COTAÇÃO DE 21/01/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,3631

VENDA: R$5,3641

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,3830

VENDA: R$5,5200

EURO

COMPRA: R$6,4584

VENDA: R$6,4613

OURO NY

U$1.869,59

OURO BM&F (g)

R$ 318,51 (g)

BOVESPA

-1,10

POUPANÇA

0,1159%%

OFERECIMENTO

Mercantil do Brasil - ADS

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Especial SME Negócios-destaque
Página Inicial » Especial SME » IDEIAS | Caminho inspirador para tempos modernos

IDEIAS | Caminho inspirador para tempos modernos

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Crédito: Manuel Marçal

PATRÍCIA BOSON*

Conforme informes da 22ª Reunião Ordinária da Câmara de Políticas de Energia e Mudanças Climáticas (CEM) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam), ocorrida no último dia 26 de outubro, foi apresentada proposta de reinstituição do Fórum Mineiro de Energia e Mudanças Climáticas (Femc), que praticamente se concentrou na sua composição, em acordo com a nova estrutura administrativa do governo, pois o Fórum foi originariamente instituído em 2005.

Passados 15 anos de sua instituição, e quase nenhuma atividade, muita coisa se alterou no tema. Muita coisa evoluiu para sermos específicos. Apenas para ficarmos em uma questão semântica, nem se fala mais em mudança climática, mas em emergência climática. Nessa evolução, a temática cada vez mais ganha espaço na agenda econômica e passa a ser tema estratégico para o desenvolvimento e competitividade nos principais países desenvolvidos do mundo.

De modo que os fóruns para a discussão de uma agenda focada na economia de baixo carbono continuam tendo como principal foco a matriz energética (ampla e não só a elétrica), mas não mais se restringe a ela, pois foi estendida para o fomento à bioeconomia (conversão dos serviços ambientais em fluxos monetários que possam gerar renda e emprego).

Falar de matriz energética é falar de independência e competitividade econômica. Falar de bioeconomia é falar de um novo modelo econômico que dê respostas para as crises financeiras permanentes, desigualdades extremas e pressão implacável sobre o meio ambiente. Enfim, um novo modelo econômico, no qual o Brasil se coloca como o único país com características biogeofísicas capazes de gerar riquezas de grandes proporções, com destaque para Minas, Estado de transição de vários biomas.

Nesse contexto, a composição dos colegiados assessores não pode se alicerçar no formato tradicional da política de gestão ambiental predominada pelo comando-controle (regulador/taxador/controlador versus regulador/empreendedor/controlado), geradora de nichos de discussão do nós versus eles, em uma busca insana e ultrapassada do equilíbrio tridimensional – social, econômico e ambiental.

São nichos dimensionais falsamente estabelecidos e que servem apenas de abrigo a posicionamentos ideológicos, sem nenhum suporte técnico. Aliás, suporte sempre negligenciado nesse cenário anacrônico. Assim como não pode partir do pressuposto da composição paritária (do quê?), mas de representações efetivamente capazes de pensar e executar o novo e estabelecer cenários ativos para uma efetiva economia de baixo carbono. Não tem nós, nem eles, o que tem é a capacidade intelectual e natural de engenhar soluções de ganhos para todos.

Há que se pensar ainda na agenda de adaptação, especialmente quando olhamos para o tema segurança hídrica. Catástrofes e emergências climáticas interrompem, aniquilam qualquer plano e projeto de desenvolvimento. Estar preparado, com respostas para mitigação dos efeitos adversos e criar resiliência também significa sobrevivência e competitividade.

Para retratar a nova forma de encarar e trabalhar o tema, nem é preciso citar a Holanda, que adota o mais novo modelo de desenvolvimento da teoria econômica chamado de Economia Donut. Sequer precisamos ir à União Europeia, que construiu uma aliança para estruturar uma saída verde para a crise econômica oriunda do coronavírus e prepara uma taxonomia de enquadramento verde que pode bem barrar nossos produtos, se continuarmos com esse olhar pequeno para a matéria.

Mencionamos o nosso Ministério da Economia (vejam, não é do Meio Ambiente), em sua Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico (Endes) organizada, no cenário macroeconômico, em cinco eixos. Um deles é o das Mudanças Climáticas, no qual traz para sua agenda ações como ampliar e fortalecer instrumentos econômicos e fomentar a economia de baixo carbono. Em um segundo eixo, dos cinco dessa agenda econômica, tem-se Negócios Sustentáveis, traduzidos na valorização de serviços ecossistêmicos, no capital natural, no desenvolvimento de bioeconomia e na incorporação da variável ambiental nas diretrizes de decisões econômicas.

De modo que a reinstituição do Femc não pode se ater a uma pobre e equivocada discussão sobre balanço de composição, sequer partir de uma simples adaptação do Decreto nº 44.042, de 2005. A reinstituição do fórum deve partir de uma discussão nova, compatível com a dimensão que o tema toma e assim ter outro formato, outro decreto, que além de incorporar os avanços dimensionais, deve incitar a proposição de metas e resultados práticos. Nesse diapasão, urge uma revisão estrutural na proposta da Política Estadual de Mudança Climática.

Vamos deixar de ser o país do futuro dessa vez? Que tal sermos o país do presente? Minas pode dar exemplo e a discussão sobre o Femc pode ser um primeiro passo para recolocar o nosso Estado de novo no mapa da referência nacional. Podemos e devemos, conforme o economista Paulo Haddad, em seu livro “Uma introdução à economia do Século XXI”, implementar uma nova “trajetória de desenvolvimento, onde os recursos naturais sejam elementos pivotais de um novo ciclo de expansão.

*Engenheira ambiental, diretora da Conciliare Consultoria Socioambiental e integrante do movimento Engenharia Já

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

VEJA TAMBÉM

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!