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Belo Horizonte ingressa na Rede de Cidades Criativas

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Crédito: Gil Leonardi

O reconhecimento de Belo Horizonte como Cidade Criativa da Gastronomia, título conferido pela Organização das Nações Unidas para a educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), coloca a Capital junto a uma seleta rede de 65 cidades espalhadas pelo mundo que formam a Rede de Cidades Criativas e divulgação internacional. Belo Horizonte concorria com Aracaju, na área de música; Cataguases, na Zona da Mata, em cinema; e Fortaleza, em design. Até agora, apenas 21 cidades no mundo haviam sido reconhecidas por sua culinária pela Unesco, como Parma, na Itália, e San Antonio, nos Estados Unidos. No Brasil, agora são quatro: Belém, Florianópolis, Paraty e Belo Horizonte.

A candidatura foi capitaneada pela Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur) que contou com apoio de diferentes entes públicos e privados da cadeia produtiva do turismo. De acordo com o presidente da Belotur, Gilberto Castro, a conquista é fruto da elaboração colaborativa de um plano estratégico para o setor gastronômico – em múltiplas frentes, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

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“É um reconhecimento internacional da nossa criatividade gastronômica como motor de desenvolvimento sustentável. Cabe a nós, agora, fazer com que essa riqueza se consolide em uma estratégia impulsionadora de crescimento, dinamismo, formação, inclusão, sustentabilidade e também do orgulho de ser belo-horizontino. Hoje, Belo Horizonte e seu DNA gastronômico firmam-se como exemplo diante do mundo”, afirma Castro.

Ao ingressar na Rede, as cidades se comprometem a compartilhar suas melhores práticas e desenvolver parcerias ao envolver os setores público e privado, bem como a sociedade civil, a fim de fortalecer a criação, a produção, a distribuição e a disseminação de atividades, bens e serviços culturais; desenvolver centros de criatividade e inovação e ampliar as oportunidades para criadores e profissionais do setor cultural; melhorar o acesso e a participação na vida cultural, em particular para grupos e indivíduos marginalizados ou vulneráveis; e integrar a cultura e a criatividade de forma plena em planos de desenvolvimento sustentável.

Para o presidente de Associação dos Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues, além de atrair turistas, o título é uma oportunidade de compartilhar boas ideias que podem tornar a cidade cada vez mais uma referência em economia criativa.

Aprendizado – “Com esse reconhecimento carimbamos a cidade como um destino gastronômico internacional. Como essas cidades formam uma rede, essa é uma grande oportunidade de aprendizado. Nossas ideias vão chegar no mundo e vamos conhecer ideias de todo o mundo. Isso é muito importante. O resultado disso transborda para o Estado e o País. Minas Gerais tem literalmente a faca e o queijo nas mãos, além do vinho, do azeite, do doce de leite e de tantos outros produtos, para sair desse estado de caos econômico através da gastronomia e do turismo. Queremos fazer parte das rotas mundiais”, analisa Rodrigues.




A subsecretária de Turismo da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Marina Simião, avalia a conquista como o resultado de um trabalho de muito tempo ante a candidatura em si e prevê ganhos de longo prazo para a cidade e o Estado.

“Essa é uma conquista que se amplia quando pensamos em Belo Horizonte como a porta de entrada para o Estado. A Capital, apesar de ser uma cidade ainda jovem, construiu uma cultura própria e é, ao mesmo tempo, uma grande vitrine que expõe o que Minas Gerais significa e tem de melhor. Assim, esse é um reconhecimento de todo o Estado também. Junto com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade conquistado pelo Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em 2016, esse título nos coloca numa posição rara, mostrando que cuidamos da nossa história e continuamos evoluindo. A Organização Mundial do Turismo (OMT) coloca que existe um volume de pessoas que se interessa por visitar as cidades que fazem parte das listas da Unesco. Então, o trabalho maior para nós começa agora entendendo a gastronomia como uma política pública de desenvolvimento econômico e social”, destaca Marina Simião.

Projeto de internacionalização ganha força com selo da Unesco

A internacionalização de Belo Horizonte é um sonho que vem tornando forma nos últimos anos. Desde 2019 a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas) comanda o projeto “Internacionaliza BH”. A iniciativa tem como objetivo final atrair novos negócios para a cidade. Para o presidente do Conselho Empresarial de Relações Internacionais da ACMinas e coordenador do projeto Internacionaliza BH, Silvio Nazaré, o título “Cidade Criativa pela Gastronomia” conquistado por Belo Horizonte é uma ferramenta a mais para que a Capital se torne, definitivamente uma cidade internacionalizada.

“A partir de agora Belo Horizonte e Minas Gerais tem mais um selo da Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a Ciência e a Cultura) em suas marcas e, consequentemente nossas empresas também vão incorporar essa conquista em suas apresentações para se promoverem dentro de fora do Brasil. O prêmio impulsiona o desejo dos turistas considerarem Belo Horizonte como um lugar a se visitar. Torna-se uma alavanca de produção concorrendo para a economia local. Ele induz a uma gestão transformadora com vistas ao desenvolvimento econômico, impactando uma longa cadeia produtiva. A próxima edição do ‘Minas Gerais Business Guide’ (guia de negócios internacionais que a entidade publica desde 2010), a ser lançada no fim de novembro, já fará menção a essa conquista”, anuncia Nazaré.

Para o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem de Minas Gerais (Abav-MG), Alexandre Xavier Brandão, a conquista já era esperada e coloca a cidade em um contexto internacional.

“Essa conquista, aliada ao lançamento da Marca Minas Gerais, à qualidade do nosso aeroporto internacional, é uma porta gigantesca que se abre. Tenho certeza que muita gente virá conhecer a nossa gastronomia, realmente espero que isso traga um novo alento ao turismo de BH, ao turismo receptivo e promover a nossa cidade a um patamar no qual ela nunca esteve diante das cidades turísticas do Brasil e do mundo”, pontua Brandão.




Ainda comemorando o feito, o presidente do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau, Jair Aguiar, já traça as primeiras estratégias. “É muito importante ter a chancela da Unesco, mas já sabíamos que Minas e Belo Horizonte tem uma gastronomia única e isso nos chancela no mercado internacional, mostrando que o Brasil é muito mais que só um destino de sol e mar. Agora vamos divulgar essa conquista para eventos que estamos trabalhando para trazer para a cidade. São mais de 35 neste momento”, completa Aguiar.

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