Startup da área de educação conta com aproximadamente mil alunos no País, deste total 350 estão em Minas Gerais | Crédito: Divulgação

Presente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) há pouco mais de cinco meses, o Alicerce, startup de educação voltada para alunos de baixa renda, promete expandir os negócios em Minas Gerais no decorrer deste exercício.

Já nos primeiros meses de 2020 serão inauguradas mais três unidades – duas na Capital e uma em Santa Luzia, totalizando oito escolas em Minas Gerais.

As demais de Belo Horizonte já estão em funcionamento nos bairros Serrano, Barreiro e Venda Nova e as de Contagem no Eldorado e no Colorado. As informações são do diretor regional de Minas Gerais, Frederico Melo. Segundo ele, outras localidades da Grande BH estão em prospecção para abertura de outras escolas ainda neste exercício.

“Vamos continuar nosso plano de expansão pelo Brasil no decorrer de 2020. Em Minas, deveremos expandir para alguma outra cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Betim ou Ribeirão das Neves”, citou.

Hoje a startup conta com 37 unidades no País – Belo Horizonte, Contagem, São Paulo (capital, ABC paulista, litoral e interior) e Curitiba – e a meta para julho deste ano, quando completa um ano de operação, é chegar a 70 unidades e 70 mil alunos. Já para o longo prazo, em 2025, o objetivo é alcançar 4 milhões de alunos com novas unidades.

“Nossos números se baseiam no déficit educacional brasileiro. A meta é audaciosa, mas fundamental para mudar o Brasil. Temos home 40 milhões de jovens em situação de vulnerabilidade, e 11 milhões que não estão na faculdade e nem conseguem o primeiro emprego, sendo a falta de qualificação uma das causas desse cenário. Queremos então, ajudar 10% destes 40 milhões e proporcionar oportunidades para uma parte desta geração”, explicou.

Atualmente o Alicerce tem cerca de mil alunos no País. Em Minas, eles chegam próximo de 350 e contam com aulas de reforço escolar em Matemática, Português, Inglês e Programação, além de atividades socioemocionais. Voltada para alunos de baixa renda, na avaliação de Melo, a startup é um negócio de alto impacto social nas periferias brasileiras.
Os alunos de 6 a 17 anos ficam cinco horas e meia por dia nas unidades, podendo frequentá-las por três ou cinco dias da semana, conforme a necessidade. As unidades abrem nas férias e o preço depende da frequência e chega até R$ 199 na RMBH.

Estrutura – Com salões de 70 a 80 metros quadrados de área, as unidades recebem turmas de 40 alunos que são atendidos por aproximadamente dez professores em grupos de até oito estudantes.

“No Alicerce colocamos o aluno como centro do processo de aprendizado, trabalhando de forma individualmente as potencialidades e dificuldades de cada um”, destacou o diretor. O modelo de aprendizagem foi desenvolvido pela equipe de Mônica Weinstein, referência nas áreas de aprendizagem e cognição. A pesquisadora desenvolveu métodos aplicados em escolas públicas e particulares do Brasil e do exterior.

Além disso, não há material didático. Os conteúdos são dados por líderes – universitários ou recém-formados, de 18 a 28 anos, que passam por seleção, formação inicial e continuada. Os jovens têm remuneração acima do mercado e autonomia para definir os conteúdos de acordo com a necessidade de cada aluno.

BH recebe 439 estudantes estrangeiros

Na manhã de 13 de janeiro, 439 estudantes internacionais, a maioria alunos de mestrado com idades entre 22 e 25 anos, se reuniram em Belo Horizonte para um “Dia de Orientação”. Essas centenas de jovens recém-chegados de outros países escolheram a capital mineira para estudar, por pelo menos um semestre, na unidade brasileira da escola de negócios global Skema Business School, uma organização sem fins lucrativos de origem francesa, presente em cinco continentes, que conta com sete unidades próprias ao redor do mundo, sendo uma delas aqui em BH.

Como alguns dos alunos têm dupla cidadania, o grupo representa de um total de 14 países diferentes: Argélia, Bélgica, China, Costa do Marfim, Egito, França, Guiné, Itália, Líbano, Marrocos, Mauritânia, Portugal, Serra Leoa, Tunísia. No total, a Skema já trouxe 2 mil estudantes estrangeiros para Belo Horizonte desde 2015, quando iniciou sua atuação no Brasil.

“Todos os campi da Skema estão localizados em reconhecidos centros de negócios e próximos a polos tecnológicos e industriais, para que ofereçam aos estudantes boas oportunidades e perspectivas de carreira”, explica a reitora da instituição no Brasil, Geneviève Poulingue, sobre a escolha de Belo Horizonte para a instalação do primeiro campus da escola na América Latina. Além disso, ela completa que o Brasil continua exercendo uma atratividade muito grande sobre os jovens.

As alunas francesas Carla Maritaud (23) e Wendy Razafindraibe (24) confirmam a percepção da reitora. Elas queriam conhecer melhor sobre o mercado da América Latina e escolheram Belo Horizonte para completar seus cursos de mestrado por se sentirem atraídas pela cultura brasileira. Ambas já estudaram no campus da cidade de Raleigh, nos EUA, e aproveitaram a mobilidade internacional que a Skema oferece para ampliar ainda mais as suas experiências.

Outro aluno, Sanjith Prasad (24), nascido na Índia, diz que já se sente “em casa” após pouco mais de uma semana em BH: “escolhi vir para o Brasil, pois acredito que o país tem muitas coisas em comum com a Índia”. Já o francês Arthur Peureau escolheu a Skema por estar alinhada a seus valores humanistas e afirma que veio para o Brasil a fim de conhecer um povo e uma cultura diferente da sua.

Economia – A reitora Geneviève Poulingue explica que esses 439 estudantes irão estudar e viver em BH durante cinco meses, no mínimo. A instituição estima que cada um deles tenha um gasto de aproximadamente mil euros por mês com habitação, hospedagem, alimentação, transporte e entretenimento, além do turismo e dos estudos. Convertendo para a moeda brasileira, isso representa um impacto de aproximadamente R$ 2 milhões por mês na economia local.

A Skema Business School possui sete campi em cinco países: Brasil, França, EUA, China e África do Sul, além de outras centenas de instituições parceiras em todo o mundo. Considerada uma das escolas de negócios mais inovadoras do mundo, a Skema é parceira da Fundação Dom Cabral no Brasil e conta com certificações internacionais que comprovam a qualidade de seus cursos. Traz em seu DNA valores que fortalecem a formação de competências fundamentais para enfrentar os desafios atuais e futuros dos negócios globais, tais como multiculturalismo, diversidade, espírito empreendedor e excelência. (Da Redação)