agência Brasil.