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DC Auto

Jeep Commander encara duelo de 7 lugares

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Crédito: Amintas Vidal

O estrondoso sucesso do Jeep Compass deu fruto. Inicialmente, ele foi especulado como uma simples versão de sete lugares deste SUV médio, porém, a marca surpreendeu com uma carroceria inédita e nome próprio para um novo modelo: Jeep Commander.

Lançado em pré-venda no fim de agosto deste ano, a Jeep informou que foram feitas 7 mil reservas para o Commander em apenas 15 dias. Mas, até o fechamento de outubro, somente 445 emplacamentos foram registrados, segundo dados fornecidos pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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Este registro confirma a atual baixa oferta do modelo e prazos de até 180 dias para estes clientes estacionarem a novidade em suas garagens.

O DC Auto recebeu o Jeep Commander Overland TD380 para avaliação. Versão mais cara do modelo, ela é equipada com motor a diesel, câmbio automático de nove (9) marchas e tração 4×4.

Seu preço sugerido no site da montadora é R$ 287,99 mil, valor para qualquer cor metálica ou perolizada disponível. Todas elas são combinadas com o teto na cor preta.

Além da versão Overland, existe apenas mais uma, a Limited. Ambas podem vir com este conjunto mecânico informado anteriormente ou com o motor 1.3 turbo bicombustível, câmbio automático de seis (6) marchas e tração 4×2.

Todas as variantes vêm completas de série e não oferecem opcionais cobrados a parte. Cabe ao comprador escolher a cor da carroceria e informar se prefere o revestimento dos bancos na cor preta ou marrom (padrão da Limited ou da Overland), ou na cor cinza claro, decisão única e sem custo adicional.

Os principais equipamentos do Commander Overland são: teto solar panorâmico e elétrico; central multimídia de 10,1 polegadas com Adventure Intelligence Plus, compatibilidade com assistente Alexa e navegador GPS TomTom; portas USB nas três fileiras de assentos; sistema de som premium Harman-Kardon de 450W (9 alto-falantes e subwoofer) com tecnologia Fresh Air; painel de instrumentos Full Digital e HD de 10,25 polegadas; ar-condicionado de duas zonas com saída para as fileiras traseiras e ajuste de intensidade da ventilação; direção elétrica; banco elétrico para o motorista e o passageiro (8 posições); abertura eletrônica do porta-malas com sensor de presença; chave presencial Keyless Enter’n Go; vidros elétricos nas 4 portas com one touch e rodas de liga leve de 19 polegadas calçadas com pneus 235/50 R19.

Em termos de segurança, todas as versões são muito completas: aviso de colisão frontal com frenagem de emergência e detecção de pedestres e ciclistas; aviso de mudança de faixas com correção de trajetória; piloto automático adaptativo; monitoramento de pontos cegos e de tráfego cruzado; detector de fadiga do motorista; comutação automática do farol alto; sistema de estacionamento semiautônomo (Park Assist); reconhecimento de placas sinalizadoras de velocidade e sistema de monitoramento da pressão dos pneus são os equipamentos mais atuais e desejados nessa faixa de preço.

Todos os outros, os obrigatórios e os mais comuns, também estão presentes. São eles: ABS; sete airbags (frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do motorista); ganchos Isofix, controle de estabilidade (ESC); controle de tração (TC); controle eletrônico anti-capotamento; sistema auto hold; assistente de partida em aclive; controle automático dos freios em descida íngreme; faróis dianteiros, de neblina, DRL e lanternas em LED e sensores de chuva, crepuscular e espelho interno eletrocrômico.

Motor e câmbio – O conjunto motor e câmbio é o mesmo usado no Renegade, no Compass e na picape Fiat Toro. Porém, ele sofreu alterações para compensar o maior peso do Commander e para enquadrar-se às novas normas de emissões que passarão a vigorar no ano que vem.

O motor turbo diesel de quatro cilindros e 2.0 litros de capacidade recebeu um mapa de calibração específico, novo volante motor, novo conversor de torque, nova turbina e teve a curva de pedal aprimorada, permitindo um aumento do torque de 350 Nm (35,7 kgfm) para 380 Nm (38,7 kgfm), sempre às 1.750 rpm, número que passou a identificá-lo como TD380. A sua potência não foi alterada: são 170 cv às 3.750 rpm.

Para atender às exigências da sétima fase do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve L7) foi adotado o sistema SCR de pós-tratamento de gases de escape. Com isso, é necessário o uso do aditivo ARLA32.

Neste motor TD380 a autonomia do tanque completo com este produto é de cerca de 10 mil km e o abastecimento é feito em um bocal específico que se encontra ao lado do destinado ao diesel.

