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Funed avalia riscos para a saúde com enchentes

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Crédito: Gil Leonardi / Imprensa MG
Crédito: Gil Leonardi / Imprensa MG

As fortes chuvas que estão atingindo o País desde dezembro provocaram enchentes em diversas regiões, inclusive em Minas Gerais. Devido às tempestades, milhares de famílias ficaram expostas aos riscos da água contaminada, trazida pelas enchentes e alagamentos.

Neste cenário e também no dia a dia, cabe à Fundação Ezequiel Dias (Funed) avaliar a qualidade da água por meio de análises microbiológicas e pesquisas para identificar a presença de microrganismos patogênicos, análises físicas (cor, turbidez, odor, sabor), químicas (presença de cloro, cloreto, nitrato, fluoreto, entre outros), toxicológicas (substâncias contaminantes como chumbo, mercúrio, alumínio, cromo, cianeto, entre outros) e resíduos de pesticidas, que observa a presença de agrotóxicos.

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Justamente para evitar a exposição da população a vírus, bactérias e metais pesados causadores de graves problemas de saúde, a Funed analisa a qualidade da água destinada ao uso e consumo humano em 833 municípios mineiros.

Nos municípios em que não há atuação da Fundação, as análises são realizadas em laboratórios próprios.

A rede estadual é formada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), da Funed, em Belo Horizonte, e por outros 28 laboratórios em cidades polos, que são as sedes das Regionais de Saúde no estado.

Em períodos de chuvas e inundações de rios e córregos, a principal recomendação da Fundação é evitar o contato com a água de enchente que se acumula nas ruas. Por outro lado, se for inevitável, recomenda-se sempre usar calçados e meias, pois protegem um pouco mais a pele.

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Também é importante verificar se a enchente afetou o fornecimento de água potável da cidade. Nesse caso, o município deve providenciar alguma fonte alternativa de água potável como caminhões pipa ou fornecimento de água mineral.

Higienizar caixas d’água ou outros reservatórios de água da residência e descartar alimentos que tiveram contato com a água da enchente também são medidas eficazes de proteção à saúde.

Diagnóstico

Há mais de três décadas, a Funed disponibiliza diagnóstico para doenças como leptospirose e doenças diarreicas, que são de interesse da saúde pública, assim como análises de águas envolvidas em surtos e epidemias. Somente em 2021, foram realizados exames de mais de 1,2 mil pacientes com suspeita de leptospirose e mais de 400 exames de pacientes com suspeita de doenças diarreicas causadas por bactérias.

Em 2021, foram recebidas mais de 64 mil amostras pela Funed e pelos laboratórios regionais e realizadas 120 mil análises para monitoramento da qualidade da água. Segundo o chefe da Divisão de Vigilância Sanitária da Funed, Kleber Baptista, a maioria das amostras analisadas possui qualidade satisfatória. Naquelas em que são identificados problemas, o principal motivo de reprovação é a contaminação microbiológica, ou seja, a presença de microrganismos que podem causar risco à saúde. “Esse tipo de contaminação pode ocorrer devido a falhas no sistema de tratamento, vazamento na rede de distribuição ou falta de proteção do ponto de captação”, explica.

Kleber Baptista reforça que é importante que os municípios participem do programa nacional Vigiágua (Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano) e realizem, mensalmente, a coleta das amostras. “A análise laboratorial e o monitoramento são importantes para a saúde pública, já que a água é um meio de transmissão de doenças. Se ela estiver contaminada, pode contaminar a população, diretamente pelo consumo, assim como indiretamente, por meio de alimentos lavados e preparados com a água contaminada”, alerta.

SES-MG faz alerta para o Aedes aegypti

Com o início do verão e da temporada de chuvas, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta sobre a importância da tomada de ações para prevenir e combater o mosquito Aedes aegypti. O inseto é o transmissor dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya e é preciso eliminá-lo para o controle de casos dessas doenças. Nesse contexto, a participação de todos é fundamental para que se atinja o objetivo.

