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Crise pandêmica impõe novos desafios para educação

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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Com a chegada da pandemia do novo coronavírus – a Covid-19, desde março as escolas, sejam particulares ou públicas, se viram na encruzilhada de migrar para o modelo remoto de ensino. O burburinho provocado pelos alunos nas salas e pátios das escolas foi substituído pelo silêncio dos teclados dos computadores e celulares e pelo isolamento social. Enquanto a maioria das escolas particulares realizava esse processo de transição em alguns dias, o mesmo não ocorreu com a rede pública de educação, o que escancarou a desigualdade social existente no País.

Para debater os desafios do ensino remoto, Ana Carolina Oliveira, social media do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG), conversou com Alexandre Gomes Soares, no projeto de lives da instituição. Professor desde 2006, lecionou em escolas municipais e estaduais, nos ensinos fundamental e médio.

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Atualmente, é coordenador Pedagógico na Prefeitura de Belo Horizonte – primeiro e segundo ciclos. Ele teve passagens pelas universidades federais de Minas Gerais, Lavras e de São Paulo. Em instituições privadas, ministrou aulas para alunos dos cursos de Pedagogia, Educação Física, Direito, Enfermagem e Administração. É consultor em educação e também coordenador dos cursos profissionalizantes de Formação Inicial e Continuada (FIC) da Utramig.

De acordo com Alexandre Soares, se antes da crise pandêmica o desafio era tirar alunos e docentes da sala de aula para atividades extraclasse, com a introdução, em caráter emergência, do ensino remoto, o problema é de como manter os estudantes conectados e focados nas aulas virtuais, já que normalmente eles são dispersos até em sala de aula.

Para o especialista, a relação entre estudantes, professores e famílias ocorre em condição atípica e o momento atual exige maior aproximação entre eles. “O fato de estarmos dialogando sobre ensino remoto já é um avanço e possibilita a troca de informações sobre novas tecnologias e isso pode melhorar o aproveitamento do ensino remoto”.

De acordo com Alexandre Gomes, ministrar o ensino remoto significa ter acesso a ferramentas que possibilitam uma maior semelhança com o ensino presencial. As aulas virtuais envolvem várias situações, ao organizá-las é preciso checar a conexão com a internet e escolher um ambiente mais apropriado. Segundo ele, antes de tudo é necessário que os profissionais da educação tenham domínio da plataforma de ensino remoto e saiba utilizar suas funcionalidades.

Um dos grandes desafios do ensino remoto, Conforme Alexandre Gomes, é que os estudantes agora estão no ambiente doméstico, assistindo aulas com outras pessoas que também estão em home office e isso pode impactar o ensino remoto. “Manter o foco nas aulas exige todo um aparato educativo. Fatores externos como interfone, telefone e outras interferências são motivos para desviar a atenção e pode acabar prejudicando o aproveitamento do aluno na aula remota”, avaliou.

Rotina – Em relação ao nível de aproveitamento com as aulas remotas Alexandre Gomes ressaltou que recente levantamento do jornal “Folha de S. Paulo” mostrou que a maioria dos alunos está com dificuldade em manter o aproveitamento dos estudos. Em maio deste ano, 58% tinham problemas em manter rotina; em junho esse indicador subiu para 67%.

“Isso mostra que o desempenho dos alunos ainda está aquém do desejado. Estamos aprendendo a lidar com os efeitos colaterais desta pandemia e as próprias famílias têm observado que esses jovens vêm apresentando sintomas como tristeza, ansiedade e irritação que prejudicam seus rendimentos escolares”, ressaltou.

Nessa modalidade de ensino, avaliou Alexandre Gomes, é preciso que as famílias comentem suas experiências com os responsáveis da escola. As instituições escolares sozinhas não conseguem atender essas demandas, já que neste momento, os gestores estão centrados em manter os alunos e funcionários, além de oferecer o ensino com um mínimo de qualidade. 

Docentes – Outra questão importante é que recente pesquisa elaborada pelo Instituto Península mostrou que, devido ao isolamento social, 35% dos 2,4 mil docentes entrevistados tiveram que mudar totalmente os seus hábitos; 41% disseram que mudaram muito e 22% tiveram que mudar um pouco a rotina; apenas 2% disseram que não precisaram mudar os hábitos. A pesquisa revela ainda que a preparação das aulas é a segunda atividade que mais demanda dos professores, o que vem gerando esgotamento mental nos professores.

Para Alexandre Gomes, a relação dos professores com o trabalho e os afazeres pessoais se intensificou de tal forma que os sobrecarregaram. “Com as aulas remotas, não há como dissociar os ambientes profissional e o doméstico. Para cada hora que o professor gasta com aula remota são necessárias três horas de preparo. Entendo que a preocupação com a saúde mental desse profissional é primordial nestes tempos difíceis, já que ele se cobra muito para dar conta desse trabalho”, observou.

Com a retomada das aulas presenciais – que possivelmente não deve ocorrer em toda a sua plenitude neste ano -, escolas e famílias terão novos desafios. Conforme o especialista, professores e pais terão papéis determinantes no processo de aprendizagem dos alunos e na transição para a nova fase pós-pandemia.

“As escolas, sejam privadas ou públicas, começam a se preparar para acolher as crianças e jovens que permaneceram em isolamento social por infindáveis meses. Entendo que seja no formato presencial ou hibrido, os profissionais da educação estão se preparando para atender e acolher esses estudantes e familiares e os ajudar a entender um novo mundo que virá pós-pandemia”, enfatizou.

Material produzido pela Secretária de Comunicação do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG)
Rua Célio de Castro, 79 – Bairro Floresta (BH-MG)
cieemg.org.br
(31) 3429.8100

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