O câmbio é automático com conversor de torque e 9 marchas comutáveis manualmente na alavanca ou por aletas posicionadas atrás do volante. A tração é integral e conta com programação automática ou dedicada para areia/lama ou neve, além de funcionar em reduzida, tudo controlado por botão localizado no console central.

No modo automático, o sistema pode desacoplar a tração no eixo traseiro, em condições de alta aderência, deixando o Commander em 4×2 para economizar combustível.

Exterior – Externamente, da dianteira até a coluna “B”, quase todas as peças do Compass foram redesenhadas, porém, mantendo suas dimensões. As portas dianteiras e as colunas “A” são iguais. As outras peças foram alteradas: faróis, grades, para-choque, para-lamas e capô são exclusivos, seguindo o estilo atualizado do Grand Cherokee.

Da coluna “B” para trás, suas medidas foram ampliadas. O entre-eixos cresceu 15,8 cm e o balanço traseiro mais 20,7 cm, um ganho total de 36,5 cm no comprimento em comparação ao Compass. Com essas novas dimensões, as portas traseiras ficaram maiores, assim como as suas janelas.

Os para-lamas traseiros foram alongados e os vidros sobre os mesmos, que eram do tipo “espia”, viraram janelas para iluminar a terceira fileira de assentos.

O teto ficou mais horizontal, igualmente alongado e integrado às colunas “C”, o inverso do design do Compass, em que essas colunas fazem parte dos para-lamas. Para ampliar ao máximo o espaço na retaguarda, a tampa do porta-malas ficou quase perpendicular ao piso.

As esguias lanternas, unidas por um friso metálico fosco e elevadas até a base do vidro traseiro, ficaram integradas ao conjunto formado pelo teto, colunas e vidros do carro.

Em contraste, o enorme para-choque traseiro envolve toda a tampa do porta-malas e termina na base dessas lanternas. Visto por trás, o Commander ficou com uma grande e quadrada área de carroceria, algo que o deixou muito robusto.

Crédito: Amintas Vidal

Interior – Extremamente bem reestilizado recentemente, o interior do Compass foi usado no Commander. Apenas algumas peças foram redesenhadas, ampliadas para acompanhar o ganho de dimensões do monobloco e da carroceria, como os painéis das portas traseiras e todas as partes plásticas de revestimento que ficam após a coluna “B”, por exemplo.

Para diferenciar os dois modelos, a Jeep empregou materiais com aparência mais nobre ao acabamento do Commander. Revestimento em camurça no painel, detalhes metálicos em aço escovado e outros em tonalidade bronze foram as principais alterações que aumentaram a qualidade percebida na cabine.

Essa mesma camurça foi combinada ao material sintético que imita o couro no estofamento dos bancos, e estes receberam padrões de acolchoamento mais elaborados: diamante para a versão Overland e canelado para a Limited.

A grande diferença interna do Commander, em comparação ao Compass, são os bancos de trás, tanto em design quanto em funcionalidade. Os da segunda fileira são bipartidos na proporção ⅔ e ⅓ e se deslocam 14 cm sobre trilhos.

Os dois localizados no porta-malas são escamoteáveis e independentes, permitindo diversas configurações de todo o conjunto para transportar pessoas, bagagens ou ambos. Todos os encostos destes novos bancos reclinam alguns graus para acomodar melhor os passageiros.

Utilitário possui auxílio à condução muito completo

O espaço nos bancos dianteiros é amplo, idêntico ao do Compass. Na segunda fileira, ele pode ser ampliado para aproveitar a maior distância entre-eixos ou, até mesmo, reduzido ao mínimo necessário, visando dar mais comodidade aos passageiros do “fundão”.

Na terceira fileira o piso é alto, pois, sob ele, estão os tanques de diesel e do ARLA32, além do pneu sobressalente. Mesmo bem apoiados nestes bons bancos individuais, os adultos ficam com os joelhos muito altos.

Essa fileira é mais apropriada para pessoas de baixa estatura ou crianças, como na maioria dos SUVs de sete lugares. Inclusive, o acesso a estes bancos exige força e flexibilidade.

A Stellantis adotou uma nova forma de aferir o volume interno dos seus modelos. Agora, ela considera o volume líquido e não o aferido com cubos padronizados, o mais realista.

Com os sete bancos ocupados, o espaço de bagagem do Commander é de 233 litros. Com cinco pessoas a bordo, o porta-malas comporta 661 litros. Com apenas duas pessoas na frente, o espaço traseiro passa para 1.760 litros de capacidade. O tanque de diesel comporta 61 litros e o modelo pode transportar até 540 kg de carga útil.

