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Jardim Zoológico de BH completa 63 anos

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Crédito: Suziane Brugnara / Divulgação
Crédito: Suziane Brugnara / Divulgação

Educação ambiental, diversidade e preocupação com o bem-estar animal aliados ao contato com a natureza, turismo e lazer em um único lugar. Assim o Jardim Zoológico de Belo Horizonte completa 63 anos hoje, integrando parte importante da história da Capital. O local, que recebe visitantes de várias localidades do País, encanta por sua diversidade e riqueza ambiental.

Atualmente, a instituição mantém sob seus cuidados mais de 3.500 animais de aproximadamente 240 espécies de classes como: mamíferos, aves, répteis e peixes. Possui um Borboletário onde as borboletas e mariposas vivem em harmonia com as plantas e as pessoas. Conta, ainda, com uma extensa e rica área verde em todo o seu entorno.

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O Zoológico vem passando por transformações. Deixou de ser apenas um local para diversão e entretenimento das pessoas, tornando-se uma instituição voltada para a educação, a pesquisa e a conservação integrada da fauna. Além disso, é uma opção de descanso, contemplação e contato com a natureza, possibilitando uma vivência mais próxima das pessoas. Essa integração contribui para a conscientização sobre a responsabilidade de todos com o meio ambiente.

O Zoo também recebeu melhorias de infraestrutura e aprimoramento de sua equipe. As atividades técnicas são direcionadas à conservação das espécies e dos seus ambientes naturais. Com isso, há a constante realização de pesquisas, ações educativas e intercâmbios de informações e conhecimentos com outros zoológicos do Brasil e do mundo.

Isso tem contribuído para o reconhecimento internacional sobre a qualidade da instituição de BH. Esses avanços constantes são possíveis devido ao trabalho contínuo e dedicado da equipe multidisciplinar, distribuída nas áreas técnicas de biologia, veterinária, zootecnia, educação, agronomia, administração, tratação de animais, capineiros, jardineiros, vigilância, bilheteria, limpeza e manutenção de próprios.

Conservação – O Zoo de BH participa de 25 Planos de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PANs). Trata-se de um instrumento de gestão, construído de forma participativa sob a coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Participa, ainda, de 12 studbooks nacionais e internacionais, inclusive na coordenação. Os studbooks representam arquivos oficiais mantidos por um grupo de especialistas que organiza a população de determinada espécie, baseada nos registros de parentesco dos seus indivíduos, o que possibilita a indicação dos melhores pareamentos entre eles.

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Desde 2010, o Zoológico foi habilitado, pela Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (EAZA, sigla em inglês), para participar do Programa Europeu de Espécies Ameaçadas/Gorilla (Gorilla/EEP), com ações de conservação fora do seu ambiente natural.

No projeto original da construção de Belo Horizonte, aprovado pelo Decreto nº 817, de 15 de abril de 1895, foi prevista uma área no bairro de Lourdes para a instalação de um Jardim Zoológico. No entanto, a comissão construtora da nova capital não levou essa ideia adiante. Com isto, parte dessa área foi loteada, e no restante do terreno, foi construído o Minas Tênis Clube.

O Parque Municipal Américo Renné Giannetti, durante muitos anos, cumpriu parte dos objetivos de um zoológico à época, uma vez que abrigava e exibia pequenos animais.

A partir da década de 1940, a atuação do arquiteto Oscar Niemeyer transformou a região da Pampulha em um marco fundamental para a compreensão da arquitetura moderna brasileira. Inseridos no projeto, estavam a casa de Juscelino Kubitschek, o Clube Libanês, o Pampulha Iate Clube, e ainda, a sede do Golfe Clube, que atualmente abriga o Jardim Zoológico e o Jardim Botânico da cidade. O Golfe Clube chegou a ser implantado, mas logo instalou-se um núcleo de 12 famílias de colonos para a produção de hortifrutigranjeiros. Essa colônia ocupou a parte baixa do terreno e chegou a produzir alimentos que eram comercializados no Mercado Central da cidade.

Entre as décadas de 1950 e 1960, com a reforma do Parque Municipal, os animais que ali eram mantidos foram transferidos para junto da colônia. E, no dia 25 de janeiro de 1959, foi inaugurado o Jardim Zoológico de Belo Horizonte.

Para acesso aos espaços da Zoobotânica (Zoológico, Jardim Botânico e Aquário da Bacia do Rio São Francisco) é necessária a vacinação contra a febre amarela, com data mínima de dez dias anteriores à visita. Caso o visitante não esteja com o comprovante, deverá preencher uma declaração, disponibilizada pela Zoobotânica, de que já se encontra imunizado. A declaração também está disponível no Portal da Prefeitura. Menores de nove meses, por não poderem ser imunizados contra a doença, não podem acessar esses espaços. O Jardim Zoológico abre de terça a domingo e feriados, das 8h às 17h, com entrada permitida até às 16h. (Com informações da PBH)

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