Evento é realizado pela plataforma Fartura e faz parte de uma série de festivais no País | Crédito: Lucas Chagas/Divulgação

Pronta para receber mais de 2 mil pessoas por dia, em média, a 2ª edição do Festival Cultura e Gastronomia Conceição do Mato Dentro, na região Central, acontece entre os dias 18 e 20 de janeiro. O evento, realizado pela plataforma Fartura, faz parte de uma série de festivais que acontecem de Norte a Sul do Brasil e também em Portugal.

De acordo com o diretor de produção da plataforma, Guilherme Sanzio, essa segunda edição na cidade vai levar as atrações para a rua, convidando moradores e turistas a participarem da festa que vai reunir estrelas da gastronomia nacional e talentos locais. Da região Sul, Antônio Costaguta, do projeto El Topador (Porto Alegre, RS), leva para o Festival o legítimo churrasco gaúcho. A chef Mari Sciotti, do restaurante Quincho (São Paulo, SP), chega para mostrar o quanto a comida vegetariana pode ser gostosa, enquanto Saulo Jennings, da Casa do Saulo (Santarém, PA), ressalta as receitas tapajônicas. Além disso, o gostinho do Nordeste será transportado pelo chef João Lima (Fortaleza, CE). Diego Brada, do Conca Cozinha Original (Brasília, DF), ressalta texturas e sabores marcantes em sua cozinha. De Belo Horizonte: Bar do Zezé, Pizza Sur, Maria das Tranças, La Palma e, de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), Omilia.

“Esse ano estamos indo pra rua, cumprindo com um dos pilares do Festival de quando ele começou em Tiradentes (Campo das Vertentes). A ideia é que na cidade a gente consiga replicar e desenvolver o projeto, impactando toda a cadeia produtiva da gastronomia e do turismo. As duas cidades têm muitos pontos em comum como o passado colonial, as riquezas cultural, patrimonial e natural. Conceição do Mato Dentro tem muitos atrativos e é uma cidade símbolo da região com uma identidade muito forte. Tudo isso faz com que apostemos em um grande festival, capaz de atrair pessoas e movimentar a economia”, explica Sanzio.

Mas não são apenas os “chefs” as estrelas do evento. As famosas quitandeiras da cidade também integram a programação com os seus famosos pastéis de angu. O chamado “Festival Artesanal” terá participação especial dentro da festa. São várias opções de cervejas de produção artesanal para harmonizar com as receitas dos chefs.

Na segunda-feira o destaque é o curso de boas práticas gratuito voltado para profissionais da região. É uma oportunidade para cozinheiros, assistentes de cozinha e demais interessados se atualizarem de acordo com as exigências da segurança alimentar e manipulação de alimentos e de o Festival contribuir para o crescimento gastronômico da cidade. O festival deve gerar 150 empregos diretos e outros 200 indiretos.

“Nosso objetivo é democratizar o conhecimento. No domingo serão 12 horas de programação, e podemos receber até quatro mil pessoas. Estão sendo investindo R$ 500 mil e acreditamos em um retorno de até quatro vezes o investimento. Em Conceição do Mato Dentro encontramos uma grande parte dos produtos e serviços que precisávamos para produzir o festival com qualidade e preço acessível. Isso demonstra a força da economia local”, pontua o diretor de produção da plataforma Fartura.

Mapeamento – A plataforma Fartura – Comidas do Brasil, surgiu há 23 anos, junto com o Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes. O objetivo da plataforma é mapear a cadeia produtiva da gastronomia, a fim de disponibilizar conhecimento ao público – em forma de conteúdo e experiência – e criar conexões entre os integrantes dessa cadeia.

A partir disso foram criados outros festivais que já aconteceram em Belém, Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Tiradentes, Belo Horizonte, Conceição do Mato Dentro, Fortaleza e Lisboa. Até 2019, os eventos receberam mais de 850 mil pessoas, que se deliciaram com os mais de 2 milhões de pratos servidos. Além disso, foram 3.300 atividades gastronômicas e 1.265 apresentações culturais.

“Ainda não temos as datas fechadas e é possível que novas cidades se juntem à lista. Nosso objetivo é sempre ativar as cadeias produtivas locais. A gastronomia nos resume e nos une. O feijão-tropeiro é um ótimo exemplo disso. Ele é uma comida colaborativa, que surge quando pessoas, muitas vezes desconhecidas, se uniam na hora da refeição, à beira da estrada, e cada uma levava alguma coisa para que todos pudessem se alimentar. Hoje ele continua sendo uma comida que une as pessoas e é um dos símbolos do nosso Estado. Esse é o nosso princípio”, completa.