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Jogos Olímpicos de Tóquio terão abertura austera

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Crédito: REUTERS/Issei Kato

Tóquio – Esqueça as grandes coreografias, os imensos adereços e a abundância de dançarinos, atores e luzes associados às cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos, a grande abertura de Tóquio amanhã não terá nada desse esplendor e grandiosidade.

Ao contrário, será uma apresentação reduzida e “sóbria”, afirmou em entrevista à Reuters o veterano produtor executivo de cerimônias de abertura, e agora conselheiro sênior dos produtores executivos das cerimônias de Tóquio, Marco Balich.

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“Será uma cerimônia muito mais sóbria. Mesmo assim, com uma bela estética japonesa. Muito japonesa, mas também em sincronia com o sentimento de hoje, a realidade”, disse Balich. “Temos que fazer o nosso melhor para completar esta Olimpíada que espero que seja a única desse tipo”, ressaltou.

Casos de Covid-19 em crescimento em Tóquio geraram uma grande sombra ao evento que, adiado ano passado por causa da pandemia, será realizado sem público.

O Japão este mês decidiu que as competições serão realizadas em arenas e estádios vazios para minimizar os riscos de saúde.

Até agora, houve mais de 70 casos de infecções por Covid-19 no Japão entre os credenciados para os Jogos, desde 1º de julho, quando muitos atletas e autoridades começaram a chegar.

Isso também afetou a cerimônia de abertura porque muitos chegarão pouco antes de suas competições e irão embora pouco depois para evitar contatos o máximo possível.

Assentos vazios – Em vez de 10.000 atletas marchando em um estádio lotado, como sempre, o desfile das equipes será menor, em um estádio Olímpico de Tóquio praticamente vazio, exceto por algumas centenas de autoridades, e com rígidas regras de distanciamento social.

“Haverá centenas de fiscais orientando os atletas no desfile. A cerimônia de abertura, de certa maneira, será única e focará apenas nos atletas”, disse Balich. “Isso (a pandemia) certamente tem consequências. Grandes coreografias não acontecerão, obviamente, por causa da Covid-19”, afirmou.

“Os números no Rio foram 12.600 atletas e autoridades no desfile. Temo que será menor desta vez. Isso já dá uma distância séria entre os atletas no estádio”, disse Balich, que também produziu a cerimônia da Rio 2016 e dos Jogos Olímpicos de Inverno em Turim, entre outras.

“A equipe japonesa tem que lutar entre promover a sua estética e combinar os medos e preocupações associados aos Jogos Olímpicos, com as infecções e a doença.”

Há uma preocupação generalizada entre o público sobre o quanto é seguro realizar um espetáculo esportivo global durante a pandemia e muitos japoneses temem que a Olimpíada possa se tornar um evento superdisseminador do vírus.

“Acho que o grande feito da equipe criativa desta cerimônia é que eles conseguiram aceitar que haverá assentos vazios e ainda manter o foco nos atletas”, disse Balich.

“Será muito significativo, longe da grandiosidade de cerimônias anteriores. O momento é agora. É um esforço bonito. Uma cerimônia muito verdadeira e honesta, nada falso. Sem fumaças e espelhos. Será sobre as coisas que estão realmente acontecendo hoje em dia”, argumentou. (Reuters)

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