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Especial: diálogos DC

Mineração responsável é grande aposta do setor

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Crédito: Divulgação

É impossível pensar em qualidade ambiental em Minas Gerais sem falar da atividade que, se já não é a principal em termos econômicos, é aquela que mais fundo fala à alma dos mineiros. Os mais de 21 milhões de habitantes e outros tantos que migraram, carregam a atividade no próprio nome: a mineração. Em 2017, a mineração representou 4% do PIB brasileiro, registrando superávit de US$ 23,4 bilhões e crescendo 30% no ano. São 200 mil empregos somente na indústria extrativa, sem contar a transformação mineral.

Em Minas Gerais são produzidos minério de ferro, bauxita, fosfato, manganês, alumínio, potássio, zinco, ouro e outros. A principal concentração está nos minerais metálicos, evidenciando o protagonismo do Estado no cenário nacional na extração de minério de ferro (66%), zinco (100%), ouro (45%). Nos não metálicos, lidera nacionalmente em fosfatos (57%) e calcário (27%), segundo o Panorama da Mineração em Minas Gerais, documento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase).

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De acordo com o diretor-secretário do Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), Cristiano Parreira, de maneira geral, o setor trabalha tendo como premissa os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), preconizados pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os crimes ambientais cometidos pela mineradora Vale com o rompimento de barragens de rejeitos nas cidades de Mariana – na região Central -, em 2015, e Brumadinho – na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) -, em 2019, além de várias ameaças de igual tragédia ambiental e humana em cidades como Nova Lima e Itabirito (RMBH), Congonhas, Ouro Preto e Barão de Cocais (região Central), entre outras, fez com que não apenas os mineiros e brasileiros voltassem os olhos para a segurança da atividade minerária, como toda a comunidade internacional também o fizesse.

“A mineração é uma atividade bastante regulada e podemos dizer que ele está na vanguarda com o relacionamento com a comunidade, com os órgãos ambientais na medida em que precisa demonstrar o atendimento a uma série de programas que é condicionada. Esses acontecimentos nos fazem refletir. Apesar de toda a tecnologia, a gente tem muito a desenvolver e evoluir. O setor acredita que é possível a continuidade de uma mineração responsável”, explica Parreira.

Inovação – O esforço para que isso efetivamente aconteça aparece em frentes como a criação de Mining Hub. O empreendimento deve acelerar 42 startups e investir cerca de R$ 6 milhões até o fim deste ano. Startups, mineradoras, fornecedores do setor e pesquisadores trabalham juntos para levar inovação e aumentar a competitividade do setor. O hub da Mineração é um ambiente de inovação aberta que já conta com 21 mineradoras, entre as maiores do País, além de fornecedores do setor.

O Mining Hub conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Segundo o gerente de Gestão da mineradora Ferrous e membro do Mining Hub, Gustavo Henrique Roque, o hub começou a ser desenhado antes dos acontecimentos de Brumadinho já preocupado com a questão ambiental. As áreas de atuação são: Segurança; Gestão da Água; Fontes de Energia Alternativa; Eficiência Operacional; e Gestão de Resíduos. Atualmente, são 11 startups trabalhando e as inscrições para o novo ciclo já estão abertas.

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“Das nossas cinco temáticas, quatro são bem focadas no meio ambiente. Nesse tempo, já conseguimos desenvolver algumas soluções muito interessantes, que estão em fase de validação. Nesse novo ciclo que vamos abrir é bem possível que o volume de propostas voltadas para essa questão seja maior e mais bem estruturadas. Nosso objetivo é que essas soluções possam ser compartilhadas. Além disso, todas elas têm obrigações e ações que vão além do que é exigido pela legislação”, afirma Roque.

Para o gerente de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Wagner Costa, toda a indústria teve uma evolução muito positiva no sentido da adequação ambiental. A própria Federação promove o programa Minas Sustentável, que orienta e visita as empresas nesse sentido.

“Hoje, a indústria evolui na economia circular, modificando o design dos produtos para que eles possam ser reutilizados e reprocessados depois do uso. Acredito que todo erro traz impacto, então o que buscamos são soluções de decisões mais assertivas. Toda perda ambiental é também uma perda econômica. Isso vale também para a mineração. Uma mineradora hoje é muito diferente de 20 anos atrás. Existe muita tecnologia incorporada. A busca é por uma exploração adequada”, pontua Costa.

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