Em 2019, o peso das carcaças de bovinos em Minas atingiu 701,7 mil toneladas, um incremento de 4,4% frente ao ano anterior | Crédito: Divulgação

A demanda chinesa pelas carnes brasileiras contribuiu para o aumento do abate em Minas Gerais ao longo de 2019. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem, em bovinos foi verificado aumento de 1,5% no abate.

O abate de suínos cresceu 5,47% e de frangos, 3,7%. Também foi verificada alta na produção de leite, 3%, e de ovos, 9,1%.

No caso de bovinos, somente no quarto trimestre, foram abatidas 725,3 mil cabeças, um incremento de 5,9% ou 40,6 mil cabeças a mais frente ao mesmo período do ano anterior. Com a elevação, no fechamento do ano, o abate alcançou 2,84 milhões de cabeças de bovinos, alta de 1,5%. O peso das carcaças, em 2019, ficou 4,4% superior, somando 701,7 mil toneladas.

As exportações mineiras de carne bovina apresentaram alta de 30,4% no quarto trimestre de 2019, frente ao mesmo intervalo de 2018, com o envio de 51,9 mil toneladas ao mercado externo. No fechamento de 2019, as exportações de carne bovina movimentaram US$ 804,82 milhões, acréscimo de 33% ante o ano anterior (US$ 605,27 milhões). Ao todo, foram exportadas 180 mil toneladas de carne bovina, variação positiva de 22,4%.

De acordo com o relatório do IBGE, “os incrementos foram influenciados pelo surto da Peste Suína Africana (PSA) na China, o que resultou na busca por outras fontes de proteína”.

Em frangos, o abate estadual cresceu 7,3% no quarto trimestre, frente igual período de 2018, somando 107,6 milhões de cabeças de aves ou 7,28 milhões de cabeças a mais. As exportações, mantendo a mesma base de comparação, somaram 26,96 mil toneladas, alta de 33%.

A elevação do abate de frango no último trimestre do ano contribuiu para que, no fechamento de 2019, o abate ficasse 3,7% superior, somando 422 milhões de cabeças. O peso das carcaças, no ano, cresceu 2,2% e alcançou 1 milhão de toneladas.

As carnes de frango também obtiveram bom desempenho nas exportações estaduais em 2019, com a movimentação de US$ 201,51 milhões, acréscimo de 11,2%.

Ao longo do quarto trimestre, foram abatidos no Estado 1,5 milhão de suínos, o que representou um avanço de 9,4% ou 132,8 mil cabeças a mais frente ao mesmo intervalo de 2018. O peso das carcaças cresceu 9,9% e chegou a 132,3 mil toneladas. No intervalo, foram exportadas 3,8 mil toneladas de carne suína por Minas Gerais, volume 167,9% maior. Assim como em bovinos, a demanda chinesa maior, após uma redução próxima a 50% no rebanho de suínos em função da Peste Suína Africana (PSA), explica o aumento representativo dos embarques mineiros. No ano, o abate de suínos cresceu 5,47%, com 5,78 milhões de animais abatidos.

Leite – Alta também foi observada na produção anual de leite. Minas Gerais industrializou 6,23 bilhões de litros no período, um incremento de 3% frente a 2018. A aquisição de leite subiu 3,3% e somou 6,53 bilhões de litros. Com o resultado, o Estado continuou liderando o ranking de aquisição de leite, com 25,3% da captação nacional, seguido por Paraná (12,9%) e Rio Grande do Sul (12,6%).

No quarto trimestre, a captação cresceu 0,5%, somando 1,679 bilhão de litros. Foram industrializados 1,676 bilhão de litros, variação positiva de 0,6% frente a igual período de 2018.

Minas Gerais, em 2019, produziu 357,9 milhões de dúzias de ovos, o que representa um aumento de 9,1%. Somente no quarto trimestre, a alta chegou a 13% e alcançou 93,7 milhões de dúzias.

País acumula 3ª alta anual consecutiva

Rio de Janeiro – O abate de bovinos registrou em 2019 a terceira alta anual consecutiva. Foram 32,44 milhões de cabeças, o que representou um crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior. O resultado contrasta com o cenário entre 2014 e 2016 quando houve quedas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados ontem, o avanço foi impulsionado por aumentos em 15 das 27 unidades da federação. Os destaques foram Mato Grosso (430,55 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (291,51 mil), São Paulo (224,23 mil) e Santa Catarina (60,15 mil). Já as quedas mais intensas foram no Pará (283,22 mil), em Goiás (199,50 mil) e no Rio Grande do Sul (167,86 mil).

Ainda conforme o IBGE, Mato Grosso permaneceu na liderança do ranking entre as unidades federativas, com 17,4% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul, com 11,1%, e Goiás com 10,3%.

No entanto, com o abate de 8,07 milhões de cabeças de bovinos, o último trimestre de 2019 apresentou queda de 1,4% em relação ao quarto trimestre de 2018 e foi 5,0% inferior ao registrado no terceiro trimestre de 2019. (ABr)