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Saúde mental é de fundamental importância

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Crédito: Freepik

O mês de setembro é dedicado à campanha de combate e prevenção ao suicídio. Por se tratar de um assunto bastante sério, e que não pode ser negligenciado, o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) convidou a psicóloga Viviane Paixão para participar de recente live, mediada pelo relações-públicas Fernando Beiral, para debater sobre a importância da saúde mental, principalmente neste período de incertezas provocado pelos efeitos nefastos da Covid-19.

Com formação voltada à clínica de orientação psicanalítica e trabalho com atendimento dedicado a adolescentes e jovens, Viviane Paixão é psicóloga voluntária no curso Pré-Enem Amplia Educação. Tem especialização em História da África e Cultura Afro-brasileira pela UFMG e especializanda em psicologia hospitalar pela Santa Casa de Belo Horizonte.

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Pesquisa divulgada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e Organização Mundial da Saúde (OMS), em novembro de 2020, revelou que os países estão falhando na implementação de serviços de saúde mental em um momento em que esse apoio é fundamental. Para Viviane Paixão, o que falta ao poder público é o trabalho preventivo, além de tornar a psicologia acessível a todos. “O primeiro ponto é saber que a saúde mental é um problema de todo mundo e não só de um grupo. Se você não estiver bem com sua saúde mental, você não consegue trabalhar e nem mesmo se relacionar com outras pessoas”, avaliou.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), não existe um conceito único para definir saúde mental. “Trabalhamos com termos relacionados ao transtorno mental e à doença mental. Como nós lidamos de maneira satisfatória com os problemas da vida é que vai indicar o quanto estamos bem em relação à saúde mental. Temos que ter ciência de nossos limites e entender como funcionamos. A busca do autoconhecimento, que pode ser feito tanto através de autoavaliação ou por profissionais, via terapia, é de fundamental importância”, observou.

Conforme a especialista, o isolamento social advindo das medidas para conter a proliferação da pandemia afetou sobremaneira os adolescentes e jovens. Para ela, questões relacionadas aos sentimentos e ao sentido da vida se afloraram neste período de incertezas. Nesse contexto, ansiedade, tristeza, medo e insegurança são as principais queixas relatadas pelos pacientes da psicóloga em sua clínica.

“Os adolescentes e jovens estão em uma fase de interação com seus grupos e necessitam desse laço que a pandemia cortou. O confinamento cobra um preço alto, pois a falta de contato impactou negativamente a vulnerabilidade emocional”.

Ansiedade A partir de sua experiência nos últimos 18 meses em consultório, Viviane Paixão relata que doenças como transtorno de ansiedade generalizada, transtorno bipolar e depressão, que podem levar até a tentativa de suicídios, se afloraram.

“Em primeiro lugar, a ansiedade teve grande destaque neste período devido ao total desconhecimento da doença, já que o mundo inteiro promoveu grande corrida em busca de respostas e vacinas para solucionar o problema que aniquilou milhões de vidas. Queixas que vêm sendo registradas com frequência são a fobia, pânico obsessão e paranoia. Outra questão complicada foi a de como estamos lidando com o luto, já que o ritual de despedida de entes queridos, com a presença de parentes e amigos, foi cortado e acabou por gerar quadro depressivo em muita gente”, enfatizou Viviane Paixão.

Em relação ao quadro de ansiedade, Viviane Paixão ressalta que, em doses homeopáticas, isso faz parte da vida das pessoas, pois precisamos de algo que nos faça sair do estado de inércia. Por exemplo, após uma compra pela internet, a nossa tendência é acompanhar todas as etapas do pedido até que a encomenda chegue a nós.

“Esse grau de ansiedade é normal e humano. O problema é que as pessoas estão cada vez mais dependentes da internet e são tomadas pela sensação de que têm que resolver as coisas com rapidez. Isso pode ser bom por um lado, mas por outro se torna preocupante quando começa a causar sofrimento”, enfatizou.

Em relação de como a escolha da futura profissional pode afetar a saúde mental dos adolescentes e jovens, Viviane Paixão enfatiza que a todo o momento temos que decidir sobre alguma coisa. Por isso é importante entender que toda escolha significa perda e renúncia.

“Mas tenho que pelo menos saber o que desejo ou não desejo. Se você não sabe o que quer, pelo menos tem que saber o que não quer. Exemplo, se você tem a consciência de que não deseja fazer determinado curso, você começa a eliminar escolhas. Buscar ajuda de profissionais para orientar na definição de uma futura carreira profissional também pode ser uma boa alternativa”, observou.

Viviane Paixão enfatiza que os adolescentes estão em uma faixa etária conhecida como silenciosa. Ficam mais quietos, falam pouco, conversam mais com seus pares, o que sempre gera queixa dos pais e cuidadores.

“Hoje em dia não temos um recorte exato das fases da vida, ou seja, a infância entra na adolescência e o que tem estendido a entrada do adolescente na juventude. Precisamos comunicar com esse grupo, por meio do uso da arte e outros meios, para que os sentimentos desses adolescentes possam ser expressos. Devemos ficar atentos ao silêncio. Isolamento, total ou parcial não é normal e, nesses casos, é preciso intervir, de maneira sútil, sem ocupar o espaço do adolescente. Temos que estar cientes de que este momento de pandemia afeta a todos, tanto profissionalmente como na vida pessoal”.

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