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O Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) vem apoiando, nos últimos anos, o laboratório EMS no Programa “Mulher no Controle”, cujo objetivo é a prevenção da gravidez indesejada e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) ou como hoje é denominada, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), principalmente na adolescência.

Diante do cenário pandêmico, neste ano, substituímos as orientações por palestras que foram realizadas nas edições anteriores às estagiárias, aprendizes e estudantes em geral, por uma live no Instagram.

A live do CIEE/MG, mediada por Ana Carolina Oliveira, responsável pelas mídias sociais da instituição, teve como convidada especial a médica ginecologista e obstetra Luciene Calazans, que abordou os temas de forma tão natural que teve bastante adesão e interação com o público. As participantes da live foram convidadas a acessarem um link que direcionou para o preenchimento de uma pesquisa e com a possibilidade de acesso aos tratamentos anticoncepcionais da EMS.

“Este encontro nos permite levar informações importantes aos adolescentes, principalmente aprendizes e estagiários do CIEE/MG, nesta fase tão difícil que estamos passando com esta grave pandemia do Covid-19, que vem assolando o País e o mundo, e trazendo graves consequências à população.

Por isso, é uma boa hora de tratar de assuntos relacionados à sexualidade. No ambiente da live, a gente busca compreender a visão do público através dos questionamentos dos participantes. E isso é muito bom”, observou Luciene Calazans.

De acordo com a médica, a gravidez na adolescência traz em seu bojo graves problemas sociais, como o abandono da escola e do trabalho, com consequente subemprego no futuro; aumento do índice depressão, aborto, complicações na gestação e até abandono do filho. “Quando se fala em gravidez não planejada, temos que entender o que se passa na cabeça desse paciente, uma vez que a cada cinco casos, um envolve adolescente”.

Em relação à gravidez indesejada, segundo Luciene Calazans, um dos grandes problemas enfrentados é o acesso à informação, devido à incapacidade do sistema público de saúde tratar essa questão com mais eficiência.

“A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez um estudo em países asiáticos e constatou que, o que ocorre com frequência, é a falta de um serviço satisfatório para o planejamento familiar. No Brasil, por exemplo, neste cenário pandêmico, o problema se agrava, já que o serviço de saúde para atender a essa demanda está fechado. Há medicamentos contraceptivos à disposição nos centros de saúde e o acesso gratuito à preservativos, mas isso não é o suficiente. Além disso, existem excelentes medicamentos, com preços bastante acessíveis no mercado. Se cada um puder fazer sua parte, podemos minimizar esse problema”, alertou.

Pesquisas revelam que cerca de 70% dos brasileiros consideram que a responsabilidade pela contracepção e prevenção das doenças é do casal. Mas apenas cerca de 30% dos homens se previnem contra esses mesmos problemas. Um dos fatores que levam à gravidez indesejada entre os adolescentes é, de acordo com a médica, a monogamia seriada, ou seja, a troca de parceiros com frequência em períodos curtos.

“Na maioria das vezes, não existe intercomunicação do casal para discutir métodos contraceptivos. Infelizmente, em nossa sociedade, existe a ideia de que, quem evita a gravidez, é a mulher e isso está errado. O parceiro que não quer ter filho, tem que usar preservativo e se cuidar”, observou.

Mito – Em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis, a única maneira de se evitá-las é o uso do preservativo, seja masculino ou feminino. Trata-se, segundo a médica, do único método de barreira para impedir as doenças através do contato. As taxas de IST hoje são muito elevadas e a ideia de que o uso do preservativo reduz o prazer não é verdade.

Uma das infecções sexualmente transmissíveis mais frequente é o HPV e as pessoas não se dão conta do problema por não sentir sintomas. “Muitas mulheres morrem de câncer do útero devido ao HPV. Algumas pacientes acham que esta doença e hereditária e não é. A rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente vacinas para as meninas entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos para que se evite o contato com os vírus mais malignos do HPV”, acrescentou.

Luciene Calazans enfatizou que as pessoas pensam em Aids, herpes e sífilis e se esquecem do HPV. Por isso, é bom vacinar os meninos. E importante que essa abordagem seja feita pela mídia.

Outro grande problema de saúde pública, que ainda não é e recorrente nos consultórios, é a sífilis, que tem voltado com muita, força, assim como a Aids. “Isso ocorre porque a atual geração de adolescentes simplesmente anda negligenciando o uso de preservativos e as infecções têm proliferado, e sífilis é uma delas”, avaliou.

EMS – Fundada há mais de 55 anos e com capital 100% nacional, a EMS é a líder do mercado farmacêutico brasileiro há 14 anos consecutivos, pertencente ao Grupo NC, um dos maiores conglomerados brasileiros. Possui ainda o maior portfólio do setor, além de apoiar continuamente ações de responsabilidade social dentro e fora do Brasil, dentre as quais se encaixa o programa “Mulher no Controle”, apoiado pelo CIEE/MG.

Com investimentos frequentes em modernização da infraestrutura fabril e em pesquisa de ponta para desenvolver produtos inovadores, eficazes e seguros, a EMS está preparada para continuar cuidando das pessoas que querem viver cada vez mais e melhor.