A população ajuda no combate ao mosquito ao eliminar os pontos “clássicos” de retenção de água das chuvas nos domicílios, tais como ralos, calhas, vasos de plantas e pneus. Mas também é essencial que sejam verificados os demais recipientes, como os vasilhames que servem de bebedouro aos animais de estimação, como cães e gatos, por exemplo.

A orientação é reforçada pela coordenadora estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano. “As pessoas pensam que bastaria trocar a água desses recipientes, mas isso não é suficiente. É preciso lavar com água e sabão. A fêmea do mosquito deposita seus ovos na parede desses vasilhames, que aderem naquela superfície. Com a água colocada ali, esses ovos podem eclodir e termos o início do ciclo até a fase do mosquito adulto”, informa.

De acordo com a coordenadora, o ideal é que os recipientes sejam lavados com bucha e sabão, visando à remoção completa dos ovos do mosquito. “Considerando que o ciclo tem uma duração média de sete dias, recomenda-se que seja feita a limpeza com frequência. Quando temos temperaturas mais altas, pode ocorrer a aceleração do ciclo, situação em que seria recomendável a higienização por, pelo menos, duas vezes na semana”, explica.

Com o objetivo de divulgar os dados e as informações precisas para a população mineira, a SES-MG publica semanalmente o Boletim Epidemiológico – Arboviroses Urbanas: Dengue, Chikungunya e Zika.

No cenário atual, Minas Gerais registrou 814 casos prováveis de dengue em 2022, sendo 178 confirmados até o dia 20/1. Em relação à febre chikungunya, foram registrados 27 casos prováveis da doença, sendo um deles confirmado. Já em relação à zika, há um caso provável e nenhum confirmado. Não foram confirmados óbitos por dengue, chikungunya ou zika neste ano, em Minas Gerais.

Criadouros

Ao analisar os dados, nota-se que as primeiras semanas epidemiológicas de 2022 não apresentam um número de casos muito elevado. Esse fator, contudo, não exclui o risco de ainda termos uma epidemia neste período sazonal que se iniciou em dezembro de 2021 e vai até junho de 2022. O volume de chuvas que Minas Gerais recebeu neste mês pode provocar muitos focos de criadouros. “A legislação determina que os municípios possuem sete dias para lançamento dos registros de casos. Sendo assim, durante as próximas semanas é que devemos ter um panorama de como a transmissão dessas doenças deve se manifestar nesse momento do ano”, explica a coordenadora.

Danielle Capistrano alerta que Minas Gerais vivenciou ciclos epidêmicos de dengue em 2010, 2013, 2016 e 2019 e, considerando a série histórica, um novo período de alta de casos pode ser desencadeado em 2022. “Nós monitoramos a circulação laboratorial e o índice de infestação de mosquitos de forma regionalizada, entre outras medidas, visando mensurar os riscos e o comportamento dessas doenças nesta estação do ano. O clima quente e úmido é muito favorável para que o Aedes se prolifere e devemos evitar isso ao máximo”, diz a coordenadora.

Um ponto de alerta é o aumento de casos de chikungunya entre 2020 e 2021. “É importante lembrar que houve um surto dessa doença em 2017 e, posteriormente, uma queda no número de casos. Esse é um fator que chama a atenção. Essa é mais uma razão para que possamos eliminar os possíveis criadouros, ficarmos atentos ao descarte de lixo e atenção aos ferros-velhos”, ressalta. Em 2021, houve registro de 5.565 casos prováveis de chikungunya em Minas, dos quais 4.293 foram confirmados.

Desde o final de 2021, a SES-MG vem se preparando para enfrentar o período sazonal de transmissão das arboviroses. Uma das ações foi a publicação da Resolução SES-MG nº 7.733, de 22/9/2021, que institui as ações estratégicas e o repasse de incentivo financeiro aos municípios para auxiliar no enfrentamento da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Está previsto o repasse de R$ 40 milhões para os municípios.

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