A expectativa da rede hoteleira da Capital é de alta com crescimento do fluxo de turistas - Crédito: Andre Fossati

A 40 dias do Carnaval a cadeia produtiva do turismo se agita. A expectativa de cinco milhões de turistas na cidade no período anima a hotelaria que prepara pacotes especiais e mimos ligados à folia.

De acordo com pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), os empreendimentos da região Centro-Sul devem ter ocupação média de 80%. O restante da Capital deve se contentar com 58% de taxa média de ocupação.

De acordo com o presidente da Abih-MG, Guilherme Sanson, a intensa divulgação do Carnaval belo-horizontino como um evento familiar e de baixo custo tem ajudado a atrair muitos turistas do interior de Minas Gerais. O desafio agora é atrair mais turistas de outros estados.

“Temos um Carnaval diferente da maioria das capitais, com bloquinhos de rua, sem compra de abadás, mais democrático e acessível. Isso é um diferencial que atrai as pessoas, mas muita gente ainda vem do interior, fica na casa de amigos e parentes, não ocupando a rede hoteleira. Precisamos ter, agora, mais gente de outros estados, mostrar o quanto o nosso Carnaval é bom para todo o Brasil”, explica Sanson.

No ano passado, segundo dados da Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte (Belotur), a Capital recebeu 4,3 milhões de foliões, entre moradores e turistas, destes, apenas 18,6% se hospedaram em hotéis, um aumento de 15% em relação a 2018.

Os empreendimentos apresentaram taxa de ocupação média de 66,82%, índice que também apresentou crescimento, 9,2%; e diária média de R$ 226,06, um aumento de 26%, em relação ao Carnaval de 2018.

Números apurados pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte (Sindhorb-BH) apontam na mesma direção. A expectativa é que a ocupação média na Capital seja maior entre 10% e 15% do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o presidente do Sindhorb-BH, Paulo César Pedrosa, os hotéis supereconômicos – aqueles com diárias entre R$ 100 e R$ 200 – já estão com a lotação bem próxima do limite nos dias da folia. Os demais, principalmente os da região Centro-Sul, já estão com as reservas entre 40% e 50% confirmadas.

“Este ano hotéis de toda a cidade vão receber foliões, com destaque para a região da Pampulha logo após a Centro-Sul. Também temos hotéis em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Nova Lima e Contagem, prontos para esse período. Além de todas as qualidades do nosso Carnaval, Belo Horizonte oferece diárias muito competitivas em hotéis novos e muito bons. Teremos o pico de ocupação na sexta e sábado e a maioria dos hóspedes vai ficar três dias. Um desafio para os próximos anos é fazer com que eles comprem pacotes completos – de cinco dias – para ficar na cidade”, afirma Pedrosa.

Localização e comodidades – Em um dos pontos mais privilegiados da cidade – bem no caminho de alguns dos principais blocos -, o Savassi Hotel, que ao longo do ano se dedica especialmente aos turistas de negócios, se organiza para receber os animados súditos de momo. Segundo a gerente-geral do Savassi Hotel, Carolina Drumond, dos 98 apartamentos, mais de 90% deverão ser ocupados durante a festa.

“A Savassi é a região que concentra a ocupação e devemos chegar a 95% no pico. Temos o perfil econômico, o que é muito apropriado para os foliões que pouco ficam no hotel nesses dias. Vamos utilizar a escala completa de funcionários na semana do carnaval”, pontua Carolina Drumond.

Do outro lado da cidade, na região Oeste, o Intercity BH Expo, mesmo longe do foco principal da festa, prevê a ocupação de 90% dos 286 quartos. O coordenador de marketing do Intercity BH Expo, Vagner Amorim, revela estratégias especiais para o período.

“Oferecemos alguns mimos para os nossos hóspedes como café da manhã reforçado – vamos, inclusive, abrir o restaurante mais cedo por conta da programação de alguns blocos -, welcome drink, make e kit folia. Temos como grande aliada a proximidade do metrô. Teremos toda a nossa equipe treinada e mobilizada para atender um público bem diferente do turista de negócios que estamos habituados”, destaca Amorim.