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ENTREVISTA | Sem infraestrutura própria, 5G não funcionará no Brasil

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Sem infraestrutura própria, 5G não funcionará no Brasil
Spacca será o presidente da Abinc nos próximos dois anos - Crédito: Divulgação

A Associação Brasileira de Internet das Coisas (Abinc), criada no fim de 2015, terá como novo presidente, pelos próximos dois anos, Paulo José Spaccaquerche (Paulo Spacca).

Com formação multidisciplinar em Engenharia e Administração, Spacca tem mais de 40 anos de experiência profissional, atuando junto às empresas orientadas fortemente em tecnologias de vanguarda, tais como IBM e SAP. Responsável pela implantação no Brasil de empresas como Sybase, Netscape, Peoplesoft e Quest, ele mantém um excelente relacionamento com os principais executivos de empresas nacionais e multinacionais, em especial no segmento de Finanças, Utilities, Media e Governo. Foi instrutor como Sales Advisor na IBM através da empresa Seti.

O mercado de Internet das Coisas (IoT) brasileiro é um dos mais desejados do mundo. De acordo com estudo da Frost & Sullivan realizado em junho de 2019, a expectativa era de que o Brasil deveria faturar US$ 2,2 bilhões com esse mercado no ano que passou, o que representa cerca de 45% de toda a América Latina. Os números finais ainda não foram fechados.

Em conversa exclusiva com o DIÁRIO DO COMÉRCIO, o presidente da Abinc falou sobre a posição do Brasil no mercado IoT, tecnologia 5G, representatividade do setor, a importância de Minas Gerais no desenvolvimento tecnológico do Brasil, entre outros assuntos.

A IoT é vista como o futuro da tecnologia e um mercado verdadeiramente global, capaz de movimentar pessoas e recursos jamais imaginados. Ao mesmo tempo, o brasileiro é visto como um povo que é ávido por novidades tecnológicas. Tudo isso, aliado ao tamanho da nossa população, faz do Brasil um dos mercados mais interessantes para qualquer empresa do setor. Qual papel o Brasil desempenha nesse mercado global no momento?

A internet das coisas provocou grande barulho e gerou um otimismo muito maior que o mercado oferecia na época. Muitas empresas apresentaram números que eram maiores que a realidade. Hoje, a IoT é mais concreta e com projetos viáveis, que estão dando certo e oferecendo retorno. Se olharmos isso de uma maneira geral, no Brasil tem muita coisa acontecendo. Um dos objetivos da Abinc é ter representantes nos estados. Minas Gerais tem um polo muito grande. No Nordeste tem coisas fantásticas sendo feitas. A Paraíba, por exemplo, é um polo excelente. Estamos oficialmente no Rio de Janeiro e logo depois do Carnaval vamos anunciar nossos representantes também em Minas, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Estamos em conversação também com o Pará.

Nesse infinito de possibilidades, podemos citar tendências ou verticais pelas quais a IoT vai caminhar em 2020 e nos próximos anos?

Prefiro falar em verticais de negócios do que em tecnologias a serem desenvolvidas. A tecnologia aparece como resposta às demandas do mercado. Elas são desenvolvidas em maior ou menor grau para solucionar problemas que incomodam a sociedade. Então, como setores a serem atendidos, trabalhamos com quatro mais fortes: cidades inteligentes, agro, saúde e manufatura.

Nesse cenário, quais as principais demandas da Associação?

Temos algumas questões que precisam ser pensadas permanentemente. Uma é a segurança, sempre. Contribuímos para a redação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP). Também a formação de mão de obra, inclusive pensando em quais serão os empregos do futuro. Formamos uma mão de obra bem qualificada, mas insuficiente no Brasil. Minas Gerais é um bom exemplo dessa realidade. Os profissionais são assediados o tempo todo e fazer a retenção de talentos é muito difícil. Nem mesmo Santa Rita do Sapucaí, no Vale da Eletrônica, Sul de Minas, consegue reter seus pesquisadores. Outro ponto importante é a questão jurídica e de legislação. A tributação é uma questão que gera grande preocupação. Além disso, precisamos trabalhar sempre pela construção do melhor ambiente de negócios, então ter uma legislação transparente e de fácil entendimento é fundamental.

E o 5G? Como essa tecnologia vai impactar as empresas de IoT? Vamos ter, como prometido, um admirável mundo novo?

O 5G é uma tecnologia incrível, mas apenas uma tecnologia. Se não tivermos uma infraestrutura capaz de viabilizar o seu uso e capaz, principalmente, de aproveitar as suas características e vantagens, não vai adiantar nada. Acho difícil que tenhamos o 5G em pleno uso nas cidades brasileiras até o fim do ano, como era previsto. Isso acontece porque as teles ainda têm muito espaço para trabalhar e para melhorar o 4G e porque falta estrutura. A baixa latência – expressão de quanto tempo leva para um pacote de dados ir de um ponto designado para o outro – é muito útil para a condução de carros autônomos e para a telemedicina, por exemplo. Mas esse é um mercado de nicho. O que adianta o 5G se não temos boas estradas ou um hospital lá na ponta com tecnologia integrada?

Qual posição o Brasil ocupa entre as nações no que diz respeito ao desenvolvimento da IoT?

Essa é uma pergunta difícil de responder porque a diversidade de soluções provenientes da IoT admite uma série de cenários. O melhor seria perguntar a posição relativa a qual vertical ou a qual segmento. Em uma avaliação geral, podemos dizer que o Brasil é o maior e mais desenvolvido mercado da América Latina. Temos uma legislação considerada avançada, um mercado grande e ávido por inovação. Ao mesmo tempo ainda temos certa imaturidade no que se relaciona às próprias empresas e às pessoas. A ruptura tecnológica dos últimos anos foi intensa de uma forma que nunca tinha acontecido antes, mas as pessoas não se preparam na mesma velocidade. Boa parte das empresas e dos empresários ainda é muito jovens e vão cumprir um ciclo de amadurecimento do negócio, da gestão e também pessoal.

E Minas Gerais em relação ao Brasil?

Minas Gerais é um dos estados que ajuda a puxar o desenvolvimento do Brasil também na IoT. Existem polos importantes como o Triângulo, Santa Rita do Sapucaí e Belo Horizonte, por exemplo. Cada estado tem gaps particulares. Eles precisam encontrar a sua vocação, entender como a IoT se integra ou pode se integrar à sua economia e como isso pode ser fomentado. De outro lado o setor também precisa se organizar e se mobilizar em favor das demandas comuns. O compartilhamento e a cooperação são características dessa nova economia e é assim que precisamos trabalhar para a criação de um ecossistema cada vez mais orgânico.

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