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Pedro Vidigal é o novo presidente da Anbiotec

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Uma das principais lideranças do setor de biotecnologia em Minas Gerais, o médico e professor Pedro Vidigal, é o novo presidente da Associação Nacional de Empresas de Biotecnologia (Anbiotec). Eleito no início do mês, Vidigal acumula experiência nos dois principais espaços que compõem a cadeia do segmento: a universidade e a indústria. Não por acaso a necessidade de aproximação desses dois polos, assim como uma maior interlocução com os órgãos de regulação são os principais “calos do mercado” que o novo presidente pretende tratar.

O médico relata que optou por uma trajetória um tanto peculiar para sua carreira. A escolha da especialização em medicina laboratorial acabou o aproximando da tecnologia e abriu portas para a sua atuação no segmento de biotecnologia. Vidigal trabalhou como gerente de pesquisa e desenvolvimento em uma grande empresa do segmento, passou pela incubadora e pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi diretor da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e, recentemente, assumiu o cargo de CEO do BiotechTown, primeiro centro de desenvolvimento de negócios em biotecnologia e ciências da vida no Brasil, localizado em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

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Ele acredita que interlocução entre as empresas de biotecnologia e os órgãos de regulação é uma das principais demandas do setor. Segundo ele, a indústria brasileira sofre com processos longos e burocráticos para liberação de produtos, o que resulta em atraso de melhorias e avanços para a sociedade, perda de competitividade e prejuízo econômico para o País. “Um produto que sai da universidade, como, por exemplo, um teste diagnóstico, leva até um ano para ser registrado na Anvisa. Enquanto que equipamentos médicos precisam ser certificados pelo Inmetro para receber registro da Anvisa, o que às vezes demora dois ou três anos”, exemplifica.

Vidigal reforça a importância de uma boa regulação do setor, mas acredita que, ao aproximar esses órgãos de fiscalização da indústria, os processos podem ser desburocratizados, trazendo ganhos para todos, inclusive para os consumidores que hoje ficam reféns de produtos importados. “Queremos resolver o problema da burocracia sem perder a segurança da regulação. Acredito que estar perto de órgãos como Anvisa, Mapa e Ibama pode ajudar: de repente alguns processos podem ser melhor esclarecidos, pode-se viabilizar algum auxílio no preenchimento de documentos e um prazo muito longo pode ser revisto”, argumenta.

Outro problema que o presidente pretende ajudar a resolver é o distanciamento entre centros de pesquisa e a indústria. Ele destaca que, apesar de o País ser destaque no mundo em produção científica, todo esse conhecimento ainda fica muito restrito à academia. “O Brasil tem um número alto de mestres e doutores, mas 70% deles estão na academia e 30% nas empresas. O resultado disso são poucos pedidos de patentes registrados. Cerca de 80% das patentes depositadas do INPI são de não residentes, ou seja, empresas que não são brasileiras e querem proteger seu produto no Brasil. Produzimos muito conhecimento, mas isso não se transforma em produto”, frisa.

Ações pontuais – Entre as ações pontuais que Vidigal pretende liderar na presidência da Anbiotec está a consolidação da atuação nacional da associação. A instituição nasceu em 2010 no Estado e teve uma atuação regional até 2016, quando foi transformada em uma entidade representativa de âmbito nacional. O presidente espera realizar parcerias com diversas outras associações espalhadas pelo Brasil e que representam nichos da biotecnologia, assim como angariar novos associados de diferentes estados. Atualmente, a Anbiotec conta com 60 associados.

Outra ação que deve ser iniciada na gestão de Vidigal é a compilação de dados do setor. Segundo ele, o segmento tem dados fragmentados por nichos, como saúde humana, saúde animal, agronegócio etc. A expectativa é tornar a Anbiotec uma referência de associação representativa de todas essas áreas de atuação, o que trará mais organização e força para o setor de biotecnologia. O presidente também pretende criar um comitê específico para startups a fim de apoiar a geração de novas empresas no segmento.

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