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Impressão 3D agiliza atendimento por dentistas

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Tecnologia de Impressão 3D já é ensinada em sala de aula aos estudantes de odontologia (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

As clínicas odontológicas contam com uma tecnologia especial que acelera o ritmo de atendimento ao paciente. É a manufatura aditiva, mais conhecida como Impressão 3D.
O professor de odontologia da Universidade de Brasília (UnB), Jorge Faber, já utiliza a técnica há quase 20 anos, que faz parte de uma nova era tecnológica, que a cada dia tem avançado para o desenvolvimento da indústria. Por ser uma tecnologia presente no cotidiano dos cirurgiões-dentistas, os estudantes aprendem já em sala de aula.

O especialista explica que os processos de produção 3D são úteis para imprimir moldes, fazer restaurações dentárias que melhoram a estética do sorriso, ou até mesmo consertar um dente fraturado. Além disso, são impressas guias que ajudam em cirurgias de deformidades faciais.

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“A qualidade de muitos dos utensílios ou muitas das restaurações e procedimento cirúrgicos que nós utilizamos na odontologia tornou-se melhor, porque hoje temos a tecnologia 3D”, explica Faber, que reforça que essa tecnologia deixou os processos muito mais rápidos e seguros nas clínicas.

A Impressão 3D é uma tecnologia que permite a conversão de um projeto que foi desenvolvido em um computador em um objeto real. No caso de uma impressora comum, é necessário colocar tinta para que ela imprima no papel. A impressora 3D precisa de materiais “camada-camada”, então, são adicionados plásticos ou metais para que o objeto seja fabricado, por isso, é chamada manufatura aditiva.

Esse trabalho é semelhante ao feito na ferramentaria, que é a técnica de produção de ferramentas e peças. Por exemplo: se na ferramentaria, para produzir um objeto, era necessário fabricar 20 peças, uma por uma, com a Impressão 3D é possível imprimir uma única peça.

De acordo com o especialista em inovação Marcos Raymundo Loest, o objeto impresso reduz em 20% o peso da peça original. Além de também reduzir em 20% o custo da fabricação.

“Hoje, eu consigo, além de fazer protótipos conceituais, fazer peças usando basicamente os mesmos materiais da construção normal do equipamento. Consigo pegar essa peça impressa em 3D e colocar para funcionar”, afirma Loest.

Além da utilidade nas clínicas odontológicas, mais de duas mil peças de Boeing e Airbus são fabricadas por meio da manufatura aditiva. É possível ainda construir ventiladores, peças de motor, bonecos e brinquedos.

Novas tecnologias – Essa era tecnológica que tem apresentado novas tecnologias às empresas é a Indústria 4.0, considerada a quarta revolução industrial. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou o estudo “Indústria 4.0 e Digitalização da Economia”, que faz parte das propostas que foram entregues aos presidenciáveis neste ano.

O estudo mostra que a Indústria 4.0 faz alusão a uma quarta revolução industrial, e que a inserção de novas tecnologias na indústria é necessária para o avanço, para a produtividade e competitividade das empresas brasileiras.

“As tecnologias digitais têm o potencial de contribuir para a solução de grandes problemas nacionais. Então, se a gente pensar em atendimento à saúde, de eficiência energética e mobilidade urbana. Tudo isso pode ser melhorado. A prestação de serviço para a sociedade pode ser melhorada por meio de tecnologias digitais”, explica João Emílio, gerente executivo de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Qualificação e preparo – Com a necessidade de preparar as empresas e inseri-las no contexto da Indústria 4.0, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), passou a oferecer consultorias por meio do programa Brasil Mais Produtivo (B+P). O programa já atendeu três mil empresas em todas as regiões do País.

Dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) mostram que as empresas que participaram do programa, em 2017, alcançaram aumento de 52% de produtividade nas linhas de produção. O objetivo, nesta nova etapa, é atender 600 empresas, entre 2018 e 2019.

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