Segmento de móveis e eletrodomésticos foi o destaque no período - Foto: Marcos Alvarenga

As vendas do comércio em Belo Horizonte tiveram alta de 5,53% em novembro passado, em relação a outubro, impulsionadas, principalmente, pela Black Friday. Esse foi o melhor resultado do ano, na comparação mensal. Além da promoção, que vem se consolidando, a melhoria – ainda que tímida – no cenário econômico interferiu nos resultados do comércio, que mostraram elevação em novembro em todas as bases comparativas. As informações são do Termômetro de Vendas, divulgado ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH).

“O resultado de novembro nos surpreendeu e mostra que a Black Friday vem se consolidando, o que fez uma diferença muito grande”, disse o vice-presidente da CDL-BH, Marco Antônio Gaspar.

Ele observa que o resultado mostra que, de um lado, os consumidores estão tendo mais confiança na promoção e, por outro lado, os comerciantes perceberam a necessidade de conceder descontos reais. “Acabou aquela história de metade do dobro”, disse ele, referindo-se à prática de aumentar o preço antes da promoção e, sobre o valor mais alto, conceder o desconto.

Alta generalizada – Todos os segmentos tiveram alta de vendas em novembro, na comparação com outubro, mas o destaque foi o de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 8,51%. “Isso mostra que as pessoas esperaram o preço baixar para comprar”, disse. Mas Gaspar também pondera que o fato de objetos de maior valor agregado terem tido um bom desempenho indica aumento da confiança por parte do consumidor.

Os demais setores são vestuário e calçados (+5,45%); veículos e peças (+5,43%); drogarias e cosméticos (+5,27%); supermercados (+4,1%); papelaria e livrarias (+2,49%); material elétrico e construção (+2,48%); artigos diversos (+0,4%).

No acumulado de janeiro a novembro, o resultado foi o melhor em quatro anos. Em 2018, na relação com igual período anterior, as vendas do comércio em Belo Horizonte aumentaram 2,4% em tal base comparativa. Em 2017, a alta foi de 0,26%. Já em 2016 e 2015 houve queda, respectivamente, de 1,47% e 4,09%.

Emprego – Marco Antônio Gaspar pondera que melhoria nos índices de emprego começou a ter impacto no comércio. “Mais do que a inflação controlada e a queda dos juros, a interferência vem da melhoria nos índices de emprego, mesmo que pequena. Com mais gente empregada, a renda sobe e, dessa forma, sobra mais dinheiro no bolso para compras”, explica.

Ele cita que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego atingiu 14,5% no terceiro trimestre de 2017. Em igual período de 2018, a taxa caiu para 11,7%.

No acumulado do ano, o melhor resultado vem do setor de supermercados, com alta de 3,84%. Em seguida, estão veículos e peças (+3,6%); artigos diversos (+2,86%); material elétrico e construção (+2,28%); drogarias e cosméticos (+2,15%); móveis e eletrodomésticos (+2,07%); papelaria e livrarias (+1,53%); e vestuário e calçados (+1,43%).

O Termômetro de Vendas aponta ainda que, no comparativo novembro 2017/novembro 2018, os resultados do comércio subiram 3,41%. Nesse caso, o destaque também fica com os supermercados, que registraram crescimento de vendas da ordem de 6,96%. Em seguida, estão móveis e eletrodomésticos (+4,32%); drogarias e cosméticos (+3,9%); vestuário e calçados (+3,53%); material elétrico e construção (+2,42%); artigos diversos (+2,31%); veículos e peças (+1,66%) e papelaria e livrarias (+1,39%).