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ENGENHARIA HOJE | Paolinelli defende a ciência e a tecnologia em favor da agricultura

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Crédito: Anater/Divulgação

Para a maior parte das pessoas, a engenharia é a profissão cuja especialidade é a construção de prédios, estradas, equipamentos pesados. Mas não é só isso. A engenharia está presente não só nas cidades, mas também no campo, na produção de alimentos.

A área da engenharia que cuida disso é a engenharia agronômica. Mineiro de Bambuí, Alysson Paolinelli é uma das autoridades da engenharia agronômica mais reconhecidas do País. E também fora dele.

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Paolinelli formou-se em engenharia agronômica pela Escola Superior de Agronomia de Lavras (Esal), atual Universidade Federal de Lavras (Ufla) e especializou-se nos estudos sobre o potencial agrícola da região do Cerrado. No final da década de 60, fundou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), considerada hoje, em todo o mundo, como referência no setor.

Em 1971, Paolinelli assumiu a secretaria de Agricultura de Minas e criou incentivos e inovações tecnológicas que tornaram o Estado o maior produtor de café do Brasil. Foi ministro da Agricultura no governo de Ernesto Geisel (1974 a 1979). Nessa época, modernizou a Embrapa e promoveu a ocupação econômica do Cerrado. Depois, elegeu-se deputado federal por Minas em 1986, fazendo parte da Assembleia Nacional Constituinte, em 1987 e 1988.

Paolinelli sempre foi incentivador da ciência e da tecnologia na agricultura. Como ministro, implantou um programa de bolsas de estudos para estudantes brasileiros nos maiores centros de pesquisa em agricultura do mundo e cuidou da reestruturação do crédito agrícola e do equacionamento da ocupação do bioma amazônico. Após deixar o ministério, foi presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Em 2006, ganhou o prêmio World Food Prize, que seria o equivalente ao Nobel da alimentação e, até hoje, é o representante brasileiro na instituição. O prêmio é dado a pessoas que colaboraram para melhorar a qualidade, quantidade ou disponibilidade de alimentos no mundo. Atualmente, Alysson Paolinelli é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e diretor da Verde AgriTech desde 2014. Em entrevista, ele fala sobre um dos principais produtos agrícolas mineiros de exportação: o café.

Café no Brasil – Segundo Paolinelli, o café entrou no Brasil pelo Pará e veio descendo até encontrar as montanhas de Minas. Depois, desceu para São Paulo e Paraná, onde teve seu tempo áureo. Nos dois últimos séculos, o café foi um produto de importância fundamental para a história do Brasil.

Na década de 1930, o café brasileiro correspondeu a 80% da produção mundial e também de nossa receita de exportações, tornando-se a grande riqueza do país, que era uma nação de agricultura extrativista praticada apenas com produtos como cacau, borracha, madeira tropical, às vezes açúcar, e alguns ciclos do algodão, mas sem capacidade competitiva fora do país. Com o café, o Brasil passou a ter um bom saldo comercial, recurso que o então presidente Getúlio Vargas utilizou para financiar o nascente desenvolvimento industrial brasileiro.

Em 1930, apenas 20% da população era urbana. A industrialização mudou essa realidade. Todos começaram a ir para as cidades para trabalhar nas novas indústrias e também no comércio. Quando Juscelino Kubitscheck terminou seu mandato, em 1961, o país era outro, com metade da população urbana e metade rural. Mas nossa agricultura, extrativa e familiar, continuava a mesma.

Paolinelli ressalta que aqueles foram momentos críticos em nossa história, pois o Brasil passou a importar leite, milho, trigo e muitos mais, tornando-se dependente dos alimentos de fora. O cenário piorou em 1973, com o advento da crise do petróleo. “Não tínhamos o que temos hoje. Éramos dependentes e nossa importação de petróleo naquele período era de 80%. E aí o dinheiro do café não conseguiu mais cobrir o déficit brasileiro e aumentar a produção não ajudaria, pois só iria diminuir o preço dele no mercado. O Brasil estava prestes a quebrar”, afirmou Paolinelli.

