A 26ª edição da mostra deve receber mais de 65 mil visitantes e, pela segunda vez, será realizada no Palácio das Mangabeiras - Crédito: Divulgação

A edição mineira da Casacor 2020, que vai acontecer entre os dias 18 de agosto e 20 de setembro, terá como tema “A Casa Original”. A 26ª edição da mostra deve receber mais de 65 mil visitantes e, pela segunda vez, será realizada no Palácio das Mangabeiras, na região Centro-Sul da Capital.

Casa Original guiará projetos da Casacor 2020
Crédito: Divulgação

O imóvel, construído para ser a residência oficial do governador do Estado, passou a ser aberto ao público no evento do ano passado através do convênio celebrado entre a organizadora da mostra e a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), responsável pelo Palácio.

Através da parceria, o patrimônio ganhou restauração e manutenção. A meta para este ano é recuperar os jardins de Burle Marx. Além de obras de recuperação e infraestrutura, a Casacor ficou responsável pela vigilância do espaço, que será ocupado por ela durante o período médio de seis meses ao ano, pelos próximos três anos.

Segundo o diretor da Casacor, Eduardo Faleiro, a ideia da Casa Original é reconectar o homem à natureza e sua ancestralidade sem abrir mão do diálogo com a tecnologia que marca os tempos atuais.

“O Palácio das Mangabeiras é um lugar de respeito e conta parte importante da nossa história. Ele é o lugar ideal para essa ideia, mostrando que o patrimônio histórico pode ser valorizado por iniciativas e eventos sustentáveis”, afirma Faleiro.

Na programação da mostra serão contemplados o centenário do artista plástico Amílcar de Castro, a reparação dos jardins de Burle Marx, o festival de ingredientes e uma exposição fotográfica.

Entre as novidades estão a abertura de um espaço especialmente dedicado às crianças e outro aos animais de estimação; espaços pocket, modelados para pequenas ativações com produtos e serviços; e espaços para network, que poderão ser utilizado por parceiros para reuniões e confraternizações. Além disso, foi fechada parceria com o consulado da Itália para intercâmbio de conteúdo com a Semana de Design de Milão.

E entre as ações de sustentabilidade estão a gestão de resíduos sólidos, uso de energia fotovoltaica, economia de água e economia circular. “Hoje, a sustentabilidade é um pilar da Casacor. Fazer a gestão dos resíduos sólidos, por exemplo, não é mais uma opção, é uma obrigação de todos que participam”, pontua o organizador.

Movimentação – De acordo com Juliana Grillo, diretora comercial da Casacor Minas, mais de 15 mil pessoas se envolvem na produção da mostra direta e indiretamente. Em 2019, foram 67 ambientes, nos quais trabalharam 89 profissionais. Em cada espaço estiveram presentes, em média, 10 fornecedores. Só em mídia espontânea o evento movimentou R$ 12 milhões.

Em 2019, a mostra permitiu movimentação financeira do setor em torno de R$ 60 milhões, valor 20% superior ao auferido no ano anterior. A expectativa é que crescimento mantenha o ritmo, especialmente porque a mostra cresceu em número de espaços entre 2018 e 2019 e também entre 2019 e 2020.

“Por esses números é possível perceber o quanto a Casacor mexe com a cidade. As pessoas visitam a mostra para conhecer novidades, profissionais, para se inspirar e algumas, até, para comprar ambientes completos. Isso é muito interessante. A produção trabalha durante um ano para que a exposição funcione por pouco mais de um mês. Hoje, entre as 21 praças que recebem a Casacor, Minas é a que mais gera inovação e conteúdo e segunda em público”, destaca Juliana Grillo.

Ansiosa pela sua segunda participação, a arquiteta Juliana Pacheco foi uma das profissionais que conseguiu vender o projeto inteiro em 2019. “A Casa do Lago” era um espaço externo de lazer. O projeto foi refeito para o espaço do cliente. Entre a compra e a instalação se passaram oito meses. O valor total foi de R$ 180 mil.

“Essa venda foi uma surpresa. Normalmente as pessoas chegam aqui em busca de ideias. Ele olhou e apenas disse ‘quero exatamente assim na minha casa’. A partir disso adequamos o projeto à área que ele tinha disponível e fomos em busca das licenças para a construção. A única diferença é que parte do mobiliário foi aproveitada do que ele já tinha, evitando assim o desperdício e trabalhando o pilar da sustentabilidade”, destaca Juliana Pacheco.