Desembolsos do crédito rural registram alta de 15% no Estado
Em janeiro, a cultura do café foi a que demandou maior volume de recursos de custeio - Crédito: José Roberto Gomes/Reuters

Os desembolsos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2019/20, para Minas Gerais, cresceram 15% no período de julho de 2019 a janeiro de 2020, frente a igual intervalo da safra anterior.

Ao todo, já foram liberados R$ 16,3 bilhões para o Estado, ante os R$ 14,18 bilhões registrados no mesmo período da safra passada. Com o valor, Minas Gerais responde por 14% do volume de crédito liberado para o País, que já somou R$ 116,46 bilhões.

No Estado, até o fechamento do sétimo mês da safra, já tinham sido aprovados 144.434 contratos, expansão de 4% sobre o volume registrado de julho de 2018 a janeiro de 2019.

Do total de recursos liberados para o Estado, a maior parte, 66,6%, foi destinada para a agricultura. Ao todo, foram desembolsados para o setor R$ 10,87 bilhões, aumento de 10% frente aos R$ 9,93 bilhões registrados em igual período da safra anterior. Foram aprovados 62.420 contratos para acesso ao crédito na agricultura, volume 1% maior.

Para a pecuária, já foram desembolsados R$ 5,42 bilhões, o que representa um avanço de 27% frente ao volume de crédito liberado no mesmo período da safra 2018/19. Houve um crescimento de 7% no número de contratos, que somou 82.014.

Custeio em alta – Dentre as linhas que compõem o plano, a que apresentou a maior demanda foi a de custeio. De julho de 2019 a janeiro de 2020, foram liberados R$ 9 bilhões para o custeio da safra mineira, alta de 11% quando comparado com os R$ 8,08 bilhões registrados no mesmo intervalo da safra anterior. Em relação aos contratos aprovados, 62.546, houve um avanço de 1%.

A maior parte dos recursos foi destinada ao custeio da agricultura. Ao todo, já foram liberados R$ 6,35 bilhões, recursos 11% maiores que os registrados anteriormente. A aprovação de contratos somou 38.612, variação positiva de 3%.

Somente em janeiro, de acordo com os dados da Seapa, os produtos que demandaram maior volume de recursos da linha de custeio, em Minas Gerais, foram: o café (R$ 162,73 milhões), milho (R$ 43,58 milhões), cana-de-açúcar (R$ 28,06 milhões), alho (R$ 19,29 milhões) e feijão (R$ 9,19 milhões).

Para o custeio da pecuária, já foram desembolsados R$ 2,66 bilhões, alta de 12% frente aos R$ 2,38 bilhões liberados entre julho de 2018 e janeiro de 2019. Foram aprovados no período 23.934 contratos, queda de 2%.

A maior parte dos recursos de custeio da pecuária, liberados em janeiro, foi para a bovinocultura (R$ 248,57 milhões). Para suínos, foram desembolsados R$ 9,24 milhões, seguido por aves, R$ 5,70 milhões, e piscicultura, R$ 1,35 milhão.

Investimentos – A demanda pelos recursos para investimentos também ficou maior. Os desembolsos para a linha de crédito cresceram 38% no Estado, somando R$ 4,04 bilhões. Os contratos aprovados, 79.928, subiram 9%. Na pecuária, a busca pelos recursos de investimento avançou 53%, com a liberação de R$ 1,97 bilhão. Para a agricultura, foram liberados R$ 2,08 bilhões, variação positiva de 27%.

Somente os resultados da linha de comercialização foram negativos. Para Minas Gerais, foram liberados R$ 2,64 bilhões, o que significa uma demanda 13% menor pela linha, uma vez que, em igual período do ano-safra anterior, tinham sido liberados R$ 3,05 bilhões. A aprovação de contratos está 33% menor, somando 1.866 liberações.

Para a comercialização na agricultura foram destinados R$ 2,02 bilhões, queda de 19%. A liberação de contratos está em 1.311, volume 42% inferior. A pecuária demandou R$ 620 milhões da linha, incremento de 13%. Foram aprovados 555 contratos, aumento de 11%.