Ele conta que foi aí que o Brasil descobriu que não podia mais continuar com a agricultura extrativista e de subsistência, sem tecnologia e inovação e começou a desenvolver a agricultura tropical, logo no início da década de 70. Foi quando o governo tomou uma posição firme e decidiu convocar a competência nacional para ajudar na modernização da agricultura brasileira. Profissionais brasileiros foram enviados aos melhores centros de tecnologia agrícola do mundo, o que contribuiu para a modernização da Embrapa e, com isso, o desenvolvimento da agricultura brasileira. No caso do café, o Brasil passou a produzir um café com muito mais qualidade

Paolinelli lembra, com carinho, que o primeiro pé de café do Cerrado foi plantado em 1962, na cidade de Patrocínio, no Noroeste de Minas e hoje é um dos cafés mais certificados do mundo.

Erro – Para Paolinelli, o Brasil cometeu um grave erro por muitos anos, porque vendia o café como commodity, assim como os franceses vendiam seus vinhos. Mas, da mesma forma que os viticultores franceses – antes miseráveis, pois vendiam seus produtos em tonéis e recebiam quase nada por eles – aprenderam a se valorizar e hoje são milionários (ou bilionários), os cafeicultores também poderiam conseguir.

Eles descobriram que o vinho é uma bebida fina, que precisa ser trabalhada, pesquisada, e hoje ganham muito dinheiro por conta de sua valorização. O café, de acordo com Alysson Paolinelli, também pode alcançar este patamar. Basta, segundo ele, ter mais senso de empreendedorismo, pois os cafés gourmets estão crescendo e sua qualidade também. É preciso ampliar essa valorização em todo o País.

Para ele, o futuro do café é tão promissor que o Brasil precisa se preparar para isso, pois passou de uma produção de 20 sacos por hectare para cem sacos, sendo, ainda, um dois  maiores exportadores mundiais, respondendo por cerca de 20 a 23% da produção global.

Hoje, de acordo com Paolinelli, o café rende ao Brasil US$ 5 bilhões anuais, correspondentes a 5% do valor total de nossas exportações, sendo Minas responsável por 52% da produção nacional do produto. O Estado voltou a ser o maior produtor do País no início da década de 70, quando, em cinco anos, foram plantadas 975 milhões de covas de café, e mantém essa supremacia desde então. No entender de Paolinelli, o café sempre foi e continuará sendo um produto essencial em nosso mercado.

Biotech Town quer incentivar startups de biotecnologia

O BiotechTown abriu inscrições para a 3ª edição do Programa de Desenvolvimento de negócios. Startups de todo o país podem se aplicar para participar do programa de aceleração que tem como objetivo profissionalizar bionegócios e facilitar a entrada e expansão no mercado, fazendo com que soluções em saúde cheguem à sociedade.

Cada startup aprovada receberá uma série de incentivos como o aporte financeiro de R$150 mil para o desenvolvimento do negócio, investimento indireto de R$ 150 mil em consultoria e mentorias, até R$100 mil em horas de uso da infraestrutura laboratorial e de produção do BiotechTown, além do apoio no estabelecimento de conexões e networking.

Para participar, as startups devem possuir, preferencialmente, um produto ou tecnologia com prova de conceito laboratorial, comprovação científica ou MVP (mínimo produto viável), podendo ou não estar sendo comercializado. Estas soluções devem ser aplicadas à biotecnologia (produtos farmacêuticos, biomarcadores, insumos para diagnóstico, tecnologia celular), dispositivos (equipamentos médicos, tecnologias assistivas, testes e equipamentos para diagnóstico, sensores) ou em saúde digital (telemedicina, tecnologias com uso de analytics, big data, cloud, rastreabilidade e interoperabilidade de sistemas).

As inscrições vão até 30 de agosto e devem ser feitas em www.inscrevasuastartup.com.

Atenção às finanças em tempo de crise

Em tempos de crise, como a gerada pela Covid-19, é bom redobrar o cuidado com as finanças. Para isso, algumas dicas podem fazer a diferença. Elas serão dadas por Ricardo Vinícius Jordão na próxima Live SME.

Ricardo Jordão é graduado em ciências contábeis e pós-graduado em finanças, contabilidade e direito tributário. A live será no próximo dia 17, segunda-feira que vem, às 19h. Para participar, é preciso fazer a inscrição pelo Sympla.

 

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