Ângelo Silva e Tatiani Corcini, proprietários do buffet, preveem crescimento de 30% para o segundo semestre de 2019 - Crédito: Divulgação

Diante da crise que atingiu o Brasil, os sócios do Buffet Tagarela, Tatiani Corcini e Ângelo Silva, se viram diante de duas opções: se acomodar e torcer para o pior passar ou investir e se preparar para sair na frente quando a economia retomar o crescimento. Daí surgiu uma oportunidade: investir R$ 500 mil em um espaço 560 metros quadrados no bairro Luxemburgo, na região Centro-Sul. A unidade do Buritis foi fechada.

“Essa é uma estratégia para tentar sair da crise. Vínhamos com um volume satisfatório em 2018, mas em 2019 caiu muito. Já tínhamos o desejo de ir para um lugar com maior potencial. Então resolvemos investir, alcançando classe B+ e A. Participando de feiras vimos o que essas classes mais altas exigem mais”, explica Silva.

Além da mudança de endereço, os empresários investiram em novos brinquedos e atrações. Todo o espaço foi planejado para atender o público infantil garantindo o conforto também dos adultos. A casa comporta até 300 convidados.

“A configuração de um buffet infantil é muito diferente de uma casa de festas tradicional. Os brinquedos ocupam uma área grande, tem a questão da segurança e ainda ter espaço para as crianças correrem sem se machucarem, nem derrubar o vovô e a vovó”, destaca o sócio do Buffet Tagarela.

Para os adultos, alguns detalhes foram especialmente pensados, como estacionamento coberto, fechamento acústico, sistemas de som e climatização especial.

“Tudo isso acaba custando mais caro, mas garante a qualidade do empreendimento. O cliente não sabe dizer por que, mas ele sabe que aquele lugar foi melhor que outro e acaba voltando e indicando”, pontua.

A estimativa de crescimento para o segundo semestre de 2019 é de 30% nos negócios. Como a casa poderá receber eventos maiores do que os que aconteciam até aqui, a probabilidade é que o número de colaboradores contratados por festa, em média, também aumente, passando de 15 para 18 freelancers.

Dados da Associação Brasileira de Empresas e Eventos (Abeoc) apontam que esse segmento cresce, em média, 14% ao ano. Segundo a Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), o setor movimentou R$ 17 bilhões em cerimônias e festas em 2017.

“Os clientes dessas classes sociais continuam comprando, mas são extremamente exigentes. Então, é claro, que precisamos de otimismo e coragem para fazer esse investimento. Quem investe na crise, quando ela passa está com o negócio pronto e essa é a nossa expectativa: sair na frente com um produto capaz de agradar esse público”, completa.