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Especial SME

SME completa 90 anos com um pé no passado e o olhar no futuro

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Crédito: SME / Divulgação
Crédito: SME / Divulgação

O dia de amanhã – 4 de fevereiro – representa muito para a engenharia mineira. Isto porque há exatos 90 anos nascia nesta data uma das mais representativas instituições de engenharia do Estado: a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME). Ao longo de nove décadas, a instituição cumpriu dois importantes papéis: foi uma defensora dos engenheiros e da engenharia e, ao mesmo tempo, atuou na defesa de projetos e obras ligados à engenharia que seriam importantes para o desenvolvimento econômico de Belo Horizonte, de Minas Gerais e do País. 

Essa dupla função se fez presente praticamente desde o início do funcionamento da entidade. Em 1932, apenas um ano após a sua fundação, a SME participou de reunião na qual foi discutida a primeira regulamentação da profissão de engenheiro, aprovada em dezembro do ano seguinte. Em 1934, a entidade estava presente na discussão de outro projeto que também interessava de perto aos engenheiros: o da criação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), aprovado naquele ano.

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Paralelamente, a SME começava a fortalecer aquela que seria uma das principais funções que desempenhou ao longo de sua história: o de contribuir para a definição de políticas públicas sintonizadas com o desenvolvimento econômico. Foi assim em 1938, quando a entidade montou um grupo que apresentou projeto que apontava as possibilidades de desenvolvimento do Estado. Nele, aparecia a siderurgia como base. Em função desse entendimento foi que a SME, em 1939, aprovou documento enviado ao então presidente Getúlio Vargas contrário à concessão da exploração das minas de minério de ferro de Itabira à empresa americana Itabira Iron. Três anos depois, era fundada a Companhia Vale do Rio Doce, hoje Vale, que assumiu as minas de Itabira.

Crédito: TÁRCIO PRIMO BELÉM BARBOSA / ARQUIVO PESSOAL
Sede própria da entidade, na rua Timbiras, no centro de BH, foi inaugurada em 1978 | Crédito: TÁRCIO PRIMO BELÉM BARBOSA / ARQUIVO PESSOAL

Conjunto da Pampulha – No início dos anos de 1940, a SME colaborou também na discussão do plano que iria dar visibilidade internacional a Belo Horizonte: o conjunto arquitetônico da Pampulha, que foi saudado pela entidade como um “acontecimento da mais alta expressão para a engenharia urbanística de Minas Gerais”.

Quase ao mesmo tempo, já como parte dos esforços para que o Brasil tivesse uma boa atuação na Segunda Guerra Mundial, a SME propôs a criação do curso de Engenharia Militar. Ao mesmo tempo, a entidade abriu um livro de inscrições para os engenheiros que desejassem servir às Forças Armadas.

Nos anos de 1950, a prioridade do País passou a ser a produção de energia elétrica. No governo de Milton Campos (1947-1950), a SME havia participado da discussão do Plano de Eletrificação do Estado, tema que também fez parte do programa de governo de Juscelino Kubitscheck, que sucedeu Milton Campos e acrescentou à geração de energia outro tema que sempre interessou muito à engenharia: a abertura de estradas. Nascia aí o binômio “Energia e Transportes”, que marcou a trajetória política de JK e resultou na criação da Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig) que, por sua vez, serviu de referência para a criação da futura Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás).

Siderurgia – Também nos anos de 1950, a SME ajudou a retomar o fio da meada da implantação da indústria siderúrgica nacional, cuja semente havia sido lançada no final dos anos de 1930. Fruto desse trabalho foi a implantação da siderúrgica Usiminas, que começou em 1956. No projeto, a SME não apenas sediou a reunião que decidiu a criação da empresa, como também participou do processo de captação de recursos para o empreendimento. Engenheiros foram ao Japão para divulgar o projeto e atrair os investimentos necessários para a nova siderúrgica. Tempos depois, nos os anos de 1970 e 1980, a SME participou também da discussão do projeto de implantação de outra importante siderúrgica em território mineiro: a Aços Minas Gerais (Açominas), que entrou em operação em 1986.

