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Pão Nosso pode ser alternativa mais saudável no café da manhã

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Pão Nosso foi desenvolvido para atender à demanda crescente de consumidores por produtos mais saudáveis - Divulgação

Em breve, deve chegar às padarias de todo o Brasil uma alternativa mais saudável para o café da manhã. Ao lado do tradicional pãozinho francês, estará o “Pão Nosso”, lançado durante a 31ª edição do Congresso Brasileiro da Indústria de Panificação e Confeitaria (Congrepan), com fórmula desenvolvida pelo Senai-MG, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip).

A novidade vem para atender à demanda crescente de pessoas que buscam consumir produtos mais saudáveis em seu dia a dia. Nesse caso, a inserção do novo produto no mercado a um preço semelhante ao do pão francês vai facilitar o acesso a todas as camadas sociais.

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“Em sua composição, 25% são de farinha integral e permite algumas variações de castanhas. Com isso, estamos atendendo a um apelo do mercado para suprir a demanda de quem procura pães com essa percepção de mais saudabilidade”, explica o presidente da Abip e anfitrião do Congrepan, realizado em setembro, em Florianópolis, José Batista de Oliveira.

Ele também conta que o produto permite uma regeneração maior. Depois de até 30 horas assado, é possível recolocá-lo por alguns minutos no forno e recuperar sua crocância.
A supervisora técnica do Senai-MG Liliane Ribeiro completa: “É um pão que apresenta mais valor nutricional, porque tem adição de gergelim, sementes de girassol, maior teor de fibras e massa madre, de digestão mais longa”.

Segundo ela, a precificação fica a cargo das padarias, mas o valor não deve ultrapassar muito o do já conhecido pãozinho francês. Para se ter uma ideia, a produção de um quilo do Pão Nosso tem o custo de R$ 4,48. Além disso, ele foi desenvolvido em uma gramatura maior do que a do pão francês. Enquanto este tem 50g, o novo produto tem 80g, porque foi pensado para ser um pão de sanduíche, já que permite variadas combinações e vai muito bem nessa função.

No entanto, mesmo o tamanho do produto pode variar, já que a receita desenvolvida pelo Senai-MG e pela Abip foi distribuída às padarias e empresários do setor durante o congresso, e permite mudanças e variações de castanhas e sementes. Os estabelecimentos mais “gourmets” já contam com opções de pães com fibras, integrais e com ingredientes naturais, mas o lançamento do Pão Nosso instaura um padrão para essa produção, visando popularizar o consumo.

“É uma receita aberta que foi distribuída aos empresários da panificação durante o evento. As próprias padarias produzirão o Pão Nosso e podem criar variações em cima da fórmula”, explica José Batista. Segundo ele, o novo pãozinho deve custar cerca de 10% a mais que um pãozinho francês, mas mesmo essa variação é dissolvida quando se compara o tamanho dos dois produtos.

Panificação – O mercado de panificação movimentou no Brasil, só no ano passado, R$ 90 bilhões. Para este ano, a projeção de crescimento foi diminuída, devido à crise e à greve dos caminhoneiros. Com expectativa inicial de crescer entre 3,5% a 4,5%, a meta de 2018 passou para 2% a 2,5%. Contudo, a atenção às tendências do setor, que são justamente os pães de fermentação natural, como a massa madre, presente no Pão Nosso, promete alavancar o mercado em 2019.

De todo modo, as padarias e o pãozinho estão presentes na vida e na mesa dos brasileiros desde os primórdios da panificação. Dificilmente o setor passará por quedas bruscas ou enxugamento. O que pode mudar é o comportamento de consumo, como é o caso de cada vez mais pessoas estarem aderindo à alimentação saudável. Mas, com a adaptação natural dos empresários desse mercado às demandas contemporâneas, a tendência é de crescimento inclusive de opções para o consumidor.

O Brasil conta com 70 mil padarias, a maior parte delas de pequeno e médio portes. Só em Minas, são cerca de 6 mil unidades. O setor de panificação e confeitaria é responsável pelo emprego de quase 2 milhões de brasileiros.

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