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Mudanças são importantes para o resgate da eficiência

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Uma reforma administrativa tanto em Minas Gerais quanto em nível federal será importante para, aos poucos, resgatar a eficiência do Estado brasileiro. Isso foi o que defendeu o presidente do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (Ciemg), Fábio Sacioto, durante live realizada na sexta-feira (11) pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO. O conteúdo teve como tema “Reforma administrativa e a necessidade de modernização da máquina pública”.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 foi enviada no início do mês de setembro ao Congresso Nacional. O texto prevê uma série de mudanças para os futuros servidores, como as relacionadas ao ingresso no serviço público e aquelas ligadas ao regime de estabilidade.

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Na opinião de Sacioto, transformações, diante do quadro que se tem atualmente, são mesmo necessárias. Ele pontuou, por exemplo, que existe atualmente um funcionalismo inchado, o que, consequentemente, resulta em aumento de custos. Nesse cenário, ele destacou a importância de uma boa gestão de recursos para que bons investimentos sejam feitos em diversas áreas.

“Sem dúvida, necessidade de investimento nós temos em todas as áreas: educação, saúde, infraestrutura. Então, acho que tudo o que nós conseguirmos economizar na gestão pública, sem dúvida, vai ser revertido para o cidadão, em melhor qualidade de serviço, maior qualidade de vias, de saúde, inclusive de redução de preço”, disse ele.

Sacioto ressaltou que quando uma empresa custa menos para produzir, ela vai vender mais barato, para vender uma quantidade maior. “É um círculo virtuoso com o qual nós precisamos estar todos engajados”, afirmou.

Jornalista Ana Carolina Dias e o presidente do Ciemg, Fábio Sacioto, em live para discutir as reformas estruturais no País

Tributação – Durante a live, o presidente do Ciemg também destacou como o inchaço da máquina pública pode refletir na tributação para o setor produtivo.

“Poucos têm conhecimento do quanto se paga de imposto. Para se ter uma ideia, quando nós compramos um automóvel, há mais de 50% de imposto, ou seja, o veículo custa menos que a metade como custo de produção. Nesse custo de produção já está incluso o próprio lucro, a margem do fabricante”, destacou.

Além disso, disse ele, se tem também 18% de Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS), 9,25% de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), de 10% a 15% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e mais impostos diretos na hora da compra, além de outros na cadeia.

“Quando a gente busca uma eficiência administrativa pública, isso é um dos pilares para a gente começar a reduzir esses impostos hoje, que são realmente assustadores em relação a outros países. Por exemplo, nos Estados Unidos, você vai comprar um carro, é 9% de imposto”, destacou.

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