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Foto: sxc.hu

Forçoso reconhecer: estudiosos, institutos de pesquisa e imprensa erraram feio nas suas previsões para o primeiro turno da eleição. Alguns resultados, aqui mesmo em Minas, foram o contrário do esperado e do anunciado, o mesmo acontecendo, num sentido mais geral na votação para o Legislativo, em que se esperava baixa renovação. Para o Congresso Nacional falou-se que as mudanças seriam poucas, as menores nos últimos anos. Aconteceu também o contrário, com a renovação chegando aos 47% na Câmara e maior ainda no Senado, que perderá alguns de seus mais notórios integrantes, dentre eles alguns nomes que colecionam processos e escândalos.

Nada disso, no entanto, quer dizer que finalmente os ventos estão soprando na direção certa. Apesar de algumas derrotas de elevado e positivo simbolismo, os movimentos são ainda imprevisíveis, tanto quanto a qualidade e desempenho dos personagens que estão chegando. Um quadro que sugere problemas à frente, independentemente de quem seja o próximo presidente da República, Bolsonaro ou Haddad. O primeiro, do PSL, conseguiu a proeza de multiplicar em proporções provavelmente inéditas a bancada de seu partido, que de figurante passará a protagonista na mesma proporção em que as siglas mais tradicionais, MDB e PSDB, encolheram muito além do que podia ser previsto.

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Mudam as relações de força, aumenta a fragmentação mas o futuro presidente terá que construir uma base parlamentar para alcançar a governabilidade, o que significa depender da sopa de letras de partidos que cumprem essa função, sem constrangimento mas com exigências que são proporcionais à fragilidade de quem se aproxima do balcão e com resultados capazes de produzir aberrações como, em passado recente, ministros que serviram à ex-presidente Dilma e, adiante, ao governo interino que está chegando ao fim. Sem contar outros prováveis acertos, ainda menos republicanos, e o comprometimento evidente da gestão pública.

De tudo isso sobram o risco e temores de que as mudanças, que têm como palco verdadeiro o Legislativo, fiquem só nas aparências, adiando a renovação que os eleitores brasileiros, como regra, deixaram bem sinalizada na votação em primeiro turno. Pior, adiando, indefinidamente, reformas que sustentem o ajuste fiscal, o que inclui questões delicadas como a brutal transferência de renda demandada pela burocracia pública e sua coleção de privilégios, além das reformas que poderiam representar algum alento para empresários e trabalhadores, todos ansiosos para que as rodas da economia voltem a girar.

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