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Especial: diálogos DC
BH tem, por exemplo, um jardim botânico importante na educação ambiental e zelo pela preservação - Crédito: Divulgação

As alterações do clima alcançam pessoas e países. São os mais “pobres”, porém, os atingidos de forma mais perversa. Elas têm um impacto significativo nos padrões climáticos, nas precipitações e no ciclo hidrológico, afetando a disponibilidade de água superficial, assim como a umidade do solo e reposição de água subterrânea. Um recente estudo, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), afirma que a mudança climática está acontecendo devido ao crescimento global da escassez de água (20%) e ao crescimento populacional e desenvolvimento econômico (80%).

Diante desse quadro, no Dia Mundial do Meio Ambiente, o Diálogos DC, ação que faz parte do Movimento Minas 2032, iniciativa do DIÁRIO DO COMÉRCIO para mobilizar o Estado em torno dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015, propõe uma discussão sobre Qualidade Ambiental.

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Para esse especial temos como premissa os ODS 6: Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todas e todos; 13: Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos; 14: Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável; e 15: Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

Entidades de classes, organizações não governamentais, diversas instâncias do poder público, empresas e sociedade em geral foram convidadas a participar, pontuando a gravidade da situação e apontando caminhos e iniciativas que já alcançam sucesso dentro do seu raio de ação.

A complexidade do tema exige conscientização pública e treinamento para que a comunidade mundial seja capaz de melhor compreender, mitigar e se adaptar à mudança climática. O problema é global, porém, exige ações locais para a solução. São os governos, empresas e as pessoas que vivem na cidade os atores principais na tomada de decisão e execução de medidas e projetos que busquem mitigar e solucionar problemas que levam à degradação ambiental.

Para o secretário-executivo do Governos Locais pela Sustentabilidade (do inglês Local Governments for Sustainability – Iclei) para a América Latina, Rodrigo Perpétuo, o Brasil tem um papel fundamental na consolidação de uma mentalidade sustentável global. Belo Horizonte é um bom exemplo nesse sentido, com uma política pública que dialoga com documentos e acordos internacionais.

Perpétuo: alinhamento é fundamental – Crédito: Gil Leonardi

“No Brasil, Belo Horizonte talvez seja a cidade mais preparada para ser uma referência internacional na gestão urbana sustentável. A cidade tem um plano de mobilidade sustentável, instrumentos de gestão dos parques urbanos com corpo técnico de qualidade, um jardim botânico importante na educação ambiental e zelo pela preservação, plano diretor sobre essas bases internacionais, entre outras ferramentas. Isso é muito importante. É claro que existem falhas e a execução ainda está começando, mas esse é um passo muito grande na direção de uma relação mais responsável da cidade com a natureza”, explica Perpétuo.

Para ele, o Dia do Meio Ambiente – comemorado hoje (5) -, é um marco para lembrar à sociedade da importância de transitarmos de um movimento de desenvolvimento que preconizava a exploração do meio ambiente para um modelo preconize o respeito, ditando um padrão responsável de consumo, compras públicas e produção. Para isso, um alinhamento das políticas públicas é fundamental. A mudança de orientação da política federal praticada nas últimas décadas é vista como um problema grave.

“Temos um processo que não é só na área ambiental. O governo se contradiz e ainda não sabemos qual o projeto de país ele tem. Isso, no caso do meio ambiente, é ainda mais problemático. Essa é uma questão que precisa de assertividade. O que observamos, quando oito ex-ministros de diversas correntes se juntam para formar um movimento de observação é quase um clamor para que a sociedade mantenha uma vigília sobre as ações. O Iclei não pode se furtar a esse debate, sempre buscando o melhor diálogo e atento a possíveis retrocessos”, pontua o secretário-executivo do Governos Locais pela Sustentabilidade para a América Latina.

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