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Filarmônica interpreta Villa-Lobos e Beethoven

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Foto: Eugenio Savio

Com regência do maestro Fabio Mechetti, hoje e amanhã, às 20h30, na Sala Minas Gerais, a Filarmônica de Minas Gerais interpreta as obras “Serenata para cordas em mi menor, op. 20”, de Elgar; as “Bachianas Brasileiras nº 1”, de Villa-Lobos, e a “Sinfonia nº 2 em Ré maior, op. 36”, de Beethoven.

As apresentações terão presença de público, sendo que a venda de ingressos estará disponível somente para a apresentação de amanhã, a partir das 15h de hoje, no site www.filarmonica.art.brou na bilheteria da Sala Minas Gerais. O concerto de hoje terá transmissão ao vivo aberta a todo o público pelo canal da Filarmônica no YouTube. Em função das medidas de segurança, a Sala Minas Gerais está trabalhando com a lotação máxima de 393 pessoas (26% da sua capacidade total, de 1.493 lugares). O acesso à sala será encerrado cinco minutos antes do horário do concerto, nas duas apresentações; assim, as portas serão fechadas às 20h25.

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Durante o intervalo da apresentação serão realizados os “Concertos Comentados”, palestras em que especialistas comentam o repertório da noite. O palestrante da noite é Werner Silveira, curador do projeto e percussionista da Filarmônica de Minas Gerais.

Composta em 1892 pelo inglês Edward Elgar, a “Serenata para cordas em mi menor” em nada se liga às grandes obras do autor, pelas quais o conhecemos melhor. Sua estreia se deu em 1896, na Antuérpia, Bélgica, quando o compositor, então com 39 anos, ainda não tinha iniciado as criações que o tornariam um dos mais amados compositores britânicos. No entanto, é um dos primeiros trabalhos do compositor em que encontramos traços de sua maturidade. O opus 20 é uma peça que parecia evocar um trabalho para cordas em três movimentos cujo manuscrito se perdeu. Também construída em três breves movimentos, a “Serenata para cordas” soa fresca, natural e docemente sonora. Até o fim de sua vida, Elgar citaria a peça como uma de suas obras mais queridas.

Feita para orquestra de violoncelos, a primeira das Bachianas Brasileiras foi composta por Heitor Villa-Lobos em 1930 em São Paulo, logo após o seu retorno ao Brasil. Sua estreia, no entanto, se deu somente em 13 de novembro de 1939, no Rio de Janeiro, sob a regência do próprio autor. Sem intenção de pastiche, os títulos e as formas são herdadas de Johann Sebastian Bach e, associadas a temas brasileiros, revelam as afinidades do autor barroco com a música de nossa terra. O segundo movimento, “Modinha (Prelúdio)”, foi criado com a máxima simplicidade. O início e o fim envolvem o tema principal, em que ouvintes atentos podem notar um eco do uso de padrões rítmicos encontrados em Bach.

Embora seja uma obra característica de primeira fase do alemão Ludwig van Beethoven, a “Segunda Sinfonia” já mostra claramente o seu afastamento da ascendência de seu mestre Haydn. É tida como uma das últimas composições desse período. Notam-se nela, por isso, algumas particularidades: Beethoven já substitui, aí, o minueto clássico pelo scherzo. “Plena de ideias novas, originais e poderosas” é como a descreve em 1804 um crítico do Musikalische Zeitung de Leipzig. Talvez por isso mesmo ela tenha sido um choque em sua estreia, antecipando a “Eroica”, que haveria de vir. A obra foi terminada no verão de 1802, durante a estada de Beethoven em Heiligenstadt. Em outubro do mesmo ano, ele escreve o patético “Testamento”, que comprova a consciência trágica da sua ainda incipiente surdez.

Diretor artístico e regente titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a 15 capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Ao ser convidado, em 2014, para o cargo de Regente Principal da Filarmônica da Malásia, Fabio Mechetti tornou-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

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