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VIVER EM VOZ ALTA | A revista da Academia Mineira de Letras

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Crédito: Guto Cortes

ROGÉRIO FARIA TAVARES*

Fundada em 1922, quando o presidente da Academia Mineira de Letras (AML) era Mário de Lima, a revista da instituição permanece ativa e vigorosa, reunindo em suas páginas ensaios, contos e poemas que comprovam o poder da literatura na vida cultural do Estado. O número comemorativo dos cento e dez anos de fundação da entidade acabou se consagrando como histórico.

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Com mais de quinhentas páginas, será certamente cobiçado por todos os que se encantam pelos autores mineiros e sua rica trajetória. Tendo como editora a competente jornalista e professora Nair Prata, da Universidade Federal de Ouro Preto, o volume é aberto pelos versos de “Elegia”, da acadêmica Yeda Prates Bernis.

A publicação especial está dividida em várias seções. Na primeira, intitulada “Sobre a Academia”, é possível ler trecho inédito do incrível diário mantido por décadas pelo nosso presidente Vivaldi Moreira. Também é de autoria dele texto sobre as circunstâncias da fundação da Casa de Alphonsus de Guimaraens, em 1909, em Juiz de Fora, por doze jovens intelectuais apaixonadas pelas letras. A professora Celina Borges Lemos, da UFMG, assina o ensaio sobre o Palacete Borges da Costa (sede da AML) e sua arquitetura, sempre à luz da história de Belo Horizonte. Já o jurista José Anchieta da Silva explica aos leitores como funciona a Associação dos Amigos da Academia, por ele presidida.

Na segunda seção, “Sobre os acadêmicos”, os leitores encontrarão artigos de fôlego. Cito apenas alguns exemplos. Ângelo Oswaldo de Araújo Santos escreve sobre o encontro entre Alphonsus de Guimaraens e Mário de Andrade. Afonso Henriques narra a trajetória do pai, o poeta Alphonsus de Guimaraens Filho. Depoimento semelhante é dado sobre Heli Menegale por sua filha, a musicista Berenice Menegale, ex-secretária de Estado da Cultura. Heli foi o presidente que conquistou a primeira sede própria para a Academia. Cesário Melo Franco é o autor do texto sobre seu avô, o inesquecível Afonso Arinos de Melo Franco, que brilhou tanto na política quanto na diplomacia e no memorialismo.

Se Caio Junqueira Maciel analisa a premiada obra do acadêmico Luís Giffoni, Reitor da Universidade Livre da AML, Ivete Walty comenta a produção literária de Olavo Romano, presidente emérito da instituição e escritor homenageado nesse ano pela Bienal Mineira do Livro. A professora Cláudia Pereira reaviva o legado de Beatriz Brandão, mulher arrojada e pioneira, patrona da cadeira de número 38, e Jacyntho Lins Brandão se debruça sobre oito poemas de Francisco Lins, fundador da cadeira de número 19.

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Na terceira seção, “Homenagens”, a revista se refere às solenidades em que celebrou a memória de acadêmicos como Odair de Oliveira, Edison Moreira e Hilton Rocha, médico e professor de renome internacional. Na quarta, publica os discursos pronunciados nas ‘sessões da saudade’ dedicadas aos acadêmicos Oiliam José, Francelino Pereira dos Santos e Ricardo Arnaldo Malheiros Fiúza. Por último, cumprindo a tradição, partilha com o público os discursos de recepção e posse dos acadêmicos Carlos Bracher, Luís Giffoni, Caio Boschi, Jacyntho Lins Brandão e Wander Melo Miranda.

*Jornalista e presidente da Academia Mineira de Letras

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