Setor de serviços no País apresentou retração de 1% em junho, de acordo com o IBGE - REUTERS/Sergio Moraes

O setor de serviços em Minas Gerais avançou 0,6% no mês de junho de 2019 em relação a maio do mesmo ano, na série com ajuste sazonal. Já na comparação com junho de 2018, os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram uma forte queda de 3,5%.

No acumulado de janeiro a junho de 2019, frente a igual período do ano anterior, o levantamento aponta que avanço do volume de serviços em Minas foi de 0,6% enquanto entre janeiro e maio deste ano o aumento foi de 1,5%. Nos últimos 12 meses o Estado registrou variação positiva de 0,8%, frente a igual período de 2018, resultado também abaixo dos 1,5% apresentados em maio deste ano na mesma base comparativa.

A economista do IBGE, Cláudia Pinelli, alerta para um indício de perda de capacidade de recuperação do setor.

“Embora positivos, os resultados acumulados foram menores do que os registrados em maio deste ano. Isso aponta para uma perda de dinamismo do setor de serviços em Minas”, explica.

Entre as atividades em Minas Gerais, a maior variação positiva do volume de serviços na comparação com o mesmo mês do ano anterior foi de outros serviços (11,7%), seguida por serviços profissionais, administrativos e complementares (8,7%) e serviços prestados às famílias (4,3%).

“O indicativo é bom, principalmente nas atividades de serviços prestados às famílias que não vinham apresentando bons resultados e ainda está com acumulado negativo. É preciso continuar analisando, pois pode ser um sinal positivo em relação à renda das famílias”, afirma Cláudia Pinelli.

Já o destaque negativo na comparação com junho de 2018 é a atividade Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-15,2%). Segundo a economista do IBGE, a queda está associada a uma base comparativa elevada influenciada pela paralisação nacional dos caminhoneiros que aconteceu no ano passado.

“Em junho do ano passado o setor apresentava resultados atípicos devido à recuperação em relação ao mês de maio, quando aconteceu a paralisação. Portanto, a comparação de junho deste ano apresenta queda ainda relacionada a esse movimento e é preciso aguardar e observar qual é a tendência”, diz.

Nacional – O desempenho favorável do Estado segue o caminho contrário da retração no volume de serviços apresentado pelo Brasil, que também foi registrado pela maior parte das 27 unidades da federação na mesma base comparativa. O setor de serviços apontou retração nacional de 1% em junho de 2019 e eliminou o ganho de 0,5% acumulado entre abril e maio desse ano. Com isso, o volume total de serviços ficou 12,8% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

As principais influências negativas no resultado do País ficaram com Rio de Janeiro (-9,7%) e São Paulo (-1,5%). Por outro lado, as contribuições positivas mais importantes para a formação do índice global vieram de Pernambuco (2,6%) e do Amazonas (4,0%).

No acumulado de janeiro a junho de 2019, frente à igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil foi de 0,6%. O principal impacto positivo em termos regionais aconteceu em São Paulo (3,7%), seguido por Santa Catarina (3,1%), enquanto o Rio de Janeiro (-5,3%) registrou a influência negativa mais relevante no índice nacional.
No acumulado dos últimos 12 meses, frente à igual período de 2018, o volume de serviços no Brasil teve acréscimo de 0,7%.