Em dezembro, a cultura do milho foi a segunda que mais demandou recursos da linha de custeio - Crédito: Divulgação

Nos primeiros seis meses da safra 2019/20, foi verificada alta de 14% na demanda pelos recursos do crédito agrícola em Minas Gerais.

De acordo com as informações da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), entre julho e dezembro de 2019, foram desembolsados R$ 15,11 bilhões para o Estado, valor que responde por 14% do volume total liberado para o País, que chegou a R$ 107,8 bilhões.

A maior parte do recurso financeiro tem sido destinada à linha de custeio, que já soma R$ 8,45 bilhões.

Em Minas Gerais, já foram aprovados 128.833 contratos, crescimento de 1%. Dos R$ 15,11 bilhões, R$ 10,20 bilhões foram destinados para aplicação na agricultura, valor 10% superior ao registrado no mesmo período da safra passada.

Para a atividade, foram aprovados 56.487 contratos, número estável frente ao anterior. Já a pecuária apresentou alta de 24% na demanda pelos recursos do crédito rural, somando R$ 4,91 bilhões. A aprovação de contratos subiu 2% e encerrou o período em 72.346.

Dentre as linhas do crédito agrícola e pecuário, o maior volume de desembolsos foi para custeio. Os dados mostram que, nos primeiros meses da safra, foram liberados R$ 8,45 bilhões, alta de 11% no Estado. A aprovação de contratos permaneceu a mesma: 56.643.

Para o custeio da agricultura, foram liberados R$ 6,06 bilhões, variação positiva de 12%. A aprovação de contratos cresceu 2% e encerrou o período em 35.313 unidades. Somente em dezembro de 2019, foram liberados para a linha de custeio da agricultura R$ 714,95 milhões.

As culturas que apresentaram maior demanda foram o café, com desembolso do R$ 402,60 milhões, seguido pelo milho (R$ 76,76 milhões), alho (R$ 43,70 milhões), soja (R$ 34,57 milhões) e feijão (R$ 33,75 milhões).

Ao todo, já foram liberados R$ 2,39 bilhões para o custeio da pecuária de Minas Gerais, valor 8% maior que os R$ 2,22 bilhões registrados nos primeiros seis meses da safra anterior. Foram aprovados 21.330 contratos, queda de 4%.

Em dezembro, dentre os produtos, a maior parte dos recursos foi para bovinos (R$ 425 milhões), suínos (R$ 21,50 milhões) e avicultura (R$ 20,72 milhões).

Investimentos – Alta também foi registrada na demanda pelos recursos de investimentos. Entre julho e dezembro, os desembolsos para a modalidade cresceram 34% no Estado, somando R$ 3,57 bilhões. Os contratos aprovados, 70.404, aumentaram 3%.

Na pecuária, a busca por crédito para investimento subiu 48%, com a liberação de R$ 1,75 bilhão. Para a agricultura, foram liberados R$ 1,81 bilhão, variação positiva de 22%. Para a linha de investimento na pecuária, a aprovação de contratos cresceu 5% e somou 50.510. Já na agricultura, o número permaneceu estável, com a liberação de 19.894 contratos.

Os valores de crédito contratados para a linha de comercialização ficaram menores, quando comparados com igual período do ano passado. De acordo com o levantamento, foram desembolsados R$ 2,5 bilhões para a modalidade em Minas Gerais, redução de 12% sobre os R$ 2,84 bilhões de igual período de 2018.

A aprovação de contratos da linha de comercialização caiu 32%, somando 1.702 liberações, ante 2.513.

Para a linha de comercialização da agricultura, foram liberados R$ 1,92 bilhão, queda de 18%, com a aprovação de 1.238 contratos, volume 41% menor. Já na pecuária, o crédito de comercialização cresceu 13%, com desembolsos de R$ 580 milhões. A aprovação de contratos chegou a 464, número 13% maior.