Crédito: Olhares Fotografia - Divulgação

Na segunda apresentação da série de recitais Allegro Vivace, sobe ao palco do auditório na Rede Mater Dei de Saúde, em 27 de outubro, o Trio Concertante. Nessa temporada, está prevista uma série de seis recitais, em formato inédito. As performances são transmitidas por plataformas virtuais. Na compilação para o recital, o trio traz compositores internacionais da esfera erudita e peças de música popular brasileira, alcançando um público diverso.

“A intenção é fomentar a cultura erudita para acesso de todos. As apresentações podem ser vistas por qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo”, diz a diretora artística e produtora do Allegro Vivace, Myrian Aubin.

O Trio Concertante é fruto da amizade entre três musicistas que se conheceram durante o período acadêmico e ingressaram juntos no universo orquestral. Integrado pelo oboísta Alexandre Barros, o clarinetista Ney Franco e a fagotista Raquel Carneiro, o grupo parte da formação tradicional do Trio de Palhetas, configuração que pressupõe a união entre os instrumentos orquestrais do naipe das madeiras, tocados com palhetas – oboé, clarineta e fagote.

A composição para Trio de Palhetas remonta a um dos primeiros modelos originados nos agrupamentos camerísticos das cortes do período clássico. Com o desenvolvimento acústico dos instrumentos nessa época, tais obras revelaram toda sua beleza, valorizada pelas peculiaridades timbrísticas e o virtuosismo característico desse tipo de formação, aclamada pela riqueza de repertórios inseridos na atividade camerística.

A exibição do Trio Concertante acontece a partir das 20h e será veiculada pelo canal no YouTube do evento (Recitais Allegro Vivace). Na página do Instagram (@recitaisallegrovivace), é possível acompanhar curiosidades sobre a música erudita e detalhes da programação.

História – O embrião dos recitais Allegro Vivace leva a 2010, quando o doutor José Salvador Silva, fundador da Rede Mater Dei de Saúde, resolveu adquirir um piano e teve o apoio de Myrian Aubin para uma nova empreitada. Um grupo de 10 pianistas começou a se apresentar, utilizando o instrumento para audições musicais todos os dias, pela manhã e à tarde, e assim teve início o trabalho de humanização pela música, iniciativa que tornou-se uma importante frente de atuação na Rede Mater Dei de Saúde.

Para os pacientes que sempre foram agraciados com os espetáculos, Myrian lembra sobre o quanto a música pode tranquilizar, serenar e tornar o ambiente agradável, contribuindo para a saúde e o bem-estar em meio a tratamentos muitas vezes angustiosos e conflitantes. “É um momento de respiração”, diz.

O que começou no âmbito interno da instituição de saúde, seria ampliado três anos depois, crescendo para além das portas do hospital. A partir de 2013, o evento tomou uma proporção maior e chegou ao público em geral. De lá para cá, todos os anos recebe musicistas do Brasil e do exterior, com formações variadas para a execução de músicas instrumentais. São solistas e artistas de música de câmara, que implica duos, trios, quartetos, quintetos e sextetos. Entre os instrumentos, já estiveram no palco do auditório do hospital exibições com acordeon, piano, violão, violino, violoncelo, fagote, oboé, contrabaixo, trombone, percussão, entre outros.

Um pilar do Allegro Vivace é a acessibilidade. Quando as apresentações eram presenciais, cartaz e programa também eram disponibilizados em braile, para atender aos deficientes visuais. Em 2020, as lives contam com áudio descrição.

O Allegro Vivace é viabilizado pela Lei Rouanet, com realização pela Secretaria Especial da Cultura, o Ministério do Turismo, e patrocinado pela Rede Mater Dei de Saúde e a BioHosp, empresa de produtos hospitalares que tem se dedicado cada vez mais à causa da música erudita.