Endividamento tem alta de 0,28% na Capital em janeiro
Por outro lado, o endividamento na Capital foi menor na comparação com janeiro de 2019 - Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

O número de endividados na capital mineira aumentou 0,28% em janeiro na comparação com dezembro, de acordo com a pesquisa de inadimplência e dívidas em atraso da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Já em relação a igual período do ano passado, houve queda em janeiro deste ano (-0,27%) na comparação com janeiro de 2019 (0,04%).

O vice-presidente da CDL-BH, Marco Antônio Gaspar, destaca que o primeiro mês do ano normalmente apresenta um crescimento no número de inadimplentes. Muitas pessoas, explica ele, acabam exagerando nas compras de Natal, por exemplo. Assim, deixam de pagar a parcelas da dívida que fizeram nas festas de fim de ano, já que janeiro apresenta diversos outros gastos, como os relacionados ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), à matrícula de escola, entre outros.

Mesmo assim, lembra ele, os números em relação a janeiro melhoraram, conforme mostra o estudo da CDL-BH, graças a uma melhor conjuntura econômica que tem sido vivida atualmente no País. “Houve queda na taxa de juros, redução de desemprego, entre outros fatores que acabam colocando mais dinheiro no bolso das pessoas, para elas quitarem as dívidas”, salienta.

Aliás, a pesquisa da empresa revela, ainda, que o número médio de dívidas também está apresentando recuo ao longo do tempo, sendo o de janeiro deste ano o menor da série histórica (1,914) iniciada em janeiro de 2010.

Por gênero – Os dados da entidade mostram, ainda, que o acúmulo de dívidas entre os homens (-1,9%) foi menor na comparação entre janeiro deste ano e igual mês de 2019 do que a verificada entre as mulheres (-0,86%). Segundo Marco Antônio Gaspar, isso se deve ao fato de que no meio masculino a taxa de desemprego é menor, além da diferença salarial que ainda existe no mercado, com os homens ganhando mais.

Aposentados – Os aposentados, por sua vez, são os que concentram o maior acúmulo de dívidas (11,7%). Conforme ressalta a CDL-BH, isso ocorre porque o orçamento é mais apertado em função do custo de vida maior. Há mais gastos relacionados à saúde, por exemplo, além de as pessoas desse grupo, muitas vezes, serem as responsáveis financeiramente pelas famílias.

Empresas – Por fim, a pesquisa da entidade também revela como estão as empresas em relação ao endividamento. O indicador de devedores das pessoas jurídicas de Belo Horizonte apresentou um incremento de 4,72% em janeiro deste ano na comparação com igual período de 2019.

Em relação ao assunto, Marco Antônio Gaspar afirma que as empresas, principalmente as pequenas, ainda não estão conseguindo recuperar as suas perdas, devido à recuperação lenta da economia.