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ENGENHARIA HOJE | Labbio, da UFMG, terá R$ 1,4 milhão para projeto de mão biônica

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Prótese biônica desenvolvida pelo Labbio, da UFMG, permite que paciente faça movimentos mais refinados, como segurar um objeto | Crédito: Motorita/Divulgação

Escovar os dentes, pegar um objeto, abrir uma garrafa, abrir uma porta. Estas são algumas das atividades rotineiramente executadas pelas mãos de qualquer pessoa ao longo do dia. Sendo as mãos tão importantes, sua ausência, ou mesmo de uma delas – causada por acidente ou doença congênita – dificulta, em muito, o dia a dia das pessoas com este tipo de deficiência.

Para suprir essa lacuna, o Laboratório de Bioengenharia (Labbio), da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi selecionado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública do governo federal, para desenvolver o projeto de uma mão biônica, cujos movimentos deverão ser acionados, inicialmente, por comando de voz.

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Do projeto participam engenheiros mecânicos, engenheiros eletricistas, engenheiros de controle e automação e profissionais da fisioterapia e da terapia ocupacional da UFMG. O projeto envolve recursos de R$ 1,3 milhão da Finep e R$ 100 mil de duas empresas privadas (42W e Counturline), que participam como possíveis licenciadas para a produção da prótese biônica de mão em escala comercial quando seu desenvolvimento tiver sido concluído, em cerca de três anos. O teste dos protótipos em pacientes deverá começar em um ano e meio, segundo o engenheiro mecânico Claysson Bruno Santos Vimieiro, um dos coordenadores do Labbio e também do projeto da mão biônica.

Ele explica que a prótese a ser desenvolvida terá diferenciais importantes em relação às já existentes no mercado. Um deles é, do ponto de vista funcional, o movimento do punho, que as alternativas consideradas de ponta no mundo ainda não oferecem. Outro diferencial será o seu baixo custo. Enquanto as próteses de ponta custam cerca de 70 mil euros (algo em torno de R$ 450 mil), a do Labbio tem seu custo estimado por Claysson Vimieiro em cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil o modelo topo de linha.

Remoto Um terceiro diferencial será, segundo Claysson Vimieiro, a possibilidade de acompanhamento remoto de seu uso pelo fisioterapeuta responsável pela recuperação do paciente, cuja análise da evolução do tratamento deixa de ocorrer apenas durante o tempo de duração da consulta. Para agilizar a adaptação do paciente ao equipamento e, com isso, potencializar seus benefícios, a mão biônica do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG também utilizará a inteligência artificial (learning machine). Por meio dela, o equipamento irá interagir com o paciente, aprimorando seu funcionamento.

A prótese será um equipamento mecânico-eletrônico e se destinará a pessoas que perderam os dedos e parte da palma da mão. Com ela, Claysson Vimieiro espera que se consiga superar o principal fator que dificulta o sucesso das próteses de mão tradicionais, que é a impossibilidade de o paciente recuperar o movimento dos dedos, que deverão, no modelo inicial, ser acionados por comando de voz.

“Vamos lançar um sistema mecânico e eletrônico que vai garantir essa precisão do movimento, seja quando for preciso fornecer força ou quando for preciso fornecer precisão para poder manipular objetos”, destacou o coordenador do projeto.

Segundo ele, em um segundo momento, esse acionamento poderá se dar por eletromiografia, sistema em que o equipamento é programado para ser acionado a partir da contração de determinado músculo; e, por fim, no modelo mais avançado, a mão biônica poderá entrar em ação por meio da emissão de ondas cerebrais, tal como na lendária série americana de TV “O homem de seis milhões de dólares”, que popularizou o uso da palavra “biônico” para designar os equipamentos médicos que funcionam acoplados ao corpo humano.

No caso da série, bastava o “homem biônico”, como era conhecido o personagem principal, pensar no que iria fazer, que os equipamentos colocados em seu corpo começavam a funcionar. No caso da mão biônica do Labbio, para que isso ocorra, será preciso, como explica Claysson Vimieiro, que o usuário utilize um capacete especial.

Labbio – O Laboratório de Bioengenharia é uma unidade do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia da UFMG. A unidade foi fundada em 1996 pelo engenheiro mecânico Marco Pinotti, que faleceu em 2016. Hoje, a coordenação do Labbio está a cargo do também engenheiro mecânico Rudolf Huebner.

