Crédito: Nicolas Henry

Para celebrar o mês da Consciência Negra, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) programou uma série de atividades culturais e artísticas – todas gratuitas. No Circuito Liberdade, o Museu Mineiro abre hoje a exposição “Kitihawa’s Chandelier” (foto), um conto fotográfico que narra a história da escravidão e a chegada de diferentes etnias ao continente americano. O projeto destaca a importância da compreensão do outro para uma coexistência pacífica e harmoniosa. A mostra, do artista Nicolas Henry, é apresentada em parceria com a Aliança Francesa de Belo Horizonte.

No próximo sábado, o espaço também recebe a Oficina de Origami, realizada por custodiados em recuperação do sistema prisional. Na oportunidade, serão criadas máscaras e bonecas valorizando a cultura negra e oriental.

Até o fim do mês, as visitas mediadas do Museu Mineiro são realizadas com foco no sincretismo afro-brasileiro, estimulando o conhecimento das nossas matrizes africanas e a relação com as imagens sacras. As visitas são de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e aos sábados, domingos e feriados, das 12 às 19 horas. Elas são gratuitas e devem ser agendadas pelo telefone (31) 3269-1106 ou pelo e-mail [email protected].

Dentro da programação do Centro de Arte Popular (CAP), que também integra o Circuito Liberdade, no próximo sábado, das 14h às 17h, será realizada a oficina de bonecas “Dandarinas Abayomi”, com a pedagoga e arte-terapeuta Marcela Alexandre. As bonecas Abayomi são feitas de retalhos de tecidos, símbolos da resistência negra, representando uma valorização do povo negro e seus costumes. A atividade tem vagas limitadas e a inscrição será feita por ordem de chegada. Depois do CAP, a oficina segue para o Museu Mineiro, programada para o próximo dia 30, às 14 horas.

Para os apreciadores de obras documentais, o Museu Mineiro ainda vai abrigar o Cine-parede, com a exibição do filme Ori. A história dos movimentos negros no Brasil entre 1977 e 1988 é contada neste documentário, lançado pela cineasta e socióloga Raquel Gerber, em 1989.

Tendo como fio condutor a vida da historiadora e ativista Beatriz Nascimento, o filme traça um panorama social, político e cultural do País, em busca de uma identidade que contemple também as populações negras, além de mostrar a importância dos quilombos na formação da nacionalidade. A obra tem fotografia de Hermano Penna, Pedro Farkas e Jorge Bodanzky, e música de Naná Vasconcelos. A exibição acontece no próximo dia 28, às 19 horas, na Ágora do Museu Mineiro. Além de gratuito, o evento tem direito a pipoca para os participantes.

Fundação Clóvis Salgado (FCS) também marca presença nas atividades temáticas do mês da Consciência Negra. Com a exposição “Chichico Alkmin, Fotógrafo”, o público pode conhecer um retrato social brasileiro. As obras do fotógrafo mineiro Francisco Augusto de Alkmim ocupam a Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, no Palácio das Artes, até fevereiro de 2020.

A exposição é fruto de parceria com o Instituto Moreira Salles (IMS), possui curadoria do poeta e consultor de Literatura do IMS Eucanaã Ferraz, e abrange todos os anos de produção do artista em Diamantina. Em meio ao conjunto de 251 fotografias feitas durante a primeira metade do século passado, a exposição perpassa a construção social, racial e histórica do povo mineiro. Mais informações neste link.

Além disso, a FCS oferece o programa “Ações Afirmativas: Negritude em Cena”. As atividades serão realizadas até o próximo sábado. Trata-se de um ciclo de formação que reúne cursos, oficinas, rodas de conversa e apresentações artísticas sobre a temática africana e afro-brasileira. (As informações são da Agência Minas)