Crédito: SME/Divulgação

Alexandre Loureiro Ribeiro*

Estudos científicos mostram que a quantidade que tomam de chá é o que faz a diferença na vida das pessoas em termos de seus resultados. O que alguns chamam de sucesso.

Ninguém discute que ter conhecimento em determinada área ou assunto é importante para se ter sucesso nela. Aproximadamente 15% dos resultados são fruto do conhecimento adquirido.

Pense bem, vivemos a “era da informação e do conhecimento” já faz uns 25 anos. Grosseiramente falando, faz todo esse tempo que vimos acumulando informações de forma exponencial em nossa vida. Já não era para termos atingido conhecimento suficiente para o sucesso nas diversas áreas? Se não, quando será atingida essa suficiência?

Difícil responder, pois os outros 85% do nosso sucesso vêm de nossas “habilidades” e, sobretudo, das “atitudes”.

Como bem disse Jack Welch, CEO da General Eletric, “conhecimento não te dá poder. Velocidade é que dá”. Ou seja, a velocidade com a qual você põe em prática o conhecimento adquirido. O quão rápido agir dará a você uma vantagem competitiva.

Mas, para isso, você precisa de habilidades, que somente virão com o treino (tentativa e erro) e a atitude de “querer fazer” de fato, todo dia, sem parar, até atingir seus objetivos. Vejo um sem número de jovens engenheiros fazendo cursos de pós-graduação e mestrado, e outros cursos técnicos livres, numa falsa ilusão de que essa capacitação complementar lhes garantirá dias melhores na sua profissão.

Nada contra tais cursos, pelo contrário. Até porque é a capacidade técnica que titula a sua formação, mas o ponto aqui não é esse! Se não houver aplicação imediata desse conhecimento adquirido, a nossa mente “esquece”. É natural!

Cerca de cem anos atrás, o mundo conhecia um livro que mudou a forma de se pensar e agir. Ele foi escrito com base em pesquisa com mais de 200 mil pessoas mundo afora e buscou responder à seguinte pergunta: por que algumas pessoas têm sucesso no que fazem e outras não?

E se você leu este artigo até aqui, certamente já sabe a resposta: a combinação de Habilidade e Atitude, que, na prática, significa Ação.

E, certamente, estarão perguntando: mas, Alexandre, agir em que, se muitas pessoas não sabem ainda o que querem?

A primeira das “16 leis do sucesso” descritas no livro “A Lei do Triunfo” (Napoleon Hill) refere-se a definirmos “um objetivo em mente”, ou seja, sabermos o que queremos para o nosso futuro, para a nossa vida.

E é esse, para mim, o ponto determinante para a superação dos obstáculos impostos pelo mercado em crise: identificação do que se quer, de fato, na engenharia. O que eu chamo de “engenharia com propósito”.

  • Engenheiro civil e especialista em coach de negócios, com foco na engenharia