O Labbio desenvolve projetos nas áreas de engenharia cardiovascular, biofotônica (estudo de células, tecidos e partículas com o uso de luz, como lasers e detectores de fluorescência), tecnologia assistiva (desenvolvimento de próteses e órteses), biomimética (ciência que estuda as estruturas biológicas e suas funções), medicina regenerativa e biomecânica. (Conteúdo produzido pela SME)

Bravo terá nacionalização elevada

Detalhes do projeto de implantação de uma fábrica de veículos elétricos da Bravo Motors Company na Região Metropolitana de Belo Horizonte foram revelados pelo CEO da montadora, Eduardo Javier Muñoz, durante live produzida pela Sociedade Mineira de Engenheiros (SME). Ele revelou que, em um primeiro momento, a intenção é produzir veículos para taxis e vans e que os automóveis terão um índice de nacionalização de pelo menos 65% a 70% em relação a baterias e motores, que serão fabricadas localmente.

“Nossa integração local vai ser bem elevada”, afirmou Eduardo Muñoz. Para isso, a empresa deverá dar início, no segundo semestre, a um programa para o desenvolvimento de fornecedores locais, em parceria com a Federação das Indústrias no Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Ainda não está definido onde a empresa irá operar. Eduardo Muñoz informou que são três as alternativas em estudo. A definição deverá acontecer até o final de maio ou início de junho, quando terá início o licenciamento ambiental do empreendimento, processo que ele espera possa ocorrer de forma mais ágil graças ao apoio que o governo de Minas está dando ao empreendimento. Sua previsão é de que a produção dos veículos e baterias comece no segundo semestre de 2023. O acordo firmado com o governo do Estado prevê a produção estimada de 22.790 unidades de veículos e 43.750 de unidades de baterias para 2024.

Junto com a fábrica, virão outras empresas que são parceiras da Bravo na Califórnia. Uma das novidades será a captação e destinação de recursos no formato de blockchaim, no qual o dinheiro que entrar, seja na forma de investimento ou pagamento pelo uso compartilhado dos veículos, irá remunerar, de forma automática, todos os participantes da cadeia produtiva.

Disruptivo Para o vice-presidente da SME, Flávio Fontes, trata-se de um projeto disruptivo e de vanguarda tecnológica para Minas Gerais e para o Brasil, pois envolve as diversas disciplinas da engenharia em sintonia com a modernidade. Para ele, a Bravo criou um modelo de negócios sintonizado com o que há de mais moderno em inovação no mundo, como os projetos de descarbonização das cidades, além dos veículos compartilhados e conectados a um sistema de transporte integrado. “É muito mais do que apenas uma montadora de automóveis”, destacou Flávio Fontes.

Para Ronaldo Alexandre Barquette, diretor de Atração de Investimentos da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi), o projeto da Bravo é estratégico para o Estado porque atrai empregos de qualidade, diversifica a cadeia de produção e agrega valor à produção de automóveis. “O projeto traz um pacote de vários ingredientes que vão muito além da cadeia automotiva”, destacou Ronaldo Barquette.

ANOTE

Mineirinho – Está aberta a consulta pública para o projeto de concessão do uso do ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte. O prazo para a participação dos interessados será de 30 dias, terminando em 20 de maio. As contribuições deverão ser encaminhadas para concessaomineirinho@infraestrutura.mg.gov.br. Para mais informações acesse o link.

Inovação – Estão abertas, até 9 de maio, as inscrições para 8° ciclo do Treinamento Academia-Indústria (AIT). Promovido pela Secretaria de Estado de Educação, Pesquisa e Inovação (Seri) da Confederação Suíça e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a iniciativa visa auxiliar pesquisadores-empreendedores da Suíça e do Brasil no desenvolvimento de projetos para o mercado e a indústria, de forma a apoiar a transformação de pesquisas aplicadas em startups de alto potencial. Serão escolhidos até dez projetos/startups brasileiros para participar de dois “camps”, um no Brasil e outro na Suíça.

Licitações – A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) defende a derrubada do veto ao artigo da nova Lei de Licitações (Lei 14.133/21) pelo Congresso Nacional que permitia a contratação de obras de engenharia por técnica e preço, não apenas pelo menor preço. “Chega de obras atrasadas e de projetos incompletos”, afirma o presidente da Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Cbic, Carlos Eduardo Lima Jorge. Na avaliação da Cbic, o veto impediu que o julgamento das licitações se dê com a valorização da qualidade técnica, privilegiando apenas o menor preço. Para ele, o interesse público estará resguardado na medida em que as obras tenham bons projetos e sejam executadas nos prazos e na qualidade exigidas.

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