COTAÇÃO DE 17/09/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2820

VENDA: R$5,2820

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3100

VENDA: R$5,4500

EURO

COMPRA: R$6,2293

VENDA: R$6,2322

OURO NY

U$1.754,86

OURO BM&F (g)

R$298,96 (g)

BOVESPA

-2,07

POUPANÇA

0,3012%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Após a construção de uma usina o prazo médio para o retorno do investimento é de cinco anos - Divulgação
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

A energia solar fotovoltaica é limpa, renovável e pode reduzir custos dos negócios. Essas vantagens serão abordadas hoje, na Capital, em apresentação que busca impulsionar o uso dessa energia por cooperativas mineiras. A iniciativa é do Sistema Ocemg, formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (Ocemg) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Minas Gerais (Sescoop-MG), que sediará o evento. “Esse é um assunto que vem sendo tratado amplamente pela sociedade. Estamos incentivando as cooperativas a atuarem também com esse propósito”, disse ontem o presidente do sistema Ocemg, Ronaldo Scucato.

Especialista em energia e mudanças climáticas, José Zloccowick falará a dirigentes de cooperativas, hoje, em Belo Horizonte. “Investindo nessas usinas, o empresário investirá em energia limpa, renovável e se protegerá de futuros aumentos da conta de energia. Os impactos dos gastos de energia na produção serão menores”, resume.

PUBLICIDADE

Ele explica que um dos modelos para a implantação de usinas fotovoltaicas prevê a reunião de empresários interessados em reduzir os custos com a energia. Dessa forma, algumas empresas – mesmo de ramos diferentes – estão se unindo em consórcio ou cooperativas para criar uma usina fotovoltaica e gerar energia. Essa usina pode ser construída até mesmo em região distinta à das empresas. Mas a estrutura precisa estar na mesma área de distribuição da concessionária. Em Minas, nesse caso, é a Cemig. “Nessa configuração, há ainda a vantagem do compartilhamento das despesas”, ressalta. Segundo ele, no País já há pelo menos sete grupos atuando dessa forma.

O outro modelo se refere a cooperativas já existentes e que estão mudando seus estatutos para passarem a gerar energia e distribuir entre seus cooperados.

José Zloccowick explica que, desde 2012, a regulação brasileira permite que qualquer pessoa tenha um sistema de geração de energia a partir de fontes renováveis. Os créditos são abatidos na conta. Caso haja excedente não consumido imediatamente, não pode haver a venda, mas pode ser revertido em créditos para uso futuro, no prazo de cinco anos. Para os negócios, a configuração é a mesma.

Segundo ele, após a construção da usina, o prazo médio para o retorno do investimento é de cinco anos, levando-se em conta a economia com a conta de energia. Como exemplo, ele cita o caso hipotético de uma empresa que demande 2.400 kW/h por mês. Nesse caso, o gasto anual com energia é de R$ 12 mil. Investindo cerca de R$ 80 mil, o empresário terá uma usina capaz de atender à sua demanda. Assim, no prazo aproximado de sete anos ele terá o retorno.

Ainda segundo o especialista, a implantação das usinas fotovoltaicas vem ficando mais acessível. Nos últimos cinco anos, segundo ele, o preço da energia no País aumentou 80%, no setor industrial e residencial. Por outro lado, o preço da tecnologia usada nas usinas fotovoltaicas teve queda de 30%.

Leia também:

Governo manterá leilão de privatização da Amazonas

Alagoas cobra ressarcimento da União pela Ceal

Tributos – Citada constantemente como um dos entraves para os negócios do País, a questão tributária também é um problema no setor. No caso de a produção de energia por fonte renovável ser para consumo privado, há isenção de PIS, Cofins e ICMS. Mas consórcios e cooperativas não contam com tais isenções. Então, no momento de desenvolver o projeto, o empresário tem que se atentar a essa questão e atestar a viabilidade do negócio.

Segundo o especialista, a energia gerada pelas micro e miniusinas no País aumentou 20 vezes entre 2015 e 2018, passando de 13,8 MW instalados para 184,5 MW instalados. Levando-se em conta também a geração das grandes usinas, o total no País chega a 1.300 MW. Como comparação, José Zloccowick cita que, nos Estados Unidos, esse valor é 50 mil MW e, na Alemanha, de 40 mil MW.

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!