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Cine Humberto Mauro exibe filmes de Sturges

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Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

A Fundação Clóvis Salgado (FCS), por meio do Cine Humberto Mauro, realiza a mostra inédita “A Quimera do Riso: O Cinema de Preston Sturges”, que exibe, a partir de hoje e até 3 de fevereiro, 12 filmes dirigidos e/ou escritos por um dos roteiristas mais célebres da história do cinema. Com entrada gratuita, os ingressos serão distribuídos durante o horário de funcionamento da bilheteria, no dia de cada sessão, com lotação máxima do cinema de 133 lugares, além de quatro espaços reservados para cadeirantes.

A programação conta com os longas “Garota de Sorte” (1937), “O Homem Que Se Vendeu” (1940), “Natal em Julho” (1940), “Lembra-se Daquela Noite?” (1940), “As Três Noites de Eva” (1941), “Contrastes Humanos” (1941), “Mulher de Verdade” (1942), “Papai por Acaso” (1944), “Herói de Mentira” (1944), “Triunfo Sobre a Dor” (1944), “Odeio-te Meu Amor” (1948) e “Esta Loira É Um Demônio” (foto), de 1949. O público também terá a oportunidade de conferir através da plataforma CineHumbertoMauroMais três dos principais filmes de Sturges, “As Três Noites de Eva” (1941), “Contrastes Humanos” (1941) e “Mulher de Verdade” (1942), de forma on-line e gratuita.

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Preston Sturges revolucionou a linguagem cinematográfica no gênero da comédia, inovando com diálogos rápidos, piadas em situações inusitadas e transgressoras, além de retratar importantes questões sociais decorrentes da época, principalmente, durante a Segunda Guerra Mundial. O norte-americano sobressaiu, também, como o primeiro roteirista a conseguir dirigir o seu próprio filme em Hollywood, sendo o primeiro vencedor da categoria de “Melhor Roteiro Original”, no Oscar da Academia, em 1941. “Ele foi extremamente importante para a história do cinema, principalmente, na questão do refinamento de roteiro e da construção de diálogos, e, por isso, é tão reconhecido até hoje”, explica Vítor Miranda, da Gerência do Cine Humberto Mauro.

Em sua relativamente curta carreira como diretor, Sturges realizou 13 filmes, que lhe forneceram uma das maiores taxas de acerto cinematográficas. Utilizando de elementos do roteiro como forma de causar efeito e satirizar o modo de vida americano, os filmes do diretor-roteirista continuam atemporais e extremamente cômicos. “Sturges ia muito para o lado do diálogo, especializando-se em como brincar com a estrutura das palavras e da linguagem no audiovisual. No cinema clássico, o diálogo serve para avançar a narrativa, nos filmes do Sturges, o filme serve para gravar o diálogo. Ele brinca muito com aliteração, com a igualdade dos sons, com o ritmo do roteiro e com a eloquência dos atores em seus filmes, o que reforça o conflito da situação e a tensão do espectador. Os filmes dele possuem uma grande energia fonética”, ressalta Vítor Miranda.

Inspiração – Apesar de seus filmes completarem quase um século de realização, Sturges continua, atualmente, colecionando admiradores no universo cinematográfico. Vários são os diretores contemporâneos que se inspiraram em seus filmes para contar as suas próprias histórias, utilizando Sturges como influência e referência para suas obras. “Wes Anderson, David Fincher e os irmãos Coen são todos fãs confessos do trabalho de Preston Sturges. Se você assiste a alguns filmes desses diretores, consegue perceber situações em que o diálogo é afiado, como se ele te mordesse, característica única de Sturges”, explica Miranda.

Sturges foi um dos precursores da comédia Screwball, um gênero aberto que surgiu no final dos anos 1930, que foge do padrão hollywoodiano e traz no enredo de seus filmes situações inesperadas e cômicas. “A década de 1940 foi de muita experimentação para o cinema. Você tinha o peso da Segunda Guerra Mundial e o refinamento do recurso do som, por esse motivo a comédia Screwball surgiu. Utilizando o humor para provocar reflexões nos espectadores, os filmes retratam situações sociais com humor e com situações farsescas, além de uma atitude mais livre do cineasta, testando os códigos morais norte-americanos. Os filmes de Sturges são filmes que criticam e tencionam esses códigos”.

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Além da vasta criatividade individual de escrita e de produção, Sturges contava com importantes parcerias de atores e atrizes já conceituados e aclamados da época que, através de suas atuações, eternizaram as histórias do diretor na memória dos amantes da sétima arte. “O trabalho dos atores e atrizes é também extremamente relevante de se conferir nesses filmes. Ele possuía uma grande parceria com Henry Fonda, Joel McCrea, Claudette Colbert e Barbara Stanwick, tirando performances incríveis desses renomados atores”, destaca Vitor Miranda.

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