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Palácio das Artes exibe “Imagens Resolutivas”

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Crédito: Divulgação

Devido às restrições adotadas para conter a pandemia da Covid-19, a Fundação Clóvis Salgado anuncia ação inédita que conecta a 4ª edição do Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte (FIF-BH) ao público, de forma presencial e segura, por meio da ocupação urbana. A partir de hoje, 25 imagens de 12 fotógrafos selecionados pelo FIF-BH serão plotadas nos vidros da fachada do Palácio das Artes, e no outdoorlocalizado na junção da fachada com o Parque Municipal Américo Renné Giannetti. A ação configura uma estratégia para aproximar o público das fotografias do festival, que tem como tema “Imagens Resolutivas”, e conta em sua totalidade com obras de 43 artistas selecionados, entre fotógrafos, artistas visuais e videomakers.

A ocupação proposta busca realizar uma ligação das imagens selecionadas com o ambiente urbano, extrapolando as paredes das Galerias e democratizando o acesso às imagens. Com realização e curadoria de Bruno Vilela e Guilherme Cunha, ambos artistas e pesquisadores, em parceria com a pesquisadora Patrícia Azevedo, as exposições completas do FIF-BH já estão montadas em três galerias do Palácio das Artes (Galeria Genesco Murta, Galeria Arlinda Corrêa Lima e Galeria Aberta Amilcar de Castro) e na CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais, e serão abertas para visitação tão logo as condições sanitárias atingirem um patamar seguro para a reabertura dos espaços culturais.

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As obras selecionadas para a fachada do Palácio das Artes fazem parte de um recorte curatorial da mostra completa, que conta com fotografias das séries “Sob ataque”, de Paulo Fehlauer e Rodrigo Marcondes (Brasil), “História depois do apartheid”, de Haroon Gunn-Salie (África do Sul), “59 retratos da juventude negra brasileira”, de Edu Simões (Brasil), “Contar contos” (foto), de Lebohang Kganye (África do Sul), “Garotas do calendário”, de Julia Gunther (Alemanha), “Nantu”, de Pablo Albarenga (Uruguai), “Cimarrón”, de Charles Fréger (França), “Heróis do brilho”, de Federico Estol (Uruguai), “Utopia plástica”, de Henri Blommers (Holanda), “Chicarron”, de Hiro Tanaka (Japão), “Regras ocultas separadas”, de Makoto Oono (Japão), e “Mundos em construção”, de Nicolas Henry (França).

Em dimensões poéticas e propositivas, as imagens apresentam reflexões que debatem desde o campo da biodiversidade planetária, até questões de resgate de memória ancestral, pensando no campo dos valores simbólicos. O transeunte poderá observar imagens que refletem acerca da superprodução de plástico no nosso meio ambiente, do sucateamento dos direitos humanos e domínio de estruturas de poder, do racismo estrutural na sociedade brasileira, e da noção de identidade e memória, com destaque para os valores e mitologias locais.

Reflexões – Todas as fotografias propõem reflexões sobre os modelos de organização política e social vigentes, convidando o público à reflexão. A denominação “Imagens Resolutivas”, que dá nome à 4ª edição do festival, se refere às figuras que apontam caminhos, soluções e saídas para os problemas enfrentados coletivamente: que tencionam nossa compreensão e atuação no mundo. O termo foi cunhado pelo agricultor e líder quilombola Antônio Bispo dos Santos (Nego Bispo), no Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte (FIF-BH) em 2017.

O FIF-BH recebeu um total de 1.745 inscrições, de artistas dos cinco continentes – sendo selecionados nomes de 19 países: Brasil, Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra, EUA, Uruguai, Espanha, África do Sul, Holanda, Japão, Kuwait, Polônia, Estônia, Ucrânia, Itália, Grécia, Colômbia e Índia. O festival foi diversificado com a intenção de abarcar todas as possibilidades de fruição da imagem: contou, além da exposição on-line, que ocorreu entre os dias 7 e 12 de dezembro 2020 pelo site www.fif.art.br, com a distribuição de imagens no formato postal e com a colagem de lambe-lambes em diferentes regionais de Belo Horizonte, em parceria com a Fundação Municipal de Cultura. O quarto formato, presencial, ocupará a fachada do Palácio das Artes ainda nessa semana, e as galerias da FCS em breve, conforme permissão para a abertura dos espaços culturais de Belo Horizonte.

Para Bruno Vilela, as atividades do FIF-BH buscam estreitar a distância do público com as imagens, contornando as dificuldades do isolamento social. No entanto, segundo o curador, a exposição virtual não comporta a dimensão das imagens no espaço presencial. “A parceria com a FCS é muito importante para que consigamos as condições ideais da mostra. É extremamente válido que esse espaço institucional exista, para que os pensamentos gerados pelas imagens do FIF façam parte do cotidiano do público de forma mais próxima”, declara.

Segundo Guilherme Cunha, o contato presencial com a obra de arte é insubstituível, e carrega um valor empírico muito forte no meio das artes plásticas. “Ver uma obra no âmbito presencial implica em todos os sentidos participarem da experiência, para que haja uma transformação simbólica na mente do público. O meio digital não supre, de forma mais ampla, a experiência do espaço”, discorre o curador.

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