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Há 20 anos no mercado, a Andarilho da Luz, operadora de ecoturismo, sediada no bairro Planalto, na região Norte, oferece tanto os serviços de receptivo, como de emissivo para viagens de aventura ecoturismo. De acordo com o sócio-diretor da Andarilho, Marcus Pavani, ao longo dos anos foram criados produtos e ações específicos para promover os destinos de aventura e o próprio Estado.

“Trabalhamos com um público bem mineiro. Há 20 anos era difícil encontrar um município com inventário dos atrativos e estrutura para esse tipo de turismo. Vimos uma evolução na estrutura, mas ainda há muito para ser feito. Tivemos um período muito rico, quando começou a política de regionalização e a cadeia do turismo começou a se voltar para o interior”, explica Pavani.

Um ponto de inflexão para o turismo de aventura foi a criação da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), em 2004 e, com ela, uma busca pela formalização, profissionalização e consolidação das normas técnicas. “O crescimento do segmento fez com que começássemos a oferecer Minas também para o público externo. Hoje as pessoas de outros estados vêm e se incorporam aos nossos programas locais. O receptivo trabalha em duas linhas: o programa de vilarejo, em Capivari (Vale do Jequitinhonha, entre as cidades de Diamantina e Serro) e as caminhadas”, afirma o sócio-diretor da Andarilho da Luz.

Dados da Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MG) apontam que o turismo de aventura, junto com o ecoturismo, é o segundo segmento de lazer que atrair mais turistas para Minas Gerais, atrás apenas do turismo cultural. Em 2017, 35,7% dos turistas a lazer no Estado foram motivados por buscar contato com a natureza (paisagens, cachoeiras, parques naturais).

Parte das 31 unidades de conservação naturais (entre parques e reservas) instaladas no Estado são ponto de partida para grande parte desses turistas. Em 2017 eles receberam mais de um milhão de visitantes, perfazendo um acréscimo de 24,23% na comparação com o ano anterior. No fim de 2016 o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Setur-MG estabeleceram um plano de ação conjunto que propôs a divulgação dos parques abertos à visitação pública e o estabelecimento de um diálogo constante entre as duas instâncias.

“Os parques oferecem as condições de segurança ideais para esse tipo de atividade. Eles são as joias do nosso ecoturismo, mas nem sempre eles são olhados com o devido carinho.

Minas Gerais tem a sorte de ter três biomas: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. É uma grande riqueza que pode ser melhor explorada pelo turismo e, assim, preservada”, pontua.

Entre os clientes da operadora, 80% são mulheres acostumadas a viajar para diferentes destinos e em diferentes modalidades de turismo. Muitas dessas pessoas viaja sozinha e tem no turismo uma oportunidade de socialização. Muitos viajantes já chegam à operadora com o destino escolhido, porém não são raros os que buscam uma sugestão.

“O ecoturismo tem um custo maior e é, normalmente, realizado por pessoas que buscam a experiência e não apenas o consumo. São pessoas que tem autonomia inclusive financeira. Muita gente é sozinha e tem nos grupos montados para a viagem a oportunidade de fazer novos amigos. É nosso papel oferecer bons e novos produtos sempre. A operadora precisa ter um papel proativo para conquistar esse público que está disposto a pagar um serviço profissional”, completa o empresário. (DM)