O Commander tem 4,77 metros de comprimento; 2,79 metros de entre-eixos; 1,86 metro de largura e 1,70 metro de altura. Suas medidas para o fora de estrada são: vão livre de 214 mm; 25,4° de ângulo de entrada; 23,6° de ângulo de saída e 21,6° de ângulo central.

Tecnologias Todas as versões do Commander trazem os melhores equipamentos que a Stellantis oferece nos modelos nacionais. O sistema de entretenimento e conexão é o mais avançado do mercado.

Resumidamente, ele conta com internet embarcada, GPS nativo com informações de tráfego em tempo real, tem todos os recursos de espelhamento de celulares sem fio e, ainda, conta com atendimento remoto para informações diversas, pedidos de assistência mecânica e monitoramento de possíveis acidentes por meio da deflagração dos airbags.

Nas versões Overland do Commander, o sistema de som é da marca norte-americana Harman-Kardon. Ele entrega muita potência, graves bem acentuados e uma ótima distribuição do áudio por toda a cabine. Um sistema de dutos internos, denominado Fresh Air, ajuda na propagação do som sem a necessidade de muitos alto-falantes.

Os sistemas de auxílio à condução também são muito completos. Usamos o piloto automático adaptativo sob chuva muito forte. Ele acusava a presença de veículos mais lentos a nossa frente e alterava a velocidade para manter a distância e acompanhar o fluxo na estrada com precisão, mesmo com a visibilidade bem prejudicada.

O detector de desvio de faixa e correção de trajetória também funcionou perfeitamente nessa mesma condição.

O sensor de presença no ponto cego atua constantemente notificando com maior ou menor intensidade, conforme o grau de risco de colisão. Este sistema, e a frenagem de emergência, recurso que, felizmente, não utilizamos, são os dois mais importantes e deveriam se tonar obrigatórios nos próximos anos, pois o primeiro condiciona o condutor a ampliar a sua área de atenção ao trafegar e o segundo impede colisão por erro do mesmo.

Crédito: Amintas Vidal

Rodando – Ao volante do Commander, a primeira diferença em relação ao Compass é sentida no conforto de marcha. Com a maior distância entre-eixos e uma nova arquitetura das suspensões, com calibração específica para o modelo, a sua carroceria trabalha em frequência mais baixa, tratando melhor os ocupantes.

A segunda diferença perceptível é o silêncio a bordo. O atrito dos pneus e o ruído do vento contra a carroceria quase não invadem a cabine, indicando melhora no isolamento acústico.

Mesmo com o aumento do torque deste motor, o desempenho do Commander é um pouco inferior ao do Compass. Nada que comprometa o modelo em acelerações e retomadas.

Considerando o ótimo conforto a bordo do Commander, a sua estabilidade impressiona. Para um modelo alto como ele, a carroceria pouco inclina em curvas. Mesmo assim, as suspensões são eficientes em isolar a cabine das imperfeições do piso, tanto no asfalto como na terra.

Como não poderia deixar de ser, o comprimento extra da carroceria influencia na dinâmica do modelo. Observamos que a maior concentração de peso após o eixo traseiro acentua o arrasto lateral dos pneus traseiros em curvas, fazendo-os cantar mais precocemente do que ocorre no Compass.

Consumo – Em nossos testes padronizados de consumo rodoviário e urbano, o Commander T380 se mostrou um pouco menos econômico que o Compass a diesel antigo, modelo anterior à reestilização. Porém, ele usa o mesmo motor do atual, com 35,7 kgmf de torque.

No circuito rodoviário, realizamos duas voltas de 38,4 km, uma mantendo 90 km/h e, a outra, os 110 km/h, sempre conduzindo economicamente. Na volta mais lenta, o Commander registrou 18,1 km/l e, o Compass, 19,2 km/l. Na maior velocidade, o Commander atingiu 16,2 km/l e, o Compass, 17,1 km/l.

No teste de consumo urbano rodamos por 25,2 km em velocidades entre 40 e 60 km/h, fazemos 20 paradas simuladas em semáforos com tempos cronometrados entre 5 e 50 segundos e vencemos 152 metros de desnível entre o ponto mais baixo e o mais alto do circuito. Nessas severas condições, o Commander atingiu uma média de 8,8 km/l e, o Compass, 9,2 km/l.

Em todas as suas versões, o Commander traz os melhores equipamentos que a Jeep oferece para os seus produtos nacionais. O tipo de motor e tração, assim como nível de acabamento e a existência de itens menos importantes, como teto solar e som premium, orientarão a escolha entre as quatro variantes deste modelo, que é muito competitivo no seu segmento.

Essa e outras matérias no nosso blog: www.dcautoblog.com

*Colaborador
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