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“Porco Solidão” penetra na angústia criada pela Covid

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Crédito: Marcelo Miyagi

Com o avanço da pandemia da Covid-19, o meio digital passou a acolher as mais diversas manifestações artísticas, impactando significativamente no fazer artístico e também no formato das produções, além de possibilitar novos estilos de criação.

É neste contexto que foi elaborada a obra “Porco Solidão”: uma montagem criada exclusivamente para a internet, que transita entre o teatro, a performance, o vídeo e a possibilidade de interação com o espectador.

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A temporada de estreia da montagem, criada pelos artistas Aline Andrade, Jeane Doucas, Marcelo Miyagi e Roberson Nunes, será realizada nos próximos dias 25, 26 e 27, às 20 horas,  em formato digital – por meio da plataforma Streamyard. 

Nesta obra, o grupo transita entre a presença ao vivo e as cenas-imagens gravadas, em um formato híbrido entre o teatro, o audiovisual e a veiculação digital que permite a interação do público.

Assim, “Porco Solidão” já não é mais o teatro como tal, nem cinema e nem vídeo, mas uma cooperação entre estas formas de expressão, possibilitando uma recriação e ressignificação da linguagem artística.

Feita para o meio digital

Criada exclusivamente para a internet, a montagem trata da condição transitória e solitária do ser humano diante das situações que parecem comuns, mas que revelam a estranheza e as angústias do nosso turbulento cotidiano atual.

Com essa percepção, os artistas se lançaram em uma espécie de redemoinho de ações, sentimentos e pensamentos, procurando reinventar a solidão existencial de cada um, sobretudo neste momento da humanidade, marcado por uma pandemia mundial.

“Nós somos da mesma geração de teatro físico. Já trabalhamos em projetos comuns desde o final dos anos 90. Diante do isolamento social, nós passamos a nos reunir virtualmente, como uma alternativa de convivência. Logo percebemos a possibilidade de trabalharmos a distância e o potencial dessa linguagem para a criação de um espetáculo virtual. Assim, o processo foi sendo criado a partir de exercícios e improvisações de ocupação dos espaços da nossa casa. Foi um período de experimentação, onde cada um dos artistas trouxe ideias e propostas, durante os ensaios. Criamos vídeos, textos, realizamos pesquisas sonoras e mergulhamos nas ações cotidianas de maneira dilatada e absurda”, destaca Roberson Nunes, performer, cocriador da obra.

Imagens poéticas de “Porco Solidão”

Partindo de indagações profundas e pessoais, os artistas e criadores deste trabalho mergulharam fundo no processo de pesquisa e construção dramatúrgica que deu origem ao espetáculo.

“A peça foi construída a partir de uma dramaturgia da poética das imagens. É um trabalho que apresenta outro tipo de demanda para o ator, porque ele tem que atuar (performar), sem um público presente e, ainda, lidar com toda a operação tecnológica, já que, além das edições que fazemos, cada um de nós opera um computador e um celular”, destaca Marcelo Miyagi, que atua como criador e provocador audiovisual.

A obra é fruto da surpreendente situação a qual todos fomos acometidos. Ou seja, estarmos todos “presos” involuntariamente, por um motivo de força maior, completamente inesperado, em um vultoso tormento, que nos fez voltar literalmente para dentro.

Dentro de nossas próprias casas, dentro de nós.

Em contato muito próximo com quem vive conosco. Ou completamente sozinho, para quem vive só. Sente a ausência do outro. Ausência de trabalho. De dinheiro. De comida muitas vezes. Ausência de lar. Ausência de si mesmo. Ausência de sentido.

Com a ausência de tantas coisas, “Porco Solidão” se apresenta como uma iniciativa que busca a desconstrução como proposta de se ver e ver o outro sob óticas diferentes (por vezes divergentes), reinventando o dia-a-dia.

Para a diretora e pesquisadora Aline Andrade, “a edição e a não linearidade foram os elementos mais conclusivos na elaboração do espetáculo e os limites da tela se expandiram ao propormos a interatividade com o espectador. O streamyard, aplicativo de transmissão digital, nos permitiu operar a alternância de telas, a simultaneidade e superposição entre imagens e o YouTube, onde o espetáculo pode ser acessado pela plataforma Sympla, possibilita a interação com a audiência através do chat de conversa. Os espectadores se confundem entre o que é ao vivo e o que é gravado, misturando os tempos reais e virtuais na experiência compartilhada”.

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