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Cefart refaz “Alice no País das Maravilhas”

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Crédito: Paulo Lacerda - Imagem de divulgação do espetáculo

A Fundação Clóvis Salgado (FCS), por meio do Centro de Formação Artística e Tecnológica (Cefart), estreia o espetáculo “Aliç n’país d’jogo d’bich”, que marca a formatura do curso técnico de teatro. A obra é uma adaptação do clássico “Alice no País das Maravilhas”, criada originalmente pelo inglês Lewis Carroll, que se passa no hipercentro de Belo Horizonte.

Sob a direção de Thálita Motta e Thales Brener Ventura, e dramaturgia de Idylla Silmarovi, o espetáculo tem classificação indicativa de 16 anos e poderá ser visto gratuitamente a partir de hoje e até o próximo domingo, sempre às 20h, pelo Canal da FCS no Youtube.

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Com um título explicitamente inspirado na sonoridade do sotaque mineiro, “Aliç n’país d’jogo d’bich” leva protagonismo ao baixo-centro belo-horizontino e entrelaça o enredo com diversos jogos populares. A partir da pergunta “Jogamos: a que será que se destina?” e baseando-se no conceito de teatro enquanto jogo, o espetáculo investiga jogos que compõem o imaginário brasileiro, como o truco, o buraco, o futebol e, sobretudo, o “Jogo do Bicho”.

Considerado ilegal, mas fortemente presente nas tradições periféricas do Brasil, o “Jogo do Bicho” é visto por muitos como um jogo de azar, no qual a vitória do apostador geralmente está vinculada ao sonho com algum animal, entre eles, o coelho, um dos principais personagens da história original de “Alice no País das Maravilhas”.

O espetáculo utiliza-se de um formato experimental, que transita entre o audiovisual e o teatro. “Optamos por uma linguagem mais cinematográfica, mas com um processo todo teatral, tanto na preparação dos atores quanto na configuração do texto. No final, transmutamos esse texto dramatúrgico para um roteiro cinematográfico e a câmera foi adaptando-se a nossa linguagem. Assim, a Alice é a própria câmera”, explica a diretora Thálita Motta.

A partir de uma narrativa informal, a obra conta com gravações em tradicionais locais de Belo Horizonte, como o Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, além de espaços vivos da memória do centro da capital mineira que dialogam com o ambiente suburbano. Desta forma, o Viaduto Santa Tereza, a Praça da Estação, a Praça Sete e a Rodoviária se transformam em elementos essenciais da narrativa. “O espetáculo possui um tom muito suburbano. A chegada da Alice é através do metrô central de Belo Horizonte, com uma perspectiva de quem vem da periferia”, conta o diretor Thales Brener Ventura.

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Para o aluno e ator Álisson Valentim, o processo de atuar na rua é uma experiência marcada pela naturalidade e muitas vezes pela imprevisibilidade, ainda que se busque certo controle. “Tudo pode acontecer durante a gravação. A rua é viva e é o local do inesperado. Por exemplo, um pedestre pode entrar em cena, um cachorro pode aparecer, carros podem passar ou algum barulho pode sobressair-se. O jogo com a rua e a câmera, ao mesmo tempo, deixa tudo mais orgânico. A experiência de gravar cenas em locações pelo hipercentro de BH oferece outra camada para a atuação”, pontua.

Processo coletivo – Em uma ação pedagógica habitual nos processos de criação dos espetáculos de formatura do Cefart, mais uma vez, os atores participaram também do processo de criação do texto, assinando o roteiro do espetáculo, juntamente com a roteirista Idylla Silmarovi. “Foi um processo coletivo, no qual os alunos são atores-criadores da obra, característica comum do teatro contemporâneo”, observa Thálita.

Voltado para a formação de atores e atrizes, o curso técnico em arte dramática do Cefart, em 2021, celebra 35 anos. Criado formalmente em 1986, o curso é validado pela Secretaria de Estado de Educação e tem reconhecimento nacional comprovado pela constante atuação dos alunos do Cefart em festivais nacionais e internacionais de teatro, nas programações de TV, no cinema (curtas e longas-metragens) e na formação de novos grupos.

A primeira turma a finalizar o curso, em 1989, estreou o espetáculo “A flor da obsessão – Fragmentos”, da obra de Nelson Rodrigues, com direção de Eid Ribeiro. No elenco, entre outros artistas, estavam Rita Clemente, diretora do atual espetáculo, Davi Dolpi e Iara Fernandes, que se tornaram professores do Cefart.

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