Nos anos de 1980 e 1990, a SME incluiu em sua pauta a preocupação com a defesa do meio ambiente. A entidade passou a propor o planejamento do uso dos recursos hídricos, trazendo da Europa modelos de gestão da água para múltiplos usos: consumo humano e animal, irrigação, saneamento e lazer. Em meados dos anos de 1990, a entidade serviu para a realização de debates sobre o projeto de criação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). 

Também nos anos de 1990, a SME abriu espaço para a participação das mulheres na sua gestão, embora estas já tivessem presença ativa na entidade, por meio do Departamento Feminino. Porém, foi em 1999 que, pela primeira vez, uma mulher – Heleni de Melo Fonseca – ocupou o cargo de presidente da SME. Em dezembro último, a engenheira Virgínia Campos foi empossada como a segunda mulher a presidir a entidade.

Sedes – Desde a fundação, a SME funcionou em quatro sedes. A primeira foi na rua Saturnino de Brito, 89, no centro de Belo Horizonte, ao lado da Estação Rodoviária, onde hoje funciona um supermercado. De lá, foi para sua segunda sede, no Edifício Automóvel Clube, também no centro de Belo Horizonte, onde funcionou até 1978, quando inaugurou sua própria, na rua Timbiras. O terreno havia sido adquirido quatro anos antes, com recursos obtidos em ampla mobilização de seus associados, sob a liderança do Departamento Feminino, que foi responsável pela primeira doação de recursos para a construção da nova sede.

Em 2005, a SME deixou sua sede própria e instalou-se no edifício do Crea-MG. Em 2017, retornou ao prédio da rua Timbiras, onde permanece. Desde então, a edificação vem passando por reformas, que primeiro abrangeram o primeiro e o segundo andares. O terceiro andar, constituído por um amplo salão e um miniauditório, já está com suas obras de reforma também concluídas. A prioridade agora é o término das obras do auditório, no quarto andar. 

A volta da SME para sua sede se deu paralelamente ao retorno da entidade como instituição voltada para o debate dos grandes temas relacionados ao desenvolvimento de Belo Horizonte, de Minas e do País e, ao mesmo tempo, preocupada com a defesa da engenharia e dos engenheiros. Por sua sede, na Semana do Engenheiro, que é comemorada sempre em dezembro, passaram, nos últimos anos, os CEOs de algumas das principais empresas brasileiras. Eles foram à SME apresentar suas propostas para o Brasil sair da crise. Com esse mesmo sentido, a entidade elaborou proposta com sugestões ao governo de Minas eleito em 2018.

Inovação – Para criar alternativas ao engenheiro e à engenharia, a SME desfraldou a bandeira da inovação, que passou a defender em vários eventos realizados nos últimos anos na sede da entidade. A inovação é também é a prioridade da gestão empossada em dezembro último e que pretende, em julho próximo, levar um grupo de profissionais da engenharia ao mais importante centro de inovação do mundo: o Vale do Silicio, na Califórnia, Estados Unidos. (Conteúdo produzido pela SME)

Crédito: SME/Divulgação
Crédito: SME/Divulgação

Reciclagem de plásticos cresce e vai a 24% do total produzido

O índice de reciclagem de plásticos pós-consumo no País ficou em 24% em 2019, um crescimento de 8,5% em comparação ao ano anterior. Plástico pós-consumo é o material plástico descartado em domicílios residenciais e em locais como shopping centers. O número é calculado dividindo-se a quantidade de plástico pós-consumo reciclado pelo volume de plástico pós-consumo gerado. Os dados fazem parte do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), uma iniciativa entre a Associação Brasileira da Indústria do Plástico, Braskem e MaxiQuim, que realizou o levantamento. 

Segundo o estudo, em 2019, último ano com dados consolidados, foram produzidas 838 mil toneladas de plásticos reciclados. A região Sudeste é responsável por 51,6% da produção, com 464 mil toneladas; seguida pela região Sul, com 226 mil toneladas; Nordeste, com 94 mil toneladas; Centro-Oeste, com 40 mil toneladas; e Norte, com 12 mil toneladas.

“Sabemos que temos um longo caminho, ainda, que pode ser explorado pelo segmento de reciclagem de plásticos pós-consumo. O crescimento dos índices mostra que estamos no caminho certo. Quando olhamos outros países da União Europeia, ou mesmo os Estados Unidos, vemos que o Brasil vai muito bem”, disse Solange Stumpf, sócia da MaxiQuim.

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