As pessoas estão despertando para outros valores, diz Pedroza - Crédito: Daniel Magalhães

Fazer o certo. Essa é a responsabilidade das empresas que estão em sintonia com o mercado em uma era de grandes transformações para promover o bem-estar social, a ética e o crescimento sustentável aliados à expansão dos negócios e ao aumento da receita.

O presidente do grupo Verde Ghaia, Deivison Pedroza, destaca que os empresários precisam estar conectados com o tempo em que vivem e que as estratégias de compliance demandam uma mudança de comportamento e de mentalidade dentro das empresas.

“É preciso ter uma visão cada vez maior de inovação e de integração diferenciada com as pessoas e colaboradores. É um tempo que talvez nenhum empresário estivesse preparado para viver”, afirma.

Para ele, compliance em sustentabilidade é um caminho sem volta que pode ajudar as empresas a saírem de uma fase com foco apenas na produção e concentrar esforços na qualidade, na segurança, no meio ambiente e na responsabilidade social.

“As pessoas estão despertando para outros valores e as empresas têm que estar mais em sintonia com o que o consumidor demanda. Essa onda de compliance para sustentabilidade e de fazer certo é uma consequência natural do processo evolutivo que vivemos”, pontua Pedroza.

Pacto de Integridade – Em um ano marcado pela tragédia causada pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, que evidenciou a necessidade de um controle mais eficiente dos processos corporativos, o Compliance em Sustentabilidade voltou a ficar em evidência. Neste cenário, empresários de todo Brasil se uniram por meio do Pacto de Integridade e Compliance em Sustentabilidade.

A iniciativa tem apoio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do governo federal, e da Revista Voto e foi desenvolvida para definir diretrizes e promover o engajamento das instituições na promoção da ética e do crescimento sustentável por meio de lideranças corporativas inovadoras e comprometidas com a integridade.

Pedroza ressalta que a ambição do pacto é expressar a vontade que essas organizações têm em relação ao futuro do planeta.

“O documento é composto por nove pontos que vão desde a conformidade legal até uma fase de auditoria, em formato de autogestão. Dessa maneira, as empresas não precisam esperar fiscalização externa e devem ter a iniciativa de fazer o certo porque é o que tem que ser feito”, disse.

O objetivo é que, por meio da assinatura voluntária do documento de intenção, as empresas formalizem o compromisso em adotar obrigações com os princípios básicos de transparência, equidade, prestação de contas, responsabilidade corporativa e deliberação ética, confirmando o cumprimento das normas, controles internos e externos, políticas e diretrizes.

“Temos um arcabouço imenso de leis a serem cumpridas que norteiam as nossas vidas do ponto de vista da qualidade, da saúde e segurança, do meio ambiente, da responsabilidade social e que são condições indispensáveis para a nossa sobrevivência”, confirma Pedroza.

Após a coleta de assinaturas para o Pacto de Integridade e Compliance em Sustentabilidade, que foi lançado no último dia 27 de junho durante a cerimônia do 4° Prêmio Compliance Brasil, a iniciativa será apresentada ao governo federal ainda este ano.