Empresa assumiu o compromisso de seguir os sete princípios de empoderamento feminino | Crédito: Roberto Rocha

A ArcelorMittal Brasil assinou nessa quarta-feira (4), na sede da empresa localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, sua adesão aos Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres.

A iniciativa, de acordo com a diretora de Pessoas, Comunicação, Investimento Social e Inovação ArcelorMittal Longos Latam, Paula Harraca, tem como objetivo sistematizar e fortalecer ações que a empresa já faz na busca da equidade entre os gêneros dentro da sua operação.

Com a assinatura do termo a produtora de aço assume o compromisso de seguir os sete princípios de empoderamento feminino:

• Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero no mais alto nível;
• Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho;
• Garantir saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens na empresa;
• Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres;
• Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento;
• Promover igualdade de gênero por meio de ativismo social;
• Documentar e publicar progressos da empresa nesta área.

“Esses sete pilares trazem para nós uma responsabilidade muito maior e, ao mesmo tempo, abrem uma oportunidade de influenciar esse movimento de transformação que já vem acontecendo na sociedade e também no ambiente corporativo. Enxergamos que, diante disso, que nós como ArcelorMittal e sendo a líder mundial em aço, temos a missão e também a oportunidade dessa influência que começa a ser exercida através do nosso exemplo. Nossa trajetória vai inspirar outras pessoas, clientes, parceiros e juntos vamos aprendendo nessa jornada como evoluirmos e como melhorarmos essa condição de igualdade, de diversidade e inclusão de gênero que é tão importante para nós enquanto empresa, pessoas e sociedade”, afirma Paula Harraca.

A assinatura do compromisso é um dos desdobramentos do Programa de Diversidade & Inclusão da empresa lançado em julho do ano passado. O programa definiu planos de ação e indicadores para quatro dimensões de diversidade – equidade de gênero, diversidade racial, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTI+.

Para a consultora da ONU Mulheres, Maristela Iannuzzi, com a adesão da ArcelorMittal, o Brasil tem hoje 310 empresas compromissadas oficialmente com os princípios. “A importância dos sete princípios para a empresa como empresa é validar o quanto a mulher, estando economicamente empoderada, pode trazer benefícios para a sociedade. O quanto é importante para a Arcelor e para o Brasil a mulher estar em cargos de liderança”, avalia Maristela Iannuzzi.

Segundo o vice-presidente Corporativo de Finanças e Tecnologia da Informação da ArcelorMittal Brasil, Alexandre Barcelos, um dos maiores desafios da siderúrgica na intenção da igualdade de gênero vem da própria natureza do seu trabalho. Setores como mineração e siderurgia são majoritariamente masculinos, especialmente no setor operacional. O executivo é padrinho do Grupo de Afinidade de Equidade de Gênero.

“Devemos pensar também no papel dos homens nessa busca pela igualdade. Nesse nosso aprendizado percebi o quanto eu mesmo preciso mudar a minha forma de lidar com a minha família, com as outras pessoas. Trabalhamos em um setor econômico muito masculino, principalmente no operacional. Essa assinatura é o primeiro passo de uma jornada muito grande”, destaca